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Fato: 2015/2016 é o biênio dos games e ninguém vai escapar dessa

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mea culpa: eu nunca fui fã de eventos sobre anúncio/premiação e odeio remakes de um modo geral, mas essa semana jogou todas as minhas convicções na lata do lixo. tudo por causa dessa E3 que, digo, se não foi o evento mais cabuloso da história, meu amigo, eu não sei o que foi.
há (ou havia) ainda o paradigma sobre o curso artístico/cultural dos games, encarados – e eu afirmo, de maneira tosca – apenas como um mercado de entretenimento barato, muitas vezes com o apelo infantil (‘quem joga é criança…é idiota!’) e que, provavelmente, nesta semana enganchou o mais incauto dos hereges a acreditar: este biênio É dos games.

a minha afirmação não está colocando o fato de que, na história, não existiram jogos marcantes…quem joga, como eu, pode vir aqui e dar uma lista infinita de momentos no qual os games, inclusive, pautaram culturalmente a sociedade (e eu já fiz um post disso sobre mario, por exemplo) mas, ainda assim, havia uma nebulosa e idiota desconfiança sobre o protagonismo dessa indústria frente ao resto. é como se, de uma forma geral, o maior filhote da indústria cultural em um filme passado num cinema, por exemplo, um projeto extensivamente e claramente embarcado como um produto de massa com o único e virtual cunho de definir um mercado consumidor para vender bonequinhos e lanches, enfim, ainda assim fosse ‘superior’, ‘mais artístico’ (se é que isso pode se definir) que qualquer jogo de video-game na história. não depois dessa E3…

o que vimos nestes dias – e ainda não terminou, porque hoje tem anúncio da nintendo – e quem teve, como eu, o prazer de acompanhar, mesmo que distante, é uma revolução abismal, indiscutível, gigante em todos os sentidos. se havia distância dos seus ‘irmãos ricos’, blockbusters e best-sellers, o que for, a mídia de massa que quiser peitar de frente, não há a menor chance de passar, em unidade, em absoluto, o que a indústria dos games está propondo para os próximos anos e que, de certa forma, já começou (afinal, tivemos o lançamento de witcher 3 nesse ano, né).

a produção não é mais focada apenas nos diletantes jogadores hard-user de sempre, do mesmo modo que a liberdade criativa no processo de elaboração não necessita mais de alguns empecilhos mercadológicos no caminho, há tantas franquias e tantos universos que, se em comparação as outras mídias de massa se tornaram horrivelmente repetitivas (salvo raras produções) justamente pelo acomodo, vemos que a nau das novidades, agora, é capitaneada sem dúvidas pela indústria dos games: desde a elaboração fictícia de mundos novos e incríveis, passando por remakes possíveis recriados em elementos da sociedade atual, não há UMA empresa que não se propôs a botar o pau na mesa e dizer, ‘nós vamos mandar nessa porra!’. e foi graças a essa competitividade criativa que construímos um cenário propício, culminando nessa épica E3.

mas o meu objetivo não é só a pagação de pau aparente; há, também, uma expectativa muito grande com muitos jogos. por isso, apresento, aqui, os 5 games que eu garanto que vão confirmar a história que eu estou prevendo:

 

1 – Doom 4

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a expectativa desse jogo, pra mim, é a maior possível; não apenas pelo tempo que sempre ocorre entre o lançamento de um doom e outro – descontando os spin-offs – e pelo valor nostálgico da franquia que acompanhou a história da revolução dos games, mas também pelo vislumbre em entender o espírito de uma época peculiar de FPS antes dos jogos contemporâneos e táticos e o que REALMENTE é o sentido do verdadeiro doom lá de 95. os caras trouxeram uma proposta inovadora mas ao mesmo tempo clássica: inovadora porque constitui os elementos do mundo atual, o redesign dos monstros, engines atuais, cenários complexos e uma trilha sonora bem característica da época mas, ao mesmo tempo, encaminhando os elementos que esperávamos para este tipo jogo – e que foram de certa forma ‘esquecidos’ em doom 3, com muito mais terror e muito mais claustrofóbico do que os antecessores. no gameplay de doom 4, já foi possível perceber os cenários megalomaníacos e espaços abertos, hordas infindáveis de monstros e, claro, as armas clássicas de sempre. neste novo jogo da franquia, podemos dizer, a mistura foi perfeita; o gameplay nos mostrou que a ideia no projeto é trazer o melhor de todos os mundos e, certeza, a ID não vai errar. está pra nascer um filho tal qual foi o doom original, talvez o melhor da franquia depois do jogo de 95.

2 – Fallout 4

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ignore tudo o que você sabe na atualidade demonstrado pelo o universo artístico entre um futuro distópico e faroeste; de todas as criações modernas, NENHUMA é mais western spaghetti que Fallout…nem filmes, nem livros, nada. é como se tivessem reunido o melhor de três homens em conflito com madmax em um mundo só; principalmente e, desde fallout 3, o game se firmou como algo grandioso não só pela sua beleza em cenários estonteantes e na imersão do mundo apocalíptico fazendo uma alegoria ao passado de colonização do oeste americano, mas por saber administrar uma narrativa complexa e absurdamente rica entre todas as expectativas destas realidades: mocinhos solitários, vilões intensos e estranhos, coadjuvantes submetidos à pobreza de um mundo catastrófico fazendo o que for necessário para sobreviver, além da natureza selvagem e pouco amistosa de animais e monstros ferozes atacando, enquanto uma ou outra criatura tentam sobreviver com o pouco que surge…tudo isso já visto outrora na história – como na febre do ouro.
o anúncio de mais um fallout é a certeza que esta estrutura será mantida em um mundo ainda mais rico e detalhado entre personagens que abarcarão uma identidade mais forte para consolidar o game naquilo que já é, um épico faroeste futurista.

3 – Last Guardian

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nada trouxe, nos últimos anos, mais beleza poética em contrastes do que shadow of colossus; um game apresentando um mundo absurdamente extenso e, de certa maneira, completamente vazio, povoado por poucos gigantes presos em uma maldição num elo sinistro para libertar uma princesa e que deveriam morrer pelas mãos do protagonista. o adendo: nem todos estes gigantes eram, na construção moral, criaturas más…alguns apenas estavam lá, existindo pacificamente. a morte do jogo era profundamente cruel em alguns aspectos, mas ao mesmo tempo necessária para dar cabo à maldição.
como dito, um game de extremos contrastes, não apresentava vilões – embora tivessem de ser derrotados – da mesma maneira que todo o rico e gigante cenário onde jogávamos…era apenas o subterfúgio para confirmar a história de um passado grandioso e esquecido, não mais presente enquanto o player lá estava, numa sequência de campos vazios e monumentos consumidos pelo tempo e abandonados em sua vastidão de ocupação inexistente de pessoas.
por sua vez, last guardian é a ‘continuação’ (não seguindo cronologicamente, talvez) do grandioso shadow of colossus; como ico – que veio antes dos dois – a certeza é de mais um game absurdamente maravilhoso e poético, acompanhado de tudo o que seus antecessores prometeram e trouxeram e de mais uma trilha sonora sem igual.

 

4 – FF7 Remake

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ff7 é um marco total. eu posso até nutrir algum carinho passional maior por alguns games (como o próprio caso de doom), mas é difícil achar um jogo que impactou tanto a cultura dos games e o modo de percebê-los como este aí. o que ele fez foi incluir o todo, isto mesmo, o mundo em três cds. nós tivemos jogos realmente ricos em narrativas antes de ff7, mas nenhum, NENHUM deles apresentava um cenário tão complexo em identidade, cidades, pessoas, histórias…e isso tudo feito em 1997, quando a tecnologia dos games ainda era limitadíssima! não se tratava de uma aventura solitária do protagonista – ainda que esta fosse a personalidade dele por causa da sua falta de memória – mas em compreender que o desenrolar da trama só era possível ao viver mil e uma pequenas outras correlações com vários locais, vários coadjuvantes e até com os vilões, todos com um passado e com suas peculiaridades. tudo estava conectado em uma rica narrativa cheia de detalhes – todos trabalhados – e que, inclusive, por critério de curiosidade (e aqui mostrando a força cultural dos games), trouxe o debate ecológico de maneira mais densa e complexa antes mesmo do que qualquer outra mídia, ou grupo específico.
um remake desse game é um marco histórico na indústria dos games, o anúncio feito na E3, ainda que apenas com um teaser trailer curto, é de fato o ponto alto do evento – e olha que o evento teve MUITOS pontos, uma ativação nostálgica, da boa nostalgia, para algo tão edificante.

 

5 – The Witcher 3

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ok, witcher 3 já até foi lançado e nem constou nessa E3, obviamente, mas é importante incluí-lo aqui; se eu falei de toda a representatividade que esta E3 vai ter e vai repercutir ainda, podemos alegar que witcher 3 foi o cavaleiro solitário deste momento, cavalgando sozinho e já antes para este momento. ele é, com certeza, ‘o game do ano’ mas, não só isso, representa toda a era de mudanças que vimos culminar na E3 épica dessa semana. quando eu disse lá no começo sobre a falta de protagonismo dos games frente ao resto das mídias, aqui está um caso emblemático: witcher surge como livro – um bom livro, diga-se de passagem – e poderia virar música, poderia virar filme, animação, o que fosse, mas nada o firmaria de maneira tão poderosa como o jogo que foi feito. a prova cabal da força dos games é o fato de witcher – a saga que culminou nesse terceiro jogo absurdamente fantástico – ter uma narrativa incrivelmente possível de existir em qualquer mídia, mas se sujeitar a ser absoluto em espírito justamente como um game. nenhum outro tipo de processo criativo permitira um resultado tão intenso para abordar e produzir algo tão rico em detalhes (imagéticos, sonoros etc.) que não fosse dentro de um jogo de 100 horas, como o é.
não estamos falando de uma história mágica de bruxos e cavaleiros e mortes e traições, como tantas outras, mas a imersão detalhada e possível dentro de um cenário onde só os games atualmente permitem e conseguem fazer: o espectador ESTÁ, ele ENTRA no universo de witcher ao jogar e não só vivencia a história com uma distância segura, mas com certa realidade em cada momento de sua intensidade absurda. ainda que já tenha sido lançado, achei justo constar na minha lista. a expectativa foi cumprida e justificou todo o resto.

e da minha lista deixei tantos outros anúncios de fora que poderiam claramente constar aqui, o que só corroboram a força por trás dessa E3 e dos games que já estão sendo lançados. se há dúvidas, será? pra mim está claro: 2015/2016 é o biênio dos games e nem preciso esperar os anúncios da nintendo… pelo que a indústria está prometendo, isto é só o começo! preparem os bolsos, preparem as horas e horas, não há quem não termine por não embarcar nisso: jogar, jogar, jogar é o futuro. fui!

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