Lista dos piores serviços públicos do mundo do Brasil

serviço público é um treco igual a parente com problema: você tenta fugir, as vezes, mas o bicho cola em você e vai te explorar e sugar sua alma de algum jeitinho além do que sua capacidade permite; daí fica o eterno dilema: pagamos por isso, ok, mas e quando nada do que é proposto pelo pagamento é prestado? a quem recorrer? o dilema entre público x privado, inclusive, me parece um pouco falso. não que eu não ache alguns serviços nem deveriam ser prestados pelo estado – como, por exemplo, ter uma gráfica exclusiva pra nos encher de papelzinho -, mas outros casos a recorrência deveria ser tratada, ou ao menos relegada, ao fato de que as coisas estão lá e, portanto, deveriam fazer jus à situação que esperamos – que, muitas vezes, nem se diz apenas sobre um problema de crise, mas sim de má organização, bundamolismo brasileiro e um pouquinho de falcatrua = a cultura quilingue. aqui vai uma lista dos piores que enfrentei e como estes estão propriamente ligados – sempre – à coisas que poderiam se resolver com boa vontade*.
* alguns destes serviços, hoje, dependendo da região são prestados por equipes de economia-mista, ou até privadas. no entanto, coloquei aqueles que nasceram, a priori, como empresas públicas.

– Correios

começo com o pé na porta porque pra mim é o pior de todos; eu nem culpo os pobres carteiros, que são totalmente vítimas como eu, mas o sistema de logística – ou seja, aqueles caras grandões, dos altos salários -, são muito bundões. o serviço é caro, merda, sempre dá problema e, insatisfeito, vive eternamente do monopólio louco do Estado em não abrir portas à competição direta; curioso fato é que, mesmo com o monopólio, a empresa está quebrada – e, na bola de neve, por estar quebrada, cada vez mais tenta justificar o serviço ruim prestado por isso. a verdade é uma: sempre foi bosta. sobretudo o serviço de encomendas – oriundo da logística – que consegue a façanha de entregar entre estados, às vezes, mais demorado que um produto que venha DA CHINA. isso se, claro, não for extraviado no meio do caminho, sob a alegação de que os Correios NÃO VÃO RESSARCIR – a menos que você pague uma ‘taxa extra’ de seguro. você já imaginou na sua empresa? você presta um serviço qualquer, que não é concluído… e ainda não se responsabiliza por ele. os Correios estão na fila do inferno em primeiro lugar.

– INSS

sinceramente, eu nem sei direito pra que serve o INSS como um todo: são tantos andares e burocracia infinita; mas ele existe e é um pavor. o meu problema com ele se deu nas duas únicas vezes que tive que passar lá: 100% de erros. numa, para resolver um problema de dados, passei pela surrealidade de um funcionário mentir para mim – isto mesmo: MENTIR. informou mil coisas a fazer, no qual eu fiz, para depois o mesmo funcionário chegar e dizer que ‘nunca tinha me visto’ e que eu estava inventando tudo; não bastasse o enrolo todo, o treco é a descrição dantesca de um inferno: existe fila pra fazer fila! você entra, pega uma senha, vai para uma fila e fica um tempão. nesta primeira fila, você basicamente diz seu nome e o que quer fazer, ai te encaminham pra segunda fila, que é a correta, onde vai te levar para o que se deve. surreal é pouco.

– CEEE

no meu caso gaúcho é este nome, a cia. de luz; mas você pode chamar de Light, ou o que quiser e é tudo a mesma merda. por que a minha ira? o treco é simples: o Brasil tem um dos piores verões da humanidade, todo ano é o mesmo calor, e não há nenhum projeto de contenção emergencial para estas épocas. ora temporal, ora picos de calor, você já viu como funciona? os ‘twitters oficiais’ mandam notas basicamente dizendo ‘envie para nós a região do problema que nós vamos ai resolver’… em suma: a emergência é contida pela população que, já pagando pelo serviço, ainda trabalha de graça sob a perspectiva de ‘não ter’ este serviço porque ninguém sério está afim de prestar nada.

– Junta Comercial

este é o legítimo caso aldo-rebelístico anti-tecnologia que prova o fim da humanidade e como todo serviço público é uma sucursal leviatanística com intuito de foder seus usuários: os caras trabalham num sistema de datas, documentos, ATÉ HOJE COM PAPELZINHO, porra. você vai fazer alguma coisa e não é nada digital. isto não seria um problema tão grande, mas acontece que, no caso da Junta, as informações precisam ser PRECISAS, 100% CORRETAS… e sempre falham por motivos de papelzinho: as coisas anotadas se perdem, chegam riscadas, erradas e você, usuário, vai preferir ser açoitado à ter de fazer a mesma operação oito vezes pra resolver um problema simples. uma merda, um lixo, um deboche.

– DMAE

na sua região pode ter outro nome, aqui a referência é a cia. de águas e esgotos. o modus-operandi da capital gaúcha envolve, sempre, dias de trabalho da maneira mais enrolada possível. explico… imagine que abriu um buraco na rua, por qualquer motivo: cedeu por conta de um cano, etc. ao invés de ir lá consertar, de prima, o DMAE coloca cavaletes. desloca-se uma equipe, imagine, não para resolver o problema: mas para colocar cavaletes. e estes vão permanecer lá por umas boas duas semanas.
isso não seria um problema tão grande se você é pedestre; você vê o buraco a distância, vá lá, e consegue desviar. mas, as vezes, o buraco é no meio da rua, perigo de acidente… e obviamente nada é resolvido. é mais fácil morrer gente que consertar buracos, esta é a mensagem do serviço.
curioso fato: uma vez uma bomba do DMAE queimou – porque o equipamento era de 1960 e poucos, pasmem, nunca atualizado – e demorou cerca de quatro dias pros bostinhas regularizarem a água. QUATRO DIAS SEM ÁGUA POR UM SERVIÇO PAGO.

– EPTC

a EPTC deve ter outros nomes no Brasil por aí, mas no RS significa aqueles trouxas que cuidam das questões do trânsito e não servem pra nada; o mais recente trabalho da EPTC é: defender taxistas (quando ninguém mais quer); pesquisas demonstram que a população simplesmente caga para o serviço de ambos, tanto da máfia dos táxis quanto da máfia da EPTC, mas ambos, apoiados e se amando loucamente, defendem um ao outro impossibilitando qualquer negócio alternativo – e melhor – na cidade… como o Uber, ou qualquer outro semelhante; em suma, a população deve mesmo se foder: pra não romper com a barreira ‘papai Estado’, deve se render à máfia táxi porque a EPTC mandou, porque a EPTC sabe o que é melhor para a gente, mesmo que a gente não concorde.

não apenas isso, o sistema de multas é, como sabemos, não um recurso de segurança no trânsito com aplicação de punição, mas de caixinha de Natal; não a toa os caras obviamente não ficam nas regiões mais complicadas da cidade multando, evitando novos acidentes e diminuindo números, mas nas regiões mais inóspitas e tranquilas, escondidos atrás de árvore, para arrecadar – isto quando não inventam multas, como ocorreu no caso de um conhecido que tomou multa por ‘buzinar na frente de um hospital’ – no detalhe que o carro nem possuía buzina funcionando.

 

e era isso, pessoal;  a minha mensagem de fim de ano, como a de todos vocês, deveria ser uma corrente mágica para que todos estes serviços se explodam de uma vez. sem mais a acrescentar, fui! bom 2017!

 

 

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