fui sequestrado por alienígenas

fui sequestrado por alienígenas ditadores e, enquanto vivo neste ambiente inóspito, distante e hostil, sou obrigado à sobrevivência de modos não convencionais; por isso, trabalho cerca de 86 horas por dia, com minutos de intervalo entre uma jornada e outra. … Continuar a ler fui sequestrado por alienígenas

1ª semana do anno

a primeira semana do ano, ninguém quer saber de nada, de porra nenhuma – e eu estabeleci minhas metas para este ano, são elas: 1 – aprender o mínimo de alemão 2 – aprender francês 3 – aprender uma língua … Continuar a ler 1ª semana do anno

há um golpe em curso – e não há nada que você possa fazer para detê-lo!

fui informado hoje de que forças contrárias à minha estimada pessoa resolveram, por motivos maiores – e sem a devida legalidade – me afastar do comando do meu blog! os motivos não estão claros, mas ajudam a esclarecer algumas coisas: pois … Continuar a ler há um golpe em curso – e não há nada que você possa fazer para detê-lo!

Lapadas do Povo – Casa do Cachorro

Fala, galerinha. Tudo certo com vocês? Aqui está tudo na paz. Por motivos de força maior (trabalho e curso), eu acabei tendo que adiantar este post e optei por deixar o outro que estou finalizando para o final desta semana, já que ele é mais comprido e trabalhoso de escrever, tendo que conferir alguns detalhes e informações antes de publicar. No entanto, esta troca de artigos veio a calhar porque deu espaço a este post logo agora, citando um bar que eu já queria citar faz algum tempo mas nunca tinha me atinado em escrever. E este bar não poderia ser outro: … Continuar a ler Lapadas do Povo – Casa do Cachorro

5 lugares que eu conheci e recomendo

Antes de viajar esta última vez eu estava pensando nisto. Porra, eu conheço lugares pra caralho. Sou novo, eu sei, mas já viajei um bocado e isto obviamente me faz um especialista sobre viagens e me dá aval para comentar, aqui, sobre o que eu quiser. Claro, meus caros leitores, tirando a brincadeira, eu não sou nenhum tipo de especialista nem porra nenhuma, mas gosto de fazer turismo. E turismo é maneiro e bom, do bem e todo mundo deveria fazer. Eu não me iludo, não, nem caio nestes contos do vigário de “viajar barato” nem porra nenhuma; eu sei, mesmo o mochilão mais em conta possível, ainda assim, é caro pra caralho. Viajar é uma coisa cara, não deveria ser – todos deveriam ter a oportunidade de conhecer o mundo – mas é. Nossa sociedade oportunista é assim e todo mundo sabe que todo mundo gosta de viajar, então metem a mão mesmo e cobram fortunas em passagem, hospedagem, comida, pontos turísticos, tudo. Você vai ser explorado. Pode consultar antes, calcular, tentar fazer planos e encontrar alguns benefícios saindo da “rota do turismo mainstream” mas, ainda assim, você vai ter que desembolsar grana. E, geralmente, grana em dólar, o que faz tudo ficar x 2.5.

Digo isto porque em nenhum momento ao longo do meu post vou tentar te enganar ou dizer “viajar pra cá vale a pena porque é bem baratinho!“, porque não é. O intuito de fazer este artigo não é o de prestar dicas de economia e tampouco dar dicas considerando o preço. Além disto, este post não foi feito para discutir o local para viver como um morador daquela região; veja bem, afirmo isto porque há cidades ótimas para viajar, conhecer turisticamente mas, vá lá, são totalmente diferentes entre tursimo x viver lá. Então, aqui, não estarei considerando fatores biopsicossociais da região com o intuito de avaliar como um morador local, apenas com o meu olhar turístico de quem chega lá, passa uns dias, uma semana e depois volta, cheio da pompa, dando pitacos de tudo com cara de Anthony Bourdain. Mas, como eu adoro me contradizer, sim, eu falarei dos locais não só pelo turismo, mas sim por tudo que me der na telha. Fim.

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Lapadas do Povo – Darci

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Daí que eu fui convidado para uma formatura no tal Bar do Darci. Sim, isto mesmo, uma formatura…no boteco. E nem estamos falando de um boteco “pé limpo”, bar de elite que ostenta a palavra “boteco” apenas no letreiro, mas que acaba não honrando o termo. Não, era um bar pé-sujo mesmo, classudo, daqueles com todas as indumentárias para dar orgulho em qualquer botequeiro (não confundam a palavra) do Brasil. Sem placas, sem logomarca, sem nada, a entrada era assim mesmo, como a foto aí acima: uma faixa qualquer e a promoção para o Natal, vendendo chester para os maiores aventureiros. Mas antes de chegar no estabelecimento em si, volta a fita um pouco…

Já fiquei contente quando fui procurar site, blog, qualquer merda de espaço virtual para achar o endereço do bar e, obviamente, não existia nada. A única maneira de conhecer/achar o botequim era pelo tradicional bate papo, de ter um amigo que conhecesse e indicasse o bar; novos clientes da casa só se formam com os antigos, afinal, fidelizando a clientela à moda tradicional. E comigo não foi diferente: não fosse o convite da formatura, eu sequer ia saber que este lugar existe na capital gaúcha. Pode adiantar a fita de novo…

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Ganhei uma homenagem do Natalício!

Post curto, jogo rápido.

Quem tem boa memória, deve se lembrar que eu já tinha escrito no Lapadas do Povo uma postagem sobre o Boteco Natalício. Quem tem memória melhor ainda, também se lembra que eu editei o texto no dia 17/07/2012 com um único intuito de elogiar um detalhe da casa: o atendimento.

Eu não vou ficar aqui chovendo no molhado sobre quantas vezes que eu já fui no Natalício e quantas vezes fui bem atendido. Também não vou chover no molhado sobre o quão bom é o tratamento dos garçons na casa e o fato de eu, muitas vezes, preferir ir no Natalício a outros lugares justamente por este diferencial que o estabelecimento tem.

Mas enfim, como eu disse que não iria me alongar, vou só comentar um fato que prova mais do que nunca o comprometimento da casa em agradar aos clientes: o texto do A Lista de Lucas tá no novo cardápio do bar! E pra quem duvida, só olhar aqui:

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Lapadas do Povo – Speed

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Vamos aos fatos: Porto Alegre é a capital mundial do Xis. E, dentro da capital mundial, há o rei dos reis, conhecido como Speed Lanches.

Para quem é de fora, ou é um turista na própria cidade, não deve estar acostumado com o conceito do Xis. O Xis é a evolução gaudéria-brasuca do famoso Cheeseburger, que é uma evolução natural do convencional Hamburger. Na transição do Hamburger para o Cheeseburger, basicamente, a evolução foi o acréscimo do queijo, dando o nome ao próprio alimento. Na evolução do Cheeseburger para o Xis – que nada mais é do que um termo abrasileirado da mesma palavra – houve o acréscimo de tudo. Tudo mesmo, sem restrições de sabores ou aspectos.

Um bom Xis que mereça destaque, realmente, deve conter o máximo de coisas no maior espaço possível: maionese, ervilha, batata, ovo, mais maionese, carne, alface, tomate, queijo, milho e mais um pouco de maionese, tudo no meio daquele pão prensado pra esquentar o saboroso sanduíche. Esta aí a fórmula do sucesso, eis o kit felicidade e a maior criação brasileira depois do avião, do samba e da feijoada…o nosso querido Xis!

Mas, se estamos falando da capital mundial do Xis, por que dentre tantos estabelecimentos especializados nisso há um que é considerado o rei dos reis?

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Lapadas do Povo – São Jorge II

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Mais um local que eu conheci na série “consertando o carro e aprendendo“. O mecânico do post anterior havia me indicado uma geometria nesta mesma rua, a Geomaster, que além de barata prestava o serviço de maneira ímpar. Como ele mesmo informou, a Geomaster estava sempre entupida de gente até o talo, então era melhor eu passar lá pela manhã, quando ainda tinha menor fluxo de clientes. Para evitar demoras e ouvir a voz da experiência, resolvi fazer o que foi dito, passando no local o mais cedo que consegui acordar.

Daí que eu fui lá fazer aquela revisão marota no carro, ver se estava tudo sereníssimo, mas quando cheguei a oficina já estava insanamente abarrotada. No mínimo, uns 40 minutos pro pessoal conseguir me atender. Como era praticamente madrugada, umas 9 e pouco da manhã, resolvi dar uma volta no bairro e descolar aquele tira-gosto matinal para me empanturrar de gordura e muito sabor, enquanto esperava o carro ficar pronto e não tinha absolutamente porra nenhuma pra fazer. Eu já havia comentado, também no post anterior, como é foda achar as paradas no Quarto Distrito. Por ser uma zona industrial e que a prefeitura virou as costas e esqueceu, é tudo meio abandonado, largado, aquele cinza de marasmo que vai longe na vista e parece não acabar nunca. Foi minha sorte, pouco tempo antes, perceber ao longo da via e reparar na humilde casa amarela, vendo que, talvez, ali fosse o único ambiente convidativo num raio de muitos e muitos metros. Antes mesmo de largar o carro eu já tinha pensado, “é aqui que eu vou comer alguma coisa“.

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Ano novo, cara nova II – A missão

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Pois é, galerinha. Quem esperou ansioso ontem na madrugada, já conseguiu perceber que o blog teve mudanças radicais. Quem é cego ou desligado, pode conferir o post aqui explicando sobre os acontecimentos. Mas, para quem achava que esta seria a mudança mais extrema, errou feio. A segunda mudança é ainda maior: eu vou remodelar o Vida Sem Terno.

A real é que eu nunca dei a atenção devida aquele blog e me peguei pensando, “eu criei um blog só para reclamar…mas eu já reclamo aqui!“. Então, dado o trabalho de manter duas redes sobre o mesmo tema eu, basicamente, resolvi incorporar as postagens de lá, aqui, concentrando no ListadeLucas tudo que eu já faço: cultura inútil, música, reclamar, Lapadas do Povo etc.

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Ano novo, cara nova

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Alguns dizem que o ano só começa em Março, pois então. Nesta simbólica data resolvi dar uma cara nova ao blog e fazer grandes modificações. Todo mundo que aqui entrou já percebeu que o saudoso Tema Chunk foi embora e deu espaço ao novíssimo Hatch Theme:

Antes 

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Depois

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Diário do Carnaval 2013 – O que aconteceu

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Como vocês já perceberam, eu voltei da minha maratona de Carnaval no Rio de Janeiro. Ficou na cara quando eu postei, logo abaixo, um novo artigo sobre os 20 vídeos que mudaram a minha concepção de vida. Eu iria fazer este artigo sobre a viagem antes, mas precisava de mais tempo, aí acabei deixando para posta-lo agora, com mais calma e informações extras.

Não quis manter o mesmo modelo do ano passado, comentando apenas sobre os blocos que eu mais gostei. Acho que, se fizesse isto, ficaria repetitivo demais e com poucas informações sobre outras coisas que eu acabei fazendo e se desvinculam do Carnaval em si. Desta forma, resolvi fazer quase um relatório de bolso – com muitas fotos – do que aconteceu enquanto eu estava lá.

Sem mais delongas, segue:

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Lendas Urbanas – A bola do Velho Barreiro

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Daí que eu estava tomando minha cervejinha gelada, vendo o episódio final da segunda temporada de American Horror Story, relembrando de um causo antigo do futebol de várzea (mais especificamente na Copa Paquetá, entre Flamenguinho da Tuca x Botafogo da Restinga), quando me veio aquela luz mágica na cabeça. Um daqueles momentos únicos, um estalo de memória aonde você se lembra de algo marcante que passou por seu passado e estava adormecido, ali, esperando para acordar e encontrar o seu destino. No meu caso, foi esta fantástica promoção do Velho Barreiro:

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Praia, praia, praia

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E depois do ano novo ficou ainda pior: postei menos. Pois é, porque eu estou na praia!

Durante esta(s) semana(s) muito longa(s) de poucos posts e muita enrolação, vocês continuam aí ansiosamente aguardando o meu retorno, alternando os olhos entre a TV ligada no BBB e o monitor ligado no Blog. Pois vai mais uns bons 3 dias aí sem nada de novo, até o final de semana acabar e eu finalmente retornar da praia. Enquanto isso, fica só a minha dica para quem é do Rio de Janeiro – ou estará lá, durante o mês de janeiro – e quer curtir um bom samba e uma feijoada esperta em um dos bairros mais tradicionais da cidade. Podem ouvir a dica aqui que é quente: baita evento recheado de boa música, uma convidada especial e ainda uma ótima comida, em um Hostel que é muito do caralho. Aproveitem este verão e confiram, em duas datas diferentes:

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As 25 melhores fotos de Sidinei Brzuska

Estes tempos atrás eu estava lendo uma notícia no Globo.com, ao qual um presidiário tinha passado no Enem, mas devido as falhas burocráticas do sistema brasileiro, o mesmo não poderia estudar. E isto, pela lei, é direito dele. Quem quiser ver a tal notícia, está aqui. O cidadão aí da reportagem, foi um dos 3 presidiários que participou do seminário “O Presídio Central e a realidade prisional“, realizado no auditório da penitenciária de Porto Alegre. Justamente, o debate proposto era para discutir as condições carcerárias do sistema brasileiro.

Para quem não sabe, é cego, burro, tosco ou tudo junto, nosso sistema prisional está afundado na merda. Alias, desde 1964, com o Golpe Militar, nosso sistema prisional é uma grande merdona. Começou lá atrás, aonde os milicos resolveram “brilhantemente” misturar os presos políticos com “presos comuns”. O “preso comum”, vítima do sistema, sofria todo tipo de abuso sem nada reclamar; o preso político, por sua vez, letrado, informado, culto, repassava tudo aquilo que tinha aprendido aos companheiros de cela. Este fato reformulou a mentalidade do presidiário brasileiro, que antes disso não tinha conhecimento legal para se defender – apanhava, sofria e ficava quieto – mas, principalmente depois da década de 80, começou a pensar e agir sobre os seus direitos legais. Aprendeu sobre LEP (Lei de Execução Penal), sobre as obrigações do Estado com os apenados, sobre revolução armada, sobre direitos humanos etc. Entre outras coisas, graças a esta mistura ocorrida a partir da Ditadura Militar, foram criadas as facções mais famosas brasileiras – CV, PCC – que, na época, misturavam conceitos revolucionários com a realidade das cadeias, buscando dar dignidade aos presos. Não a toa, estas facções se utilizaram do lema “Paz, Justiça e Liberdade” ou seus semelhantes, para garantir o direito à civilidade de quem se encontrava atrás das grades. Com o tempo, claro, as facções acabaram virando verdadeiras organizações criminosas e dominaram, entre outras coisas, a própria “política interna” dos presídios, mudando radicalmente a mentalidade do apenado frente aos braços executores do Estado.

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Lapadas do Povo – São Jorge

Este restaurante me surgiu de uma necessidade bem condizente com a cara do Lapadas do Povo: eu precisava almoçar perto do mecânico do meu carro, que fica ali pela Navegantes, no Quarto Distrito. Como é uma região industrial, no meio do nada, abandonada pelo resto da cidade, era difícil descolar um estabelecimento proporcionando um rango legal para quando surgia a necessidade e eu tinha que passar lá no horário do almoço. Tudo ali em volta parece meio MadMax, casas abandonadas, aqueles galpões gigantes que estocam coisas que ninguém sabe direito o que é, prédios arruinados com o mato tomando conta; quem já andou por ali sabe que aquela região é bem aquele tipo de bairro que a prefeitura faz questão de negar que exista em época de campanha eleitoral. Navegantes, o que? Não existe! Imaginação.

Para quem não conhece bem a capital gaúcha, o Quarto Distrito de Porto Alegre foi uma das regiões mais ricas da cidade, lá pelos anos 60 e 70. Composto pelos bairros Floresta, São Geraldo, Anchieta, São João, IAPI, Passo d’Areia, Humaitá e Farrapos, era uma região industrial, acesso de todos aqueles que vinham da Grande Porto Alegre para morar e trabalhar no chão de fábrica. Cresceu muito, foi economicamente importante e tinha um certo glamour, concentrando pequenos bairros de trabalhadores com renda média, como no casso do IAPI ou Passo d’Areia; aquelas regiões operárias aonde se construíam pequenos condomínios pra galera da mesma fábrica morar e socializar, de forma que ficasse todo mundo reunido próximo um do outo. Foi uma região responsável pelo crescimento da capital, economicamente, e aonde colocou Porto Alegre no mapa de grandes empresas e polos comerciais. Era o braço forte da cidade.

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Lapadas do Povo – Bambus

Eu nem vou ficar comentando novamente o que esta política de cagalhões de Porto Alegre está fazendo com os bares realmente populares (no sentido literal da palavra, do povão) da cidade.

Fiz um post imenso sobre o Tutti Giorni, ao qual eu já disse tudo que se encaixa perfeitamente – e novamente – pro caso do Bambus. Segundo o que esta merda de órgão intitulado como SMIC disse em uma nota ao jornal, o fechamento aconteceu porque ocorria “aglomeração de pessoas em frente ao estabelecimento, consumo de bebidas fora do local, frequentes brigas e algazarras dos frequentadores” (fonte: Zero Hora). Ou seja, não existe um argumento legal para esta palhaçada; até porque, os alvarás necessários para manter o bar aberto, o dono tem. Trata-se, mais uma vez, de pura e exclusiva pressão política, angariada por um grupo de bunda-moles apantufados, que visa destruir massivamente qualquer lugar com um preço e dinâmica acessível da capital, sobre uma visão ridícula e retrógrada de “bem estar do povo” (que povo, afinal?) mas que, no fundo, todos sabemos ser apenas uma visão tosca e classista: gente rica reclamando de diversão do povão. Ponto. Nada mais que isso.

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100 artigos, ou 10 x 10

Sim, meus caros, demorei bastante mas retornei a postar. O centésimo post não é qualquer post, não poderia ser em vão. Justamente por isso, abdiquei um bom tempo para pensar em algo que, realmente, justificasse a colocação e ficasse com brilho aqui, como uma bela comemoração. Pensei, pensei, pensei, refleti e vi que o melhor a fazer era uma grande compilação.

Basicamente, como o blog é meu e, obviamente, fala de coisas que eu considero relevantes, resolvi neste centésimo post prestigiar diversas homenagens. Para não ficar desordenadamente babaca, ou complicado, resolvi dividir, então, essa bagaça toda em várias subcategorias. O nome do post, alias, já explica. Dividi tudo em 10 itens de 10 categorias, todos ícones que eu julgo importantes. Claro, com um bônus no final. Me comprometi a não explicar nenhuma das escolhas, justamente para deixar aos caros leitores a livre interpretação e opinião de cada um. Sem mais delongas, segue minha lista:

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10 produtos do Polishop que eu queria ter

Novas ideais facilitam sua vida“. É com essa frase que os comerciais do Polishop são eternamente encerrados. Aqueles longos e arrastados vídeos, de cerca de 2 minutos de muita emoção – quase todos iguais – mostrando o antes e o depois da sofredora vida de pessoas que, recentemente, descobriram o prazer de comprar determinado produto do Polishop e resolveram todos os problemas do universo. Depoimentos, closes das famílias, o clássico bônus para quem “ligar agora“, muita encenação e muita gente que teve tudo salvo graças as iluminadas ideias desta magnífica empresa. Quem nunca quis ter uma engenhoca deles, eim?

Falando sério, aqueles comerciais sempre me convenceram. Tudo bem, eu sei, eram péssimas encenações e os depoimentos eram pagos, a maioria dos produtos não funcionava tão bem quanto aparentava, mas foda-se. Eles me convenciam de que todas aquelas merdas eram geniais e, se eu tivesse grana, compraria tudo.

Pois então, resolvi neste humilde post elencar os 10 produtos da Polishop que eu realmente queria ter. Segue, então:

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Lapadas do Povo – Tutti Giorni

Falar o que? Porto Alegre, ah, Porto Alegre.

Este post não começa com alegria. É com imenso desgosto que venho aqui falar as palavras que se seguem. Alguns já sabem do problema em questão – devem frequentar o bar, ou ler o jornal – mas para outros é pura novidade. Para um outro tipo de pessoa, os babacas de plantão, isso talvez nem seja um problema, mas motivo de felicidade. Afinal, o que mais tem no mundo é gente babaca, que gosta de ver a desgraça e bater palma que nem foca amestrada.

Quanto eu comecei a fazer o Lapadas do Povo, justamente a ideia era resgatar um grande aspecto por hora carente de críticas, meio esquecido neste mundo: o boteco, o famoso pé-sujo. Eu via um milhão de blogs diferentes destinados a comida, bebida, mas com um foco específico em restaurantes e estabelecimentos chiques. Era comfort food, fusion food, chefs estrelados, vinho, champagne, comida cara e ambientes categoricamente desenhados pelos melhores arquitetos e cozinheiros. Não conhecia um blog falando especificamente do bar do povão, aquele pé-sujo chinelão frequentado por pessoas de havaianas e bermuda, comendo fritura e tomando cerveja de pé. Alguns blogs até dedicavam poucos posts a estes lugares, mas falavam de uma maneira tão distante, tão sem propriedade, que você via que estes caras não compreendiam a verdadeira função social do boteco: a preservação da cultura regional. Tratavam estas biroscas muito friamente, acostumados aos restaurantes cinco estrelas, pouco entendiam seu valor.

Quando eu comento sobre o argumento de “a preservação da cultura regional“, eu gostaria de ressaltar uma figura importante da televisão atual:

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Lapadas do Povo – Naval

Embora o nome sugestivo, não estou fazendo uma “maratona marítima” de bares que tenham a ver com a vida do oceâno. De fato, o Bar Naval não fica nem em Niterói e muito menos no Rio de Janeiro. Voltamos a Porto Alegre, sua região central – o coração da cidade – e um dos mais clássicos lugares para comer e beber na capital gaúcha.

Um ponto importante a se colocar é que, olhando assim, o Naval (depois de sua reforma) não entra naquele padrão iconográfico de bares que eu tento descrever aqui. Longe de ser um bar para o povão atualmente, mas clássico demais para ser esquecido, para passar em branco na história de Porto Alegre. Um bar tão tradicional, mas tão tradicional, que já possuí seus 105 anos de existência. Sofreu com as intempéries da grande enchente de 41, quase teve de ser fechado na época da guerra, mas continua lá como sempre.

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Lapadas do Povo – Esposend

O meu segundo post sobre o Rio de Janeiro não é nem do Rio de Janeiro. Sim, falaremos de Niterói, a cidade com a vista mais bonita do mundo, assim como seu grande Mercado do Peixe São Pedro.

Piadas a parte, Niterói é uma grande cidade. Já foi, inclusive, a capital do que foi conhecido como Província do Rio de Janeiro. Foi (e ainda é) um dos grandes polos navais do país – tendo um porto enorme – assim como uma vida cultural riquíssima. É casa, por exemplo, do Museu de Arte Contemporânea (MAC), sendo esse uma enorme construção bolada por Oscar Niemeyer, em uma das melhores vistas da cidade.
Como uma cidade portuária, há uma concentração absurda de navios pesqueiros, pescadores locais, peixeis, mariscos, frutos do mar, tudo que se possa comer e venha de água salgada. Boa parte desta carga é diariamente despejada no Mercado do Peixe de São Pedro, localizado na área central da cidade. São kilos e kilos de todos os tipos de comida marinha que você possa imaginar: lula, siri, dourado, badejo, camarão, salmão, tudo. Lá, você acha o que quiser.

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Não postarei esta semana

Esta semana estou numa correria braba e acho que não conseguirei postar. Volto aos trabalhos muito provavelmente na sexta ou sábado, apenas.

Neste meio tempo, aproveitem para pegar o arquivo e conferir o que já foi feito! Para dar um norte para vocês, cito aqui a lista dos meus 5 posts preferidos:

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Videos engraçados com Mastins Napolitanos

Mastim Napolitano é, possivelmente, o cachorro mais legal do mundo.

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Originário dos Molossos, aqueles famosos super-cães de guerra italianos/gregos – utilizados até por Alexandre, o grande – o Mastim Napolitano é o seu descendente mais próximo do que seria o original. Um cachorro gigante, forte, com uma mandíbula poderosíssima e muito fiel ao dono; um companheiro mas também um guerreiro. Alguns estudiosos (há controvérsias), inclusive, colocam a mandíbula do Mastim Napolitano como uma das mais fortes da natureza, perdendo apenas para a Hiena Africana e para o Tubarão Branco. É um colosso, um cachorro sobrenatural.

A raça quase desapareceu em meados de 80, começo de 90. Foi a primeira raça posta em rinhas, usada constantemente em brigas ilegais e, posteriormente, acabou estereotipada como “raça violenta“. O ser humano, como bom animal burro, adora repetir seus mantras ridículos para torna-los realidade. Quase colocaram a raça em extinção através de uma mentira repetida, por detalhe não sumiu da Terra.

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Lapadas do Povo – Banca 40

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Banca 40, a saudosa – e famosa – banca do Mercado Público. Quem não conhece o Mercado Público, alias? Um turista, tudo bem. Mas para um gaúcho, é inadmissível nunca ter passado por lá. Um dos maiores pontos turísticos da capital, bem na parte principal do Centro histórico.

Criado há mais de 100 anos, o projeto do Mercado Público de Porto Alegre era, justamente, centralizar o comércio da capital. Na época, ainda como província, em uma cidade com um número menor de habitantes e localidades, era complicado para as pessoas se locomoverem a diferentes pontos da cidade, ainda com boa parte de área rural, de modo a buscar produtos que necessitavam no cotidiano. O projeto surgiu, então, como forma de levar todos os consumidores da capital ao mesmo local, evitando o desencontro e facilitando a busca de tudo que precisassem na mesma localidade.

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Lapadas do Povo – Natalício

Quem frequenta a noite gaúcha, no mínimo, já deve ter ouvido falar do grande Natalício.

Atualmente, presente em 3 pontos distintos da cidade, com um boteco na Zona Sul, um na área Central e outro quase na Zona Norte, o bar nasceu em meados de 2006 e rapidamente conquistou o gosto do povo, justamente pelo seu caráter, misturando uma proposta inovadora à capital, mas preservando o caráter clássico de um botequim.

Quando eu comentei que, vez que outra, iria colocar um boteco mais “chique” aqui, este é um bom caso. Como bem lembro que disse, também, a moral de colocar um boteco mais “chique” era justamente para enfatizar aqueles bares que, embora mais caros, mantivessem as tradições dos bares em sua essência, com todo a mística e os elementos essenciais de um bom boteco que se preze. E este é o caso do Natalício. Talvez, até, o melhor exemplo disso.

Para quem talvez não conheça, ou nunca foi, a ideia do dono era justamente dar um clima mais descontraído, o clássico botequim informal, para uma cidade que carecia de bares neste aspecto. Como consta no próprio site, sobre o estabelecimento: Antes do Boteco Natalicio existiam excelentes bares em Porto Alegre, com bons petiscos e cerveja bem gelada. Mas faltava um “Boteco”. O Natalicio abriu as portas em abril de 2006 e trouxe um novo conceito para a cidade que era conhecida  pelos pubs, cafeterias e choperias. O Natalicio apresentou aos botequeiros porto-alegrenses petiscos ainda não saboreados na capital gaúcha como os escondidinhos, a autêntica coxa de galinha (eleita a melhor do Brasil pela Revista Seleções) e a premiada costelinha de porco com mel defumado,  eleita  o melhor petisco do Concurso Boteco Bohemia .

Pura verdade.

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The Wall, Teixeira e Rasen

Você vê quando a semana começou bem, quando recebe um turbilhão de notícias boas.

A começar com Teixeira, que não só caiu da CBF semana passada, mas renunciou no quadro da FIFA essa semana. Depois de tanto tempo, finalmente, as cobranças políticas à este ser desprezível deram certo. O cidadão em questão, nem quando morrer vai virar santo. Alias, não conheço ninguém com um pingo de consciência que goste do Teixeira. Quem gostava dele eram os amigo$$$$$$, aquele pessoal regado à dinheiro escuso dos patrocínios de politicagens da CBF/FIFA.

Por sinal, quem quiser saber mais, pode ler dois livros sobre o tema, Jogo Sujo (de Andrew Jennings) e CBF-Nike (do Aldo Rebelo). O Jogo Sujo, como já disse aqui, é fácil de encontrar; qualquer livraria vende, só ir numa Saraiva da vida e pegar. E nem é caro, deve estar na casa dos 30 reais. Já o CBF-Nike, acreditem, foi PROIBIDO no Brasil. O livro retratava toda CPI da bola, aonde desmascarava as falcatruas do Teixeira e dos contratos com a Nike, como ele fazia os esquemões e como lucrava. Só que daí, Teixeira and friends, conseguiram de uma maneira que ninguém sabe como, PROIBIR que o livro fosse publicado. Sim, meus amigos, existem dois tipos de publicações proibidas no Brasil:

– As que incitem preconceito

– As que desmascarem as falcatruas de Ricardo Teixeira

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Pequenas histórias de Carnaval

Fala, pessoal.

Finalmente retornei da maior cidade brasileira, a terra da garoa e do trânsito, com muita disposição de postar. Depois de alguns problemas técnicos (AKA scanner da Epson que não funcionava) e uns e-mails intimidadores, consegui por a casa em ordem.

O que vou postar hoje foi um material que eu recebi no avião e, pelo que entendi, é uma publicação gratuita do governo. A gente tem de tirar o chapéu para quando os caras de Brasília fazem algo de bom, porque é raridade e, por este motivo, temos que elogiar os pontos positivos para ver se eles viram constantes. Ta aí uma revista interessante e, como eu disse, disponível gratuitamente. Quem quiser, também pode acessar o site e conferir: http://www.almanaquebrasil.com.br/.

Chico Buarque (25)

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Lapadas do Povo – Tuim

Ta aí um dos lugares mais clássicos de Porto Alegre, também localizado (atualmente) no Centro da cidade (como o Comilão), o coração e reduto da boemia porto-alegrense  lugar dos mais antigos e melhores botecos da capital gaúcha.

Bar & Choperia Tuim, como nos mostra a placa, em pé ali, firme e forte desde 1941, o ano da grande enchente gaúcha, que abalou a capital e mudou o cenário da cidade até hoje. O bar é tão tradicional, cumpre tão bem os elementos clássicos que eu descrevi no segundo post, que eu acho que ele merece uma música para “personificar” a coisa da melhor maneira possível.

Ta aí uma canção de Noel Rosa, interpretada por Chico Buarque que, sabiamente, capta a essência do boteco de raiz, o bar clássico. Salve o poeta popular, sempre compreendendo a cidade:

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Lapadas do Povo – Sem nome (Apolo)

Em primeiro lugar, gostaria de comentar que este bar em questão receberia uma resenha mais adiante, mas pelo fato da justiça ter fechado (isso mesmo, a justiça) o bar ao qual eu me dedicaria a comentar hoje (Bar duRusso, ali na Bento), tive que adianta-lo. Posto esta frase aqui para deixar clara a minha indignação com o trabalho cagado da Prefeitura de Porto Alegre, que de uns tempos para cá resolveu se dedicar a fechar as biroscas mais simpáticas da cidade, com argumentos babacas pautados em pura burocracia verborrágica e sem sentido, tudo na intenção de derrubar bons bares populares, tentando transforma-los em ambientes requintados e cheios de frufru. Public Enemy para eles, Fight the Power!

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Lapadas do Povo – Paz & Amor

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Este aí nem fica em Porto Alegre, mas sim no Rio, no entanto merece ser comentado porque foi uma gratíssima surpresa, daquelas poucas que a gente tem por aí.

Eu estava ali na praia em Ipanema, neste final de ano, querendo descolar um rango maroto pro almoço. Queria comer aquela feijoada bem pesadona, pra passar a tarde inteira coçando e me sentindo obeso com aquele puta mal-estar de “carai, comi demais“; aquele feijãozinho com cachaça esperto no Sol infernal de duas da tarde, fritando os miolos e suando como um porco eram ideais para o meu objetivo. Alias, nada combina mais com um calor de 40 graus do que uma feijoada. Chico sabia disso:

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Lapadas do Povo – Comilão

Ta aí o meu primeiro post desta brincadeira.

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Pensei em começar com o Comilão porque vou lá há muito tempo, desde que eu era criança. Aliás, essa lancheria foi uma das responsáveis por eu colocar em prática a ideia de tudo em si.

Eu sempre fui meio entusiasta de comida “povão”, não sei o porquê exato. Talvez, porque eu goste muito de feijão, ou de ovo frito, ou da combinação dos dois. E, como A la minuta é um prato típico de boteco, feijão + ovo também são comidas típicas de boteco. Por sinal, existem coisas típicas que todo boteco classudo tem de ter: a mesa para o café, os azulejos, o tiozão tomando cerveja às duas da tarde de uma Terça-Feira, pratos com feijão, cachacinha, cerveja gelada e um petisco velho com qualidade duvidosa no balcão, como ovo em conserva ou coxinha fria. Se não tem isso, não é boteco, isso é essencial. Mas, vamos voltar ao que interessa.

O Comilão é um restaurante/boteco antigão, cravado no coração de POA, lá no Centrão da cidade. O Centro é o bairro do boteco e do pé-sujo, então era uma necessidade começar por um estabelecimento que ficasse lá, no “olho do furacão“. O Comilão fica ali na saída da galeria do Rosário, em frente à paróquia Nossa Senhora do Rosário.

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Lapadas do Povo

Seguinte. Hoje me animei e estou no terceiro post.

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O “projeto” que eu comentei no post dos vilões é isso aí. Como eu engatinho nessas paradas de HTML, programação e afins, provavelmente vou fazer muita merda no começo até efetivamente conseguir organizar a parada. Basicamente, a minha ideia é funcionar como uma “subcategoria” do blog, com postagens exclusivas sobre um determinado tema.

Mas qual tema?

Todos os milhões que aqui me acompanham, provavelmente já leram sobre blogs de comida, como Destemperados, ou o Prato Fundo. Inclusive, eu mesmo faço parte do Have a Nice Beer, que aliás indico para todo mundo. Todos estes, blogs voltados para comida, bebidas, bares e afins. Mas com um detalhe: tudo caro e chique.

A ideia dos caras, obviamente, é pegar o nicho mais alto do mercado, com bons restaurantes, boas bebidas, bons bares, só o melhor da vida, para dar uma “ajudinha” a um grupo de pessoas que se interessa por críticas gastronômicas.

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