sao_paulo_night_andre_deak

da cidade: nada

sao_paulo_night_andre_deak

se perguntar eu digo:
que da cidade nada presta,
nada concreto, nada que viva,
nada criado.
na cidade – nada.

se cria, se faz, se solidifica.
sobram-se os fins, sem meios,
de nada me adianta.
sobram-se os fins, estes, sem fim,
matados, corridos, tombados.

se perguntar eu digo:
da cidade, nada se cria.
se constrói, cresce, amontoa
o fim.
na cidade: nada.

e nada pode, não? que não aconteça;
as coisas vão, correm, sim, verificam:
na cidade, tudo pode.
nada presta?
mas tudo pode. tudo existe,
confabula, aumenta, em cima daqui ou dali,
o que se vê é tentar existir.

se na cidade todo mundo existe?
talvez sim, talvez não.
mas nada presta,
por que, afinal,
na cidade existir?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s