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THE BEST OF OLIMPÍADAS NO RIO DE JANEIRO

as Olimpíadas vieram com tudo e formaram algumas das expressões mais maneiras do universo; o esporte é, definitivamente, um catalizador destes momentos, sobretudo o esporte de elite: permite que expressemos algumas coisas surreais sobre como o corpo e o homem aguenta limites impossíveis; e eu, gostaria de destacar os meus momentos favoritos nesta epopeia de duas semanas acompanhando todos os jogos DO MUNDO.

1 – O jogo só acaba quando termina

um dos melhores momentos de até agora trouxeram a realidade da superação nos detalhes: o jogo só acaba quando termina e, no caso de algumas partidas/esportes, foi definitivamente isso. como no rugby: após um primeiro tempo de PASSEIO australiano, o que aconteceu foi uma virada argentina no ÚLTIMO lance do jogo, após um segundo tempo de superação histórica.
como no basquete: a disputa pelo bronze foi CABULOSA e, literalmente, só acabou com o resultado a 2 segundos do final.
como Isaquias: nosso medalhista faturou o bronze sem nem acreditar que havia conseguido.

2 – A religião, por vezes, é algo fascinante

o levantador de peso iraniano, uma das figuras mais cobiçadas para ganhar… ganhou; não bastasse isso, saudou Alá. a despeito de todos os problemas com qualquer religião, sobretudo o extremismo – e muito dele salafista, que vem de correntes do islamismo -, esta foi uma das imagens mais impactantes das Olimpíadas, sem dúvidas; a força sobre-humana para bater o recorde e, não só isso, se tornar campeão, parecia – para ele – ter vindo de algo muito maior que o homem: o contato com seu Deus.
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* A vontade de vencer ou a vontade de competir:

também no levantamento de peso, na categoria feminina, uma atleta sem nenhuma chance de vitórias fez sua passagem de forma espetacular. a vontade de competir – no agravante novamente religioso, de participar num esporte e de maneira com todas as vontades contra -, mostrou que, muitas vezes, a superação pessoal, o objetivo, é a maior coisa do mundo.
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3 – A surpresa do acaso

e, do nada, um atleta azarão, da África do Sul, bate um recorde imposto desde 90 e poucos, por Michael Johnson, um dos maiores velocistas de todos os tempos. as Olimpíadas, mesmo como esporte de elite, ainda são espaço para enchermos de surpresa e delírio com o improvável.
como também nosso medalhista da vara, Thiago, que bateu todo mundo da maneira mais inesperada possível, numa altura também impossível.

4 – O homem além do homem

destaque para Del Potro, tenista argentino, que deu uma ideia de superação extrema: sete partidas em sete dias, sendo algumas delas contra os melhores tenistas do mundo, chegando na final exaurido após inúmeras cirurgias e possivelmente com tempo de treino menor que alguns dos adversários; o objetivo, quase uma sobrevivência, neste caso, foi algo sensacional: ver a final disso foi tão surpreendente que superou os problemas óbvios, o jogador cansado, quase morto em quadra, exaurido, respirando com dificuldade, enquanto se apoiava nas pernas cansadas.
ou também como o cara da marcha atlética francês – que todo mundo riu -, que literalmente desmaiou, literalmente se cagou, mas seguiu, a mil pelo Brasil, sem deixar se levar pelos problemas para, ao menos, cruzar a linha de chegada… e em oitavo, ainda por cima.

5 – A torcida, sim, ela mesma

não bastasse toda polêmica – para o bem e para o mal – da torcida brasileira, foi, sim, um espetáculo mundial. com os notórios cantos de ‘uh, vai morrer’ nas lutas, ou ‘cinco pesos é um real’ para os argentinos, ou vaias, ou apoio ao árbitro, ou tudo que foi feito, valeu a pena deslocar o costumeiro silêncio moribundo olímpico.
não apenas nós – e muito menos -, mas também os argentinos, doidos, que fizeram o já normal espetáculo de uma torcida insana até nas situações mais improváveis. como no tênis, mas também no basquete:

6 – Humildade prevalece

seja Isaquias ligando para o amigo e falando ‘continua eu, o Isaquias’, ou Serginho do volei, 40 anos, mas também os gringos: Carmelo Anthony, o superstar da NBA que foi jogar uma partida na Santa Marta, que foi soltar pipa e sentar pra esta foto abaixo. ou a chineza que não sabia ter batido a própria marca e estava feliz apenas por participar – mesmo com bronze -, ou a galera de Fiji, campeão, ouro histórico no rugby – a primeira medalha do país -, recebendo medalha de joelhos.
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7 – É ouro, porra! Não esqueçamos que Japão é logo ali

a despeito de toda merda, de toda fumaça e cachaça, da desgraça, do tiquinho assim de hipocrisia que é um evento desses, um foda-se bem grandão porque é maneiro pra caramba, o BR bateu seu recorde de ouros, terminou relativamente bem rankeado – mesmo com umas brasiladinhas costumeiras – e ainda podemos ver o PRIMEIRO MINISTRO JAPONÊS SAINDO DE UM CANO VESTIDO DE MÁRIO, isto sim é fucking quebra de decoro, paradigma e o encerramento mais do que perfeito para uma Olimpíada assim!
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fui!

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