Aldeia-dos-Amaldiçoados

3 mini-contos impossíveis

a vida é feita de absurdos, sobretudo os pequenos absurdos, que nos pegam de surpresa e fazem questionar a própria realidade: não sabemos de tudo, afinal, e por isso nos apegamos ao que sabemos tentando interpretar o que não faz sentido. quando não conseguimos explicações racionais, o caminho mais sensato é, então, ser insensato: questionar o mais abstrato dos locais… a própria noção de realidade. não faltam histórias estranhas e, por isso, resolvi aproveitar para contar 3 pequenos contos inteiramente acontecidos comigo que relatam situações, no mínimo, pra lá de estranhas; contos novos, não apenas aqueles já relatados aqui (como o caso do pé ou o doppelganger) – também muito estranhos. sem mais delongas, segue:

1 – o dia que eu me tele transportei

Projeção-astral

quem já fez auto hipnose, meditação, prática de sonhos lúcidos, ou qualquer coisa do gênero que envolva um envolvimento com estágios da consciência que não propriamente ‘normais’, digamos, sabe que as experiências são bizarras. esta minha foi um caso muito parecido com uma ‘projeção astral’, no qual nunca senti nada na minha vida outra vez. por isso o exagero ao chamar de ‘tele transporte’. então vamos lá: estava eu, dormindo longe da minha casa, quando entrei provavelmente em um estágio de sono intermediário – não ainda no REM, mas também sem estar acordado.
foi quando meu corpo, no qual eu sentia presente e deitado na cama, parecia estar ‘vazio’, estranhamente distante de algo mais denso… foi quando neste ‘algo mais’, tentando observar, que eu consegui abrir os olhos e perceber que eu estava flutuando NA PORRA DO MEU QUARTO, ali, tudo escuro e eu lá voando em volta como se estivesse na minha casa naquele exato momento, não em presença física mas sim espiritual. a sensação era bizarra, pois eu sentia – e sabia – que meu corpo estava como uma âncora em outro lugar, dormindo num local a, no mínimo, 25kms do meu quarto. mas, enquanto este ‘espírito’ estranho flutuante, eu conseguia observar e sentir que estava no meu quarto.
esta sensação durou cerca de 5 minutos, ao menos o que pude constatar, até eu tornar a ‘acordar’ e voltar completamente para onde estava.

2 – o colar inquebrável

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quando eu era moleque eu tinha um destes colares de criança exibida estilera, que tinha um pingente pendurado, se não me falha a memória era o escudo de um time de futebol. pois bem, o pingente e o colar foram ficando velhos, eu não aguentava mais aquilo, queria me livrar e obviamente resolvi fazer da maneira mais adequada para uma criança da minha idade: puxando o pingente e o colar até o ponto da corda arrebentar e o fecho do pingente e ficar inutilizável de vez.
eis que, após empreender uma força descomunal num puxão, o pingente e o colar se separaram, fim, pensei com meus botões: algum dos dois cedeu e está destruído… ou o pingente quebrou, ou a corda arrebentou. fui olhar os dois, separadamente e, embora fisicamente separados, CONTINUAVAM INTACTOS. o fecho do pingente – que na verdade era apenas um pedaço de ferro furado, ou seja, DEVERIA QUEBRAR – e a corda, ambos inteiros, sem sinal de depreciação em nenhum lugar. até hoje, uns 17 anos depois, sério, eu não sei o que aconteceu ali, como foi possível fisicamente a separação dos objetos sem nenhum pingo de destruição.

3 – a foto amaldiçoada

Aldeia-dos-Amaldiçoados

esse é o tipo de coisa que, na hora, você só pensa em se livrar dos objetos que constituem o fato… mas depois se arrepende. seria um belo caso de investigação paranormal que acabou por morrer antes de surgir. eis que, quando eu estava no colégio, minha turma fez um passeio e acabamos por tirar uma foto de uma galera junta, cerca de umas 10 pessoas. olhando esta foto após, já na era das câmeras digitais, arquivo também digital no computador, nos deparamos com uma das coisas mais assustadoras que todos nós já vimos na vida: TODAS as pessoas estavam com aparência normal, com apenas uma colega que havia aparecido COMPLETAMENTE DEFORMADA.
a descrição mais exata só é possível pelo termo ‘deformação’, exatamente assim, de tal maneira que nada além disso poderia explicar a situação: a foto não estava fora de foco, todos menos ela apareciam normais e em foco; a foto não estava contra o sol ressaltando sombras escuras, todos menos ela apareciam normais e na projeção de luz correta. a visão era realmente muito estranha, difícil de descrever, mas quase como se tivessem ‘sobreposto’ dois arquivos de foto – um de uma pessoa velha e o outro do rosto da nossa colega – de modo que ambos combinassem em uma imagem apenas, uma criatura ‘misturada e deformada’.
isso seria possível, se fosse na era das máquinas de filme que, as vezes, acabavam por revelar duas fotos no mesmo momento e no mesmo papel, criando estranhíssimos resultados. porém, como dito, já estávamos com um ARQUIVO DIGITAL E TODAS AS OUTRAS PESSOAS ESTAVAM NORMAIS, ERA UMA FOTO PERFEITAMENTE NORMAL… tirando aquele estranho fato com nossa colega que estranhamente estava deformada.
em coro, as pessoas assustadas resolveram apagar aquele arquivo e não deixar nenhum registro; na hora, confesso, achei justo. hoje me arrependo de não ter guardado aquela imagem. daria um bom causo paranormal.
e eras isso, galera: vocês conhecem alguma história assim? compartilhem, contem aí e digam – o que vocês acham quando a própria realidade torna-se tão estranha que não sabemos explicá-la? boa tarde e fui!

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