Ouro-Preto

Aguardante Diurno

Ouro-Preto

Que brilhante deilante de lo morro, enfim, valeu subir ao total dos blocos final e entreolhardes la de cima, verlo mundo brilhando em maestria imensa das coisas. Não cabia em mão aqueles talentes sentimentos de eclosão, tudo explodia por dentro, infindável fim de fantástissimo objetivo. Quando vi, que virdes as coisas, só ali, alizinho mesmo naquele segundito de todos gozos, claro brilhismo de luz e de pensamentos, brilhismo d’grandiloso e eloquente Sol, de imenso universo, entreolhei aos todos lados pra verificar-me que era eu. Era eu? Não lhes garanto quem sabe, não lhes digo, naquele instante, segundo fatídico das coisas, ali já não era apenas uno, não, não, que triste aos outros, chorem lágrimas àqueles todos que não se podem inimaginar o que passa numa situação tão grandilosamente antireal, azabstral onde nosso tempo não vale nada. Nunca dei valores a ele, admito em cá, digo que nossos minutos, eras, inexistem-se nele-em-si. E lá sumirde a tudo, no topo do que alcancei, finalmente vim vi e venci.

E a terrinha vermelhosa, rubra como meu peito de dentro, via o significado d’aquele casual momento. Das coisas não existe lágrima que não se caia em contato com aquilo; seres humanos choram, sim, em desvelemotivados atinos de momentos como este. Comigo não houve diferença, não ouvi nada que não quisesse senão em qui. Que morro mais amisto! Que subida, ouviluntes! Todos me escutem e agradeçam-me por este relato!

E o que vem de depois disso é a consequença natural do que já era anteriorante. Caminhei uma distância inteira de alguns quilometros, seguindo a trilha de los matos pequenuscos e vi, avistei com os olhos espremidos ainda marejadizados, era o que me fatidava a completar a ideia: um bar! Boteco, pés sujos, chão, que sejam como quiserdes, enfim, o maravilhante e magnificante bar! Sentei-me ao balcão ainda emocionado e parado nos segundilimos do que havia me levado em trilha, questionei o senhor que secava’s cousas, pedi-lhe um drinque-daqueles. Uma cachaça-brava, forte enlunga e descendo reto o gogó para queimar-me o interior inteiro, por dentro, contraste com o que jávia vivido, bom para confirmar a realidade: e era! Puá! Que golão! Que bebida e’sta criada enqui e que maravillha de nossa terra! Queimante, intensamente queimante porém docinha, açucarou-me a vida e me confronta o que eu gosto, m’soco n’alma; que belezusca que nós construímos! O que me conforta inda mais de ser o que sou, do pé calejadamente infâme e da nossa história, o tempo nos foi favorável em hojesmundo.

Natureza linda em que nos colocaram, no meio, montanhas e mares, via a trilha agora em mente lembrando-me o que passei e pensando com meus botões como era lindissimamente conforte; mas não só por isto, inda melhores nos demos la missão de melhorar o que já era melhorado: construímos a cachaça! A cachacinha de todos nós, une gente e é quase um pão tupinica. Depois diz o má-língua folgado e apracurado que nosconvosco não cria nada, é vagal… mas que mentirosa falácia! Não conheces aquele morrosvindo, tampouquismo o momento parado, muito menos o bar e em escala microscópica de importeniência a bebida. Não acompanharde os passos da nação e não ufana o sentimento vivído ali naquela bancada meso suja de madeira.

Eu até o convidaria a beber, tomar algo de novamente, introduzir-le em novismundo, porém, sinto, nunca fui-me em dado a grandilência da paciência dos padrecos.

Cresci-me neste meio complexado pela briga, pela confusão dos gritos e bordões, sei como é, não me acostumo com a folga mental. E neste crido de socos e discutes, vi muita gente desfelecendo o que era, mudando como massinha essas de modelar cousas. Por isto em crido atual, penso bem antes de introduzir novas gentes no meio. É um lugar de seletivilidade, afinal, como aquilo tudo que já disse encima, veja, natura, bebidas, o bar, meus pés cansados e sujismundos, todos refelestavam no mesmo objeto: ah, que maravilundo dia de constatações!

Das’cousas que ninguém esquecize, este, afirmo de antemão, este dia voraz é um deles. Já meso bebaço, levado em ébrio pelo hiperbolizante efeito do mundo alénomorro, garanti que não me encordo na conta: dois, três, que seja, ve-me um litro de maledeta e deixa eu virar em mim na mesa daqui. Virei, talvez, não lembro, girava-se tudo, cima, baixeza, lados, dois que era um, três, enrolante língua não me deixa pronunciar o que quero, tento levantar lentimante, tropeço, caio, fiasqueira impagável aos que rilos no fundinho. O chinelo foi bora, foi fim, rasgaste todo. Mas virde com chinelo até aqui? Questionava-me isto tudo agora, como escalei aquela grande trilha calçando o sapato do povo? É possibilitado subir um daqueles morrões de chinelo? Que dúvida, não era mais em mim que falava, talvez alcool, água que outros não bebem muito, eu bebi até mais. Passei dos pontos e novidando a situação escrachava o tempo, os milisegundos não valiam mais nadica. Paguei não sei como e sai de qualquer modo do bar, olhei em volta, pras cousas e vi algo que me tocou:

– Não existia o tal morrismundo!

Confuso agora’stava e imaginava onde errei em tudo. O dia continuava a ser maraviluscamente incrivilante, indescritivante porém rodeante: o que foi que andei fazendo neste tempo? De forma alguma mudavam os nexos, continuava apaixonadalado por natura e bar e bebidas, mas agora pensava que bebida e bar me amavam mais que natura. E vislumbrei a real das cousas: nunca tinha eu dado um pé fora da porta daquele estabelecimento. Passei o dia com a única amiga, companheira aguardada! Que bebiscada homérica, tudo elificava ao igual, ha-ha, que emoção! Filosofante eu’stava quando imaginei o morro, belezuras, minha trilha, muito em si disse mas não era além do que já havia sido por outros contadores cantantes que por mim passavanles. E deste vai-não-foste de mundos e fundos e caminhadas com goles chinelados, o que me resta, em findo, é pensar no que fiz.

Que dia maravilusco, ouviluntes!

 

 

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