1ª semana do anno

a primeira semana do ano, ninguém quer saber de nada, de porra nenhuma – e eu estabeleci minhas metas para este ano, são elas: 1 – aprender o mínimo de alemão 2 – aprender francês 3 – aprender uma língua … Continuar a ler 1ª semana do anno

há um golpe em curso – e não há nada que você possa fazer para detê-lo!

fui informado hoje de que forças contrárias à minha estimada pessoa resolveram, por motivos maiores – e sem a devida legalidade – me afastar do comando do meu blog! os motivos não estão claros, mas ajudam a esclarecer algumas coisas: pois … Continuar a ler há um golpe em curso – e não há nada que você possa fazer para detê-lo!

E agora, José? Até que as diferenças nos separem

1jul2013---manifestantes-de-preto-identificados-como-membros-do-grupo-anarquista-black-block-participam-de-protesto-no-centro-do-rio-de-janeiro-na-noite-desta-segunda-feira-1372717714453_1920x1080

Começou assim, tudo com um momento belo e histórico. O Brasil parou, o mundo viu e as coisas mudaram. Nem tanto quanto a gente esperava, nem tão pouco quanto alguns imaginavam. Mas a coisa continuou, como uma bola de neve, foi crescendo assustadoramente. Um “monstro” que a manifestação das passagens criou e não sabia mais domar. A coisa saiu do controle e o caminho era óbvio: diferenças. Diferenças internas, diferenças externas, violência, discussões, brigas e brigas. O que fazer, afinal? A esquerda – grande maioria no movimento – historicamente ligada ao povo, às causas sociais, às minorias excluídas, tenta, se esforça, mas não parece saber lidar com a situação; é engolida pela mensagem do senso comum e acaba forçando um discurso quase exclusivista e metalinguístico: o movimento que fala para o movimento. Com o aumento da heterogeneidade, a esquerda se perde. Excluiu-se no seu mundo e não sabe o que fazer. E agora, após o turbilhão da efemeridade, como agir, afinal?

A luta das passagens já existe faz anos. Os Blocos não se organizaram anteontem. Estão na briga faz muito tempo, como no caso de Porto Alegre, batendo na tecla dos aumentos e da máfia monopolista das empresa de ônibus, no mínimo, há uns 3 anos. Era sempre a mesma coisa: ninguém ligava; o grosso da massa cagava bonito. Você ia no Centro Histórico da cidade, estavam lá, aqueles mesmos 50, 60 malucos, todos bradando sobre os abusos do sistema público de ônibus, mas ninguém além deles mesmos dava muita bola para aquilo. O pessoal passava, pegava um flyer do movimento, trocava umas palavras com os caras, mas ficava nisto; não parecia ser uma causa próspera, mas a galera não se importava. Continuavam defendendo os seus e os meus direitos, benefícios para o povo. Muitos do que estavam lá vieram oriundos de outras causas sociais; vindos dos coletivos urbanos, DCEs, partidos de esquerda, um grupo de pessoas bem homogêneo, embora não se ache isso. Cumpria o papel pejorativamente conhecido como “esquerda acadêmica“: aquele grupo de indivíduos que estuda, vem de famílias com condições minimante estruturadas, faz faculdades em campos geralmente ligados à área de ciências humanas e participa ativamente da vida política de sua cidade, ora militando em DCEs, ora militando em partidos. Adotam uma vida de contestação participativa desde de cedo. Sua homogeneidade se dá, justamente, pela defesa de uma sociedade com ideais mais voltados ao socialismo. Estudam teóricos da área, leem muito e sabem argumentar sobre; a causa social é consequência de suas escolhas políticas, vendo o povo como um todo, igual nas suas diferenças, entendendo que o socialismo é o caminho da justiça moral e igualitária de uma nação.

Continuar a ler “E agora, José? Até que as diferenças nos separem”

Do macaco ao burro: uma análise de discurso e o protesto sobre as passagens no Brasil

Dizem que a grama do vizinho sempre é mais verde. Neste caso, até a violência do vizinho é, sim, bem mais bonita. Ainda na repercussão do meu texto feito na semana passada (que vocês podem ler aqui), resolvi fazer um levantamento do discurso da mídia de massa, na tentativa de elucidar o meu argumento sobre como o establishment – a elite atual – se utiliza da propaganda ideológica para garantir os benefícios da própria classe, em detrimento ao direito de bem estar social do resto da população. Utilizando como base um série de eventos recentes, protestos e tumultos mundias, resolvi … Continuar a ler Do macaco ao burro: uma análise de discurso e o protesto sobre as passagens no Brasil

Do macaco ao burro: como construímos uma sociedade de escravos sem escravidão

Eu tive um pouco de receio em fazer este texto, principalmente pela coleta de informações necessárias (um vasto material), mas vamos lá. Tempos atrás eu li dois artigos com temas muito parecidos, ambos muito interessantes, que eu inclusive já postei … Continuar a ler Do macaco ao burro: como construímos uma sociedade de escravos sem escravidão

Mesmo peso, duas medidas

Quem já vem acompanhando o blog faz tempos, viu toda a defesa que eu fiz sobre os moradores do Horto, no Rio de Janeiro. Foram muitas informações, muitos pontos debatidos e muitas acusações; no entanto, muitas das coisas que eu falava ali, embora fossem de conhecimento popular, nunca efetivamente puderam ser provadas. Por diversas vezes eu alegava que o governo era classista e que a Globo fazia campanha contra os moradores, mas com poucas provas sobre o fato em si. Era aquele tipo de coisa que todo mundo sabia, mas não havia nada claramente documentado. Mas, felizmente (ou infelizmente, dependendo … Continuar a ler Mesmo peso, duas medidas

Vida Sem Terno – Arquivos – 28 de julho de 2012

Postagem do dia 27 de julho de 2012 A prefeitura dos bundões Como comentei no meu outro blog, a prefeitura da cidade de Porto Alegre resolveu dar, novamente, o ar da sua graça. Daí que o SMIC saiu de novo pras ruas para fechar alguns bares por aí. Um deles, o saudoso Bambus. Sabe qual o argumento usado pela SMIC para fechar o bar? Este: “Aglomeração de pessoas em frente ao estabelecimento, consumo de bebidas fora do local, frequentes brigas e algazarras dos frequentadores“ Todo mundo sabe que, para um bar ficar aberto, ele deve corresponder a uma série de exigências. Estas … Continuar a ler Vida Sem Terno – Arquivos – 28 de julho de 2012

Ano novo, cara nova II – A missão

images

Pois é, galerinha. Quem esperou ansioso ontem na madrugada, já conseguiu perceber que o blog teve mudanças radicais. Quem é cego ou desligado, pode conferir o post aqui explicando sobre os acontecimentos. Mas, para quem achava que esta seria a mudança mais extrema, errou feio. A segunda mudança é ainda maior: eu vou remodelar o Vida Sem Terno.

A real é que eu nunca dei a atenção devida aquele blog e me peguei pensando, “eu criei um blog só para reclamar…mas eu já reclamo aqui!“. Então, dado o trabalho de manter duas redes sobre o mesmo tema eu, basicamente, resolvi incorporar as postagens de lá, aqui, concentrando no ListadeLucas tudo que eu já faço: cultura inútil, música, reclamar, Lapadas do Povo etc.

Continuar a ler “Ano novo, cara nova II – A missão”

Ano novo, cara nova

lindsey-lohan-drunkface

Alguns dizem que o ano só começa em Março, pois então. Nesta simbólica data resolvi dar uma cara nova ao blog e fazer grandes modificações. Todo mundo que aqui entrou já percebeu que o saudoso Tema Chunk foi embora e deu espaço ao novíssimo Hatch Theme:

Antes 

chunk-showcase

Depois

04_free-WordPress-theme-Hatch-600x300

Continuar a ler “Ano novo, cara nova”

Diário do Carnaval 2013 – O que aconteceu

cartola

Como vocês já perceberam, eu voltei da minha maratona de Carnaval no Rio de Janeiro. Ficou na cara quando eu postei, logo abaixo, um novo artigo sobre os 20 vídeos que mudaram a minha concepção de vida. Eu iria fazer este artigo sobre a viagem antes, mas precisava de mais tempo, aí acabei deixando para posta-lo agora, com mais calma e informações extras.

Não quis manter o mesmo modelo do ano passado, comentando apenas sobre os blocos que eu mais gostei. Acho que, se fizesse isto, ficaria repetitivo demais e com poucas informações sobre outras coisas que eu acabei fazendo e se desvinculam do Carnaval em si. Desta forma, resolvi fazer quase um relatório de bolso – com muitas fotos – do que aconteceu enquanto eu estava lá.

Sem mais delongas, segue:

Continuar a ler “Diário do Carnaval 2013 – O que aconteceu”

Revista J’adore

555185_536878896335862_1355716403_n

Frequentemente eu abro mão dos longos textos que eu escrevo e taco aqui no blog algumas paradas que eu conheço por aí, gosto, curto e incentivo. Pouco tempo atrás, divulguei o canal do Zangado e do Molusco, assim como divulguei a feijoada da Tia Elza, AVGN, blog do Flávio Gomes e do Mundo Gump. Uma galera já foi divulgada por aqui e a maioria sequer sabe disso; eu diria que 99,9% nunca soube. Ali no cantinho direito, no final da página, vocês podem ver que eu também divulgo mais um outro monte de gente: Zé Poesia, Bater uma Bola, Porradobol. Muitas e muitas fontes para quem entra no meu blog, que pode passar por aqui e sair em busca de outros ares e mais conhecimento ainda, sem se prender apenas ao material que eu posto. Mas por que eu faço isso?

Continuar a ler “Revista J’adore”

Praia, praia, praia

praia

E depois do ano novo ficou ainda pior: postei menos. Pois é, porque eu estou na praia!

Durante esta(s) semana(s) muito longa(s) de poucos posts e muita enrolação, vocês continuam aí ansiosamente aguardando o meu retorno, alternando os olhos entre a TV ligada no BBB e o monitor ligado no Blog. Pois vai mais uns bons 3 dias aí sem nada de novo, até o final de semana acabar e eu finalmente retornar da praia. Enquanto isso, fica só a minha dica para quem é do Rio de Janeiro – ou estará lá, durante o mês de janeiro – e quer curtir um bom samba e uma feijoada esperta em um dos bairros mais tradicionais da cidade. Podem ouvir a dica aqui que é quente: baita evento recheado de boa música, uma convidada especial e ainda uma ótima comida, em um Hostel que é muito do caralho. Aproveitem este verão e confiram, em duas datas diferentes:

Continuar a ler “Praia, praia, praia”

15 coisas que Niemeyer vivenciou e nós não

2012-11-26t191554z_1_bspe8ap1hij00_rtroptp_3_manchetes-gente-niemeyer-melhora1

Daí que morreu o cara (1907 – 2012). Era meio óbvio, tirando as piadas de imortalidade, todo mundo sabia que ele já estava malzão e só esperando a hora derradeira mesmo. Como toda “celebridade” que bate as botas, rola aquela comoção meio que geral de todo mundo triste e comentando a situação; inclusive com muita gente falando coisas do tipo “tadinho, que mundo injusto! Logo agora pra ele morrer!“.

Porra, como assim???!!

O cara tinha 104 anos e estava prestes a fazer 105, viveu mais que 95% da população mundial viverá e permaneceu lúcido e criativo durante todo tempo. Não há muito o que se lamentar por Niemeyer porque, certamente, a vida dele foi (e será) mais foda do que grande parte da população mundial; aproveitou serenamente e, enfim, acabou. Ponto final. E é por isso que, pra fazer justiça, resolvi elencar 15 eventos que Niemeyer teve o oportunidade de presenciar em vida e nós não, dando base ao meu argumento e reforçando a ideia de que, mesmo com a “inesperada” morte, este cidadão teve uma das vidas mais recheadas do planeta, compartilhando momentos históricos únicos que nenhum de nós teve ou terá a oportunidade de ver; um grande museu vivo. Segue:

Continuar a ler “15 coisas que Niemeyer vivenciou e nós não”

Carta Aberta a favor dos moradores do Horto

Promessa é dívida. Falei que publicaria quando já estivesse em domínio público, agora tá aí.

Para quem não se lembra, um tempo atrás eu publiquei neste artigo aqui, a situação dos moradores do Horto Florestal, no Rio de Janeiro. Nele, eu dava uma breve resumida sobre a luta em que se encontravam os moradores da comunidade para regulamentar de fato o que é de direito deles. Argumentava, também, utilizando alguns casos recentes, o que parecia – e que agora está evidente – neste processo de remoção: uma limpeza social, com interesses claros em manter o Jardim Botânico (bairro) como uma “área nobre” da cidade, jogando a galera mais pobre para uma zona da cidade aonde ninguém veja.

Algumas coisas neste meio tempo aconteceram, como inclusive a divulgação de alguns vídeos e fotos neste grupo de Facebook que mostram, de fato, que aqueles que não estão nem aí para a preservação ambiental, são os mesmos que alegam que a remoção dos moradores do Horto deve ser feita em defesa da preservação ambiental! Quem entrar neste grupo de Facebook aí pode ver uma porrada de irregularidades da “área nobre” do Jardim Botânico que, todo mundo sabe o porquê, nunca entra em pauta nos debates de “preservação da área”, na medida em que os moradores do Horto são cobrados para dar mais e mais explicações, quase todos os dias.

Continuar a ler “Carta Aberta a favor dos moradores do Horto”

Os 7 dias de Luiz – O segundo passo

untitled-14

Luiz finalmente havia terminado sua lista. Depois de muitas horas concentrado em seu projeto, algumas pesquisas e várias decisões, estava completamente exausto. Sua noite tinha sido longa, muito intensa e incomum, ele não estava acostumado com tantas informações em um dia de semana qualquer. Estirou-se pela cama da maneira como estava e logo dormiu, sem nem perceber o sol já iluminando sua janela, muito menos o barulho do trânsito matinal, misturado com os insistentes passarinhos que se acumulavam em uma grande árvore em frente ao seu prédio. O celular foi o primeiro a acusar os sinais da “nova vida” de Luiz; foram poucas as horas de sono que conseguiu descansar em absoluta paz, antes de seu chefe começar a procura-lo insistentemente, lotando a caixa de mensagens do telefone rapidamente. Queria saber aonde andava o funcionário exemplar, pois já estava algumas horas atrasado e não dava sequer um sinal de vida. Precisavam dele na empresa para, como sempre, resolver os problemas (urgentes e) alheios. Luiz, por sua vez, pouco reparava no celular vibrando e piscando incessantemente na escrivaninha; dormia, após muitos anos, como realmente deveria. Sua primeira conquista a ser reparada, de fato, não passou nem perto da lista que tinha acabado de criar, mas sim em um descanso digno, leve, sem obrigações e horários. Sua primeira vitória, afinal.

Continuar a ler “Os 7 dias de Luiz – O segundo passo”

Os 7 dias de Luiz

untitled-12

Nem ele sabe direito como tudo ocorreu. Assim, aparentemente do nada, veio aquela vontade. Talvez tenha sido o latido distante do cachorro da vizinha, ecoando pela rua quase vazia, ou a sua insônia costumeira, vendo os mesmos programas repetidos no canal de TV paga, ao qual ele assistia religiosamente todo final de dia, esperando o sono vir. Foi tudo meio estranho, rápido demais. Depois daquele dia, Luiz nunca mais foi o mesmo. Ninguém soube explicar como, mas a mudança havia sido radical, visível até para aqueles que pouco o conheciam, como os novos vizinhos do andar de baixo.

Habituado a rotina e aos mesmos processos de sempre, as coisas não lhe motivavam mais como há 15 anos atrás. Tudo era exatamente igual na vida de Luiz. O cachorro da vizinha poderia latir toda noite, os programas da TV poderiam ser os mesmos de sempre, Luiz não se incomodava com isso; era a sina de sua insônia, de sua vida que girava sobre o mesmo e constante ciclo. De fato, Luiz nem reparava mais os detalhes que o cercavam, tudo fazia parte do mesmo apanhado de repetições, dia após dia. Talvez, fosse outra noite qualquer, todos aqueles acontecimentos passariam em branco, como sempre. Mas não naquele dia.

Continuar a ler “Os 7 dias de Luiz”

100 artigos, ou 10 x 10

Sim, meus caros, demorei bastante mas retornei a postar. O centésimo post não é qualquer post, não poderia ser em vão. Justamente por isso, abdiquei um bom tempo para pensar em algo que, realmente, justificasse a colocação e ficasse com brilho aqui, como uma bela comemoração. Pensei, pensei, pensei, refleti e vi que o melhor a fazer era uma grande compilação.

Basicamente, como o blog é meu e, obviamente, fala de coisas que eu considero relevantes, resolvi neste centésimo post prestigiar diversas homenagens. Para não ficar desordenadamente babaca, ou complicado, resolvi dividir, então, essa bagaça toda em várias subcategorias. O nome do post, alias, já explica. Dividi tudo em 10 itens de 10 categorias, todos ícones que eu julgo importantes. Claro, com um bônus no final. Me comprometi a não explicar nenhuma das escolhas, justamente para deixar aos caros leitores a livre interpretação e opinião de cada um. Sem mais delongas, segue minha lista:

Continuar a ler “100 artigos, ou 10 x 10”

As 10 sub-celebridades mais legais do Brasil

Existem três deveres do brasileiro de bem. Dentre todos os aspectos que culminam na soberania nacional do país, é este majestoso tripé que define a sociedade que somos e nos diferencia do resto do mundo. Sem estas condições, nós ainda seríamos índios, vivendo em ocas e caçando no meio da floresta. Parece papo de milico, mas não é; de fato, para compreendermos melhor a nossa nação, seguem abaixo estes deveres que todos nós deveríamos saber de cabeça, mas a maioria desconhece:

1 – Cantar o hino

2 – Gostar de feijoada e cachaça

3 – Conhecer sub-celebridades

Se você preenche os três requisitos, meus parabéns, você é um brasileiro nato. Para o bem ou para o mal, você carregará este fardo eternamente. Orgulhe-se! Compartilhe informações com os amigos, divida experiências, aprenda mais sobre sua brasilidade. Mas não se esqueça deste tripé, pois é ele que formará a identidade de pessoas de bem, aqui, nestas terras tupiniquins.

Para compreender melhor o ítem 3, este grande fenômeno social, resolvi elencar as minhas 10 sub-celebridades preferidas, provando que eu – como bom brasileiro – conheço o mundo que vivo. Sem mais delongas, segue minha lista com uma breve explicação, curiosidades e belíssimas fotos para animar o astral deste blog:

Continuar a ler “As 10 sub-celebridades mais legais do Brasil”

São Manoel e meu clone – a tulpa

Vocês já leram sobre isso? É um daqueles conceitos sobrenaturais completamente bizarros, que possuí toda uma história estranha por trás e uma justificativa ainda mais estranha.

Pois é, para quem não sabe, Tulpa é um termo extraído do budismo tibetano. O termo faz referência a um ser – objeto ou criatura – criado unica e exclusivamente pela força de vontade de outro indivíduo. Basicamente, a teoria diz que, caso a pessoa racionalize vorazmente determinada coisa, ela tem o poder de cria-la de fato; não exatamente sobre a forma esperada, mas cria algo conhecido como Tulpa. Um exemplo clássico usado recentemente para explicar a Tulpa é o caso de pessoas que viram espíritos; diz-se que, em determinadas situações a pessoa está tão assustada, com tanto medo de efetivamente ver um espírito que, inconscientemente, ela acaba racionalizando a criatura e, assim, criando uma Tulpa e confundido-a com um espírito. O budismo tibetano vai além: diz que a maioria das Tulpas não tem vontade própria, depende da existência do seu criador; só em casos extremos que, dada a “força de vontade” da Tulpa, ela poderá viver depois da morte do criador, sendo assim um ser a parte.

É um conceito utilizado, também, para explicar como determinadas crianças conseguem “ver” coisas que supostamente adultos não podem enxergar. Obviamente, com uma mente mais livre e aberta a criatividade, a força de vontade das crianças em “criar” um objeto é maior e mais fácil. Por isso, sabemos de inúmeras crianças que “materializam” amigos imaginários, espíritos e outras criaturas, muitas vezes extrapolando o limite do irreal e efetivamente acreditando que, de fato, tais seres existem. Bizarro, não? Enfim, dei esta breve explicação justamente para contar um causo antigo que me ocorreu no tão famoso colégio São Manoel, que eu sempre comento por aqui.

Continuar a ler “São Manoel e meu clone – a tulpa”

A religião, o culto e a sua origem

Este é um assunto que sempre me intrigou. Aonde e porque começou tudo? “Tudo”, que eu me refiro, relativo a religião. É um ponto curioso, culturalmente muito interessante.

Veja bem, a primeira vista a resposta é simples – o clássico clichê – “começou porque o homem não sabia explicar a origem de determinadas coisas, aí se apegou a criação de seres superiores que agiam aonde ele não tinha conhecimento“. A resposta padrão que, inclusive, implica sobre o argumento de transição do politeísmo de várias sociedades a um único Deus. Conforme os povos conheciam e reconheciam a ciência, foi natural a migração de vários deuses ligados a eventos físicos e químicos para um só Ser, se valendo de situações mais subjetivas, como a vida após a morte ou a criação de tudo.

Até aí tudo bem, é quase consenso o conhecimento geral sobre esse “conceito social”, por assim dizer, de ordem cronológica dos fatos. Mas, há um grande problema…

Continuar a ler “A religião, o culto e a sua origem”

5 obras infantis muito macabras

Você já reparou nisso? Eu já. Existe um monte de obras infantis que, mesmo com o argumento óbvio de ser uma obra “para crianças“, possuí um grau de estranheza tão grande que, notavelmente, poderiam encabeçar qualquer lista para adultos. Algumas nem são classificadas como “infantil“, mas são normalmente associadas a elementos lúdicos e a, supostamente, alegria e felicidade.

No entanto, analisando mais a fundo, vemos que os criadores exageraram nas droguinhas e criaram um universo totalmente soturno. Seja pela soma dos elementos, pela execução, pelo tema, o que for, você olha aquela obra e fica pensando “só eu acho isso bizarro demais?“. Pois não, eu também acho. E garanto que muito mais gente concorda.

Resolvi, então, fazer uma lista com as 5 obras infantis que eu considero muito macabras. Antes de começar, acho justo deixar claro que não acho nenhuma das obras essencialmente ruins. Muito pelo contrário, sou fã de todas. Mas, isso não anula o que eu penso sobre elas e como, por vezes, elas são excêntricas em demasia. Siga:

Continuar a ler “5 obras infantis muito macabras”

Matemática e diversão

To preparando um post muito grande, não iria conseguir terminar agora, então resolvi adiantar esse outro assunto.

Quem aqui gostava de matemática na escola? Ninguém, né; ou uma minoria. Eu também não gostava.

As ciências exatas, de um modo geral, são incrivelmente subestimadas durante todo nosso aprendizado acadêmico de ensino médio e fundamental. Mas não é só culpa nossa (embora também seja). Boa parcela disso está na forma como o ensino é repassado, ainda optando por um sistema convencional e que, cada vez mais, se mostra inoperante.

Os professores que assim as ensinam, por muitas vezes, não estão aptos a compreender que em sua maioria – os alunos – não tem uma facilidade de reconhecimento e cognição para entender o mundo das exatas nas mesma facilidade que se entendem as matérias das humanas. Muitas vezes, o ensino convencional – exercício, explicação da teoria, exercício, explicação da teoria – se mostra inefetivo. Para provar isso, basta perguntar: quem aqui sabe para que serve um logaritmo? Eu aprendi, você aprendeu, mas ninguém entendeu.

Foi procurando sobre música que eu percebi que, mesmo no Youtube, podemos nos livrar da matemática convencional e recorrer ao aprendizado de uma forma mais divertida. Uma maneira mais ilustrada de tentar entender os processos matemáticos no dia-a-dia, desde sua origem. Há sim, outros caminhos para ensinar a(s) ciência(s) exata(s) às pessoas e, principalmente, a alunos com uma idade que qualquer coisa é difícil de ser ensinada. Claro, em um dado momento, recorrer ao processo tradicional é preciso; mas podemos mostrar o “mundo da matemática” com outros olhos. Alias, em um dos vídeos que citarei abaixo, ensina-se o porquê do uso de logaritmos. Agora podemos finalmente entender.

Continuar a ler “Matemática e diversão”

Não postarei esta semana

Esta semana estou numa correria braba e acho que não conseguirei postar. Volto aos trabalhos muito provavelmente na sexta ou sábado, apenas.

Neste meio tempo, aproveitem para pegar o arquivo e conferir o que já foi feito! Para dar um norte para vocês, cito aqui a lista dos meus 5 posts preferidos:

Continuar a ler “Não postarei esta semana”

São Manoel e a história das balas invisíveis

7belo_frab_2011728104031

Pois é, galera. Se lembram que eu comentei que iria fazer um tópico especial sobre o São Manoel e as minhas histórias mirabolantes? Acontece que eu percebi que eu era uma criança tão horrível, um aluno tão tosco, que apenas UM post, com uma lista só, era um mero desrespeito às minhas memórias. Resolvi, então, individualizar os contos, como fiz com o “causo” da boneca. São tantas coisas que isso vai render bastante.

Sabem o “alinhamento pessoal” usado para definir personagens em Dungeons & Dragons? Se não sabem, leiam aqui neste link (é interessante esta parada, inclusive para brincar de fazer listas). Resumidamente, se trata de uma série de características ao qual um indivíduo se encaixa em um determinado grupo. Me lembrando do meu passado, eu percebi que fui um aluno completamente insano no colégio. Eu era um chaotic evil tranquilamente, pronto para ver o circo pegar fogo e o caos reinar dentro das dependências acadêmicas. E esta história é bem por aí.

Continuar a ler “São Manoel e a história das balas invisíveis”

As 15 melhores obras de Van Gogh

Seguindo na mesma linha do meu artigo de Dalí (ou o artigo sobre o filme aqui), vou fazer um sobre Van Gogh. Saindo da linha surrealista de um, indo para o pós-impressionismo de outro, mas não menos polêmico.

Van Gogh foi um cara de passagem conturbada. Conta-se que, em vida, vendeu apenas um quadro. O sucesso é póstumo. Cortou um pedaço de orelha para dar para uma “amada” e, ainda, há todo um mistério sobre sua morte, reascendendo recentemente uma polêmica: foi suicídio ou não? Segundo a mais nova biografia (e tida como “definitiva”), com base em estudos sobre o cidadão, há controvérsia na teoria de suicídio, dizendo-se que um homicídio seria muito mais provável.

O cara é um ícone holandês, tem um museu em Amsterdam inteiramente dedicado a sua obra e é uma das galerias mais visitadas no mundo. Você, rico, pode ir lá conferir nas próximas férias. Já você, com sérias dificuldades orçamentárias, pode conferir lá no link que eu indiquei no outro post, no serviço do Art Project:

Continuar a ler “As 15 melhores obras de Van Gogh”

As 10 coisas da internet realmente relevantes

A internet é um mar de merda e eu imagino que todo mundo que já tenha tido o menor contato com ela sabe disso. Segundo o que dizem, 70% da internet é pornografia. Dos outros 30%, uns 25% deve ser bobagem absoluta; aí, os 5% que resta, se você souber filtrar bem, uns 2% deve ser algo útil e/ou interessante. Se você inserir nesta conta a Deep Web, que dizem ser muito maior que a internet normal, coisa de uns 500% maior, o cálculo sobre o que é útil fica mais diluído ainda. Digamos que o que presta da internet deve estar na casa dos 0,005%. Lindo, não?

Uma vez eu vi uma frase por aí, algo dizendo mais ou menos assim: “a internet é o primeiro experimento puramente anarquista do mundo“…bom, então a gente pode perceber as principais necessidades do homem através dela; estamos mal na fita. Digamos que, julgando por esta análise, os interesses do homem são bem sórdidos. Ainda mais considerando a Deep Web.

Mas, dentro desta grande bacia de merda, há sempre aquele pessoal que sabe fazer da internet algo útil e interessante, usando esta incrível ferramenta para algo diferente do que ver fotos de acidentes ou gringas nuas. Sempre tem o carinha esforçado para ser reconhecidamente inovador e agregar alguma coisa de útil a nós. Por isso, resolvi fazer uma lista das 10 coisas da internet realmente relevantes. Seja site, seja um artista, humorista, qualquer coisa. Segue:

Continuar a ler “As 10 coisas da internet realmente relevantes”

Os grandes e sua grandeza

Eu nem iria postar isso aqui, mas como bom gremista eu devo.

Os recentes fatos que ocorreram com o Kleber Gladiador, sua lesão e afastamento dos gramados por um bom tempo, me levam por forças maiores a contribuir para o “causo” como achar melhor. Claro, nada disso seria possível sem mais uma aparição indigna daquele senhor que hoje habita o cargo de presidente do clube, novamente falando o que não deve para muita gente ouvir. E o pior é que, neste caso, muita gente ainda aplaudiu.

Antes de continuar a escrever, eu gostaria de deixar claro que toda minha argumentação abaixo não é  “privilégio” de uma situação isolada que ocorre exclusivamente no Grêmio, mas está presente em praticamente todos outros (auto) intitulados “grandes” times do Brasil, que ao longo das últimas décadas aumentaram a disparidade para os clubes pequenos, como ocorre atualmente na Europa. Só contextualizo com o Grêmio em si porque é o clube que eu conheço e acho mais fácil de explicar, justamente por causa da recente situação que ocorreu.

Mas, voltando ao assunto do post e o “porquê” de sua origem, é preciso saber o que o senhor excelentíssimo presidente andou falando após a lesão, em mais uma entrevista coletiva.

Continuar a ler “Os grandes e sua grandeza”

O segredo de Pink Floyd

Ele está chegando, Roger Waters está voltando ao Brasil. Falta pouco para que, o mais próximo que temos de Pink Floyd na atualidade, retorne aos palcos tupiniquins; depois de muita especulação, demora, remarcação de shows e de esperar naquele maldito site para comprar um ingresso, agora está próximo de verdade. E retornar em grande estilo, com o show do The Wall (alias, fiz uma crítica do filme aqui, leiam!) e todos seus equipamentos juntos, com muro e tudo, completíssimo.

Recentemente, não só pelo show em si, mas em várias mídias em geral, rolou meio que um “revivalPink Floydiano. Principalmente com o relançamento remansterizado de toda a carreira deles, assim como uns boxes extras que, embora caríssimos, ainda pretendo comprar. Voltaram a passar clipes, tocar na rádio e ser pauta de conversa. Aliado a isso, com o show, Pink Floyd voltou a ser assunto de debate.

Mas, o sucesso de Pink Floyd não é de hoje. Também pudera, o que a banda realizou de importante foi feito anos atrás, há muito tempo, e o que assistimos atualmente é uma mera consequência disto. Desde o seu começo atribulado, as constantes brigas, até o seu auge e fim, sempre envolvidos em grandes álbuns, algumas polêmicas e grande repercussão.

Iniciada em Cambridge, com a formação não-clássica, contando com Syd Barrett, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason, conhecidos no curso de arquitetura da universidade. Devido ao meio acadêmico, à elite mais “politizada” da época, a banda começou a fazer relativo sucesso no meio underground, principalmente pela sua música pouco convencional, utilizando de letras bizarras, recheadas de mistura de rock com sonoridades folk, principalmente, sobre uma construção musical e apresentação não convencional. Tão pouco convencional, que ficaram conhecidos os improvisos feitos nos shows ao vivo da época, com grandes solos e brincadeiras com luzes e fumaça, no palco, aonde tentavam fazer o espectador “imergir” na música.

Foi neste período que a banda gravou músicas como Arnold Layne e See Emily Play, assim como o primeiro e elogiadíssimo álbum da banda, conhecido como The Piper at the Gates of Dawn:

Continuar a ler “O segredo de Pink Floyd”

Pequenas histórias de Carnaval

Fala, pessoal.

Finalmente retornei da maior cidade brasileira, a terra da garoa e do trânsito, com muita disposição de postar. Depois de alguns problemas técnicos (AKA scanner da Epson que não funcionava) e uns e-mails intimidadores, consegui por a casa em ordem.

O que vou postar hoje foi um material que eu recebi no avião e, pelo que entendi, é uma publicação gratuita do governo. A gente tem de tirar o chapéu para quando os caras de Brasília fazem algo de bom, porque é raridade e, por este motivo, temos que elogiar os pontos positivos para ver se eles viram constantes. Ta aí uma revista interessante e, como eu disse, disponível gratuitamente. Quem quiser, também pode acessar o site e conferir: http://www.almanaquebrasil.com.br/.

Chico Buarque (25)

Continuar a ler “Pequenas histórias de Carnaval”

As 15 melhores obras de Salvador Dalí

Gosto muito da obra de Salvador Dalí. Acho-o mega foda, um daqueles poucos artistas que considero toda a carreira impecável.

Gosto do fato dele misturar universos oníricos, mundos surreais e situações não convencionais, com uma técnica muito apurada, muita precisão no pincel e realismo nas texturas. Consegue fazer algumas pinturas efetivamente parecerem “saltar” da tela, com um efeito de profundidade e noção de espaço muito bacanas, além de criar uma perspectiva muito interessante.

Ainda criou um universo de fãs, que fez uma porrada de objetos baseados em sua obra, como estes produtos – alguns de colecionador – todos feitos sobre pequenas situações frequentes em suas pinturas, como os relógios derretidos, a grande boca ou o olho estilizado:

Continuar a ler “As 15 melhores obras de Salvador Dalí”

Social Vibe

Me inscrevi nesse negócio.

Tá lá embaixo, bem no final do blog. A cada clique que vocês derem naquele link colorido ali, a entidade “ganha” uma porcentagem. Conforme a entidade atingir determinada porcentagem, a meta é computada em dinheiro, que eles podem usar para fazer as ações deles. Escolhi o WWF, porque gosto das propagandas, das camisetas e porque o panda é simpático. Como não conhecia as outras entidades, isso pesou na minha escolha, também.

Continuar a ler “Social Vibe”

Os 10 melhores vilões que eu já vi

Ia fazer uma outra lista, mas devido à mão de obra vou ter que dedicar mais tempo nela e postarei logo na sequência.

Vinha pleiteando a lista dos vilões faz um tempo, então acho que chegou o momento dela. Vou fazer algumas considerações que acho relevantes, como por exemplo, o fato de me fixar em VILÕES. Alex deLarge do Laranja Mecânica, ou Hannibal Lecter do Silêncio dos Inocentes, por exemplo, não entram, visto que eles representam muito mais um anti-herói do que propriamente um vilão. Reuni personagens de filmes, séries e livros, os dez mais que eu considero no geral. Provavelmente, em um futuro, farei uma “parte 2” ou qualquer coisa do tipo, porque foi um trabalhão considerar APENAS 10 personagens dentre tantas obras no mundo tudo. Há muito cara mau muito bem-feito nas artes, que também merecia ser listado aqui.

Sem  mais delongas, que seja feita a lista:

Continuar a ler “Os 10 melhores vilões que eu já vi”

Os 5 cases de sucesso da Internet livre

Eu não estou nem aí para os copyrights e quero que o SOPA, o PIPA e o ACTA se fodam. Quero que seus idealizadores tenham mortes dolorosas, que quem apoia isso passe fome e os lobistas por trás dessa indústria sofram torturas infindáveis e dolorosas.

Eu ainda posso reclamar com propriedade sobre esses caras, porque eu compro um monte de cds, dvds, livros e softwares originais. Logo, eu não reclamo sem “conhecer” o outro lado, sou consumidor também e gasto muito com essa indústria cultural toda. Não venho dar uma de moralista de cuecas aqui, crucificando geral, se o meu único intuito fosse promover a discórdia, se eu só usasse produtos piratas e NUNCA tivesse o mínimo interesse em comprar nada original. Compro sim, gasto pra caralho e me sinto no direito de cagar esses trouxas a pau quando eu quiser, porque se a indústria deles efetivamente vem “secando” por causa da pirataria (o que é mentira), eu sou um dos poucos que ainda os “sustenta”.

Além disso, já li Lawrence Lessig, fiz uma porrada de cadeiras de marketing e pesquisa na faculdade, já trabalhei no setor comercial, então me sinto no direito de falar mal de quem eu quiser sobre esse assunto, ainda mais sobre esse discurso moralista hipócrita de “preservar” o criador da obra, como se isso fosse o argumento real pro trás dessas leis ridículas e hipócritas.

Continuar a ler “Os 5 cases de sucesso da Internet livre”

Coisas dos anos 90 que você teve ou fez pt.3

Voltando com tudo, porque toda trilogia faz sucesso (e eu farei uma lista sobre elas, um dia). Welcome back, 90’s:

Jogar revistas e livros interativos

Ta aí uma coisa que todo mundo fez, vai dizer que não, aí eu vou explicar e vai dizer “ahhhh, é veeerdade! Como eu poderia me esquecer disso???!!!!“.

Como já disse antes, nos anos 90, mesmo com a maior acessibilidade a produtos importados, ainda se tratava de uma época de limitações tecnológicas, comparadas aos tempos atuais. Então como o nerd iria saciar sua vontade por RPGs e jogos de Aventura quando ele não conseguia reunir aquele galerê de peso em volta de uma partida de D&D? Video-game ainda era arcaico para ele satisfazer suas necessidades de enredos mirabolantes e histórias imensas. A solução foi muito simples: livros interativos.

Continuar a ler “Coisas dos anos 90 que você teve ou fez pt.3”

A arte de John Howe

Sou fã de Senhor dos Anéis desde muito tempo. Lembro que comecei a ler antes dessa “redescoberta” do livro, quando voltou a cena mainstream do mundo. Isso, graças a um colega meu de colégio (saudoso São Manoel, farei um post dele), que tinha um pai nerd e também fã da série, aonde um belo dia resolveu apresentar o livro pra piazada sem nem ter conhecimento de que, uns 4 anos mais tarde, o bagulho ia se tornar ícone de uma geração. Isso tudo na longínqua época do computador de 133Mhz com botão turbo e que este livro ainda vinha numa capa marrom com letras douradas bagaceiras, escrito “a irmandade do anel” ao invés de “a sociedade do anel“.

Pouco depois, quando eu migrei de colégio, descobri Blind Guardian e continuei fã de Senhor dos Anéis, uns caras mais nerds que eu descobriram um site chamado “a toca do Hobbit”, hospedado em HPG, que nem deve existir mais. No site, obviamente, só se tinha material da trilogia e do Hobbit. Uma das seções do site era de ilustradores famosos e, dentre todos eles, um me marcou mais que os outros: John Howe, o cara do post.

Fui procurar recentemente sobre ele e achei este site. Como era de se esperar, até hoje o cara se dedica a fazer ilustrações deste tipo e, principalmente, focadas no mundo mitológico de J.R.R.Tolkien. Postarei aqui algumas que eu sempre gostei; aproveito e digo, para os que gostam deste tipo de trabalho, que acessem o site e vejam mais obras do sujeito. Vale a pena!

Continuar a ler “A arte de John Howe”

As melhores releituras de Alice

Sou grande fã das duas obras de Lewis Caroll, Alice no País das Maravilhas e Alice através do Espelho.

Li uma porrada de vezes o livro e acho o poema do Jaguadarte (Jabberwoccky) uma das coisas mais geniais já escritas. Lewis Caroll foi o super-gênio da escrita onírica, criando com uma perspicácia ímpar o universo dos sonhos e, além de tudo, soube interpretar muito bem as condições de época – Inglaterra Vitoriana – e da idade de sua personagem fictícia, Alice.

Caguei e andei praquele papo sobre ele ser apaixonado pela filha do amigo, Alice Liddell, também de 9 anos, porque isso é intriga de barraqueiro que quer aparecer diminuindo o talento dos outros; o legítimo argumentum ad hominem de gente fraca. Fato é que o cara construiu uma obra genial e inigualável.

Uma das melhores coisas sobre as obras de Alice é justamente o fato de ser sobre um mundo onírico, dando a possibilidade de algumas interpretações livres e, consequentemente, releituras deveras interessantes. Confesso que achei escrota aquela adaptação do Tim Burton, porque ele conseguiu fazer tudo justamente ao contrário e tentar dar uma “nova cara” ao que justamente era essencial. Um dos melhores fatores de Alice (original) é que foge a regra de maniqueísmos toscos, não existe bem e mal, nem heróis e vilões…é todo mundo louco e sem raciocínio lógico, como o Chapeleiro! Tim Burton conseguiu criar uma relação épica besta, “malvadizou” a rainha e fez do Chapeleiro um mártir idiota de uma causa mais idiota ainda, que nunca existiu. Outro fato bacana sobre o livro é como Caroll constrói bem a “personalidade” de uma menina de 9 anos. Tim Burton cagou bonito transformando o conto para uma adulta. Isso por si só já teria jogado a obra no lixo, mas ele ainda fez questão de meter um monte de CGs e pronto, piorou ainda mais a coisa.

Mas voltando ao que interessa, resolvi fazer uma lista de releituras que eu gosto de Alice, seja aonde rolou.

Continuar a ler “As melhores releituras de Alice”