O paradoxo do tempo e a linguagem como forma de interpretação entre passado, presente e futuro

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Este foi um pensamento que eu comecei a escrever estes dias e, casualmente, enquanto escrevia acabei lendo este texto (clique aqui) que dizia mais ou menos o mesmo, só que de uma maneira melhor e de gente conceituada na área. De fato, eu nem conclui o pensamento em si, ainda é bruto e, após dar uma relida, encontrei alguns erros cruciais; porém, acho interessante compartilhar mesmo assim. Tive que adapta-lo em alguns pontos porque fiz separado em tópicos e aqui vou coloca-lo corrido. Sem muitas delongas, segue:

O dia que se passa é um dia que se vai, finda, não há volta fisicamente. Há influencia da memória, talvez você possa recorda-lo mas, mesmo registrado em pensamento, o retorno cronológico deste dia é um argumento impossível dentro da realidade de estar presente de fato.

Vivemos o dia após dia e, cada um que se segue, desperta a novidade per se: é um novo universo, inclusive, como nós contamos; o relógio, a forma que organizamos nosso tempo, não se relaciona com o passado e nem com o futuro; iniciamos uma nova contagem no que convencionamos chamar de “dia”, o período de 24 horas onde agrupamos o passar de uma determinada noção de acontecimentos em relação ao movimento da Terra. Não pensamos no plural, não pensamos em adições: o dia é hoje, apenas, amanhã será outro dia, iniciado de uma contagem em zero.

Contraditoriamente a nossa própria organização temporal e que, justamente, nos influencia em diferentes aspectos – incluindo, aqui, os fatores biológicos – tendemos a não pensar a passagem do tempo da maneira mais lógica possível, ignorando a singularidade do dia e, por isto, nos programamos sobre uma idealização de futuro. O presente é subestimado e, visto apenas como fonte do futuro – um molde para o amanhã – vivenciamos o hoje (no caso, o dia) como se, de fato, ele não existisse sem a função de ser o que ainda não é, mas aquilo que serve de fundamento para o que ainda acontecerá. Pouco pensamos no hoje como objeto em si, acabamos o vendo apenas como uma ferramenta necessária para o futuro almejado, a idealização do amanhã moldado, como um argumento do que acreditamos que virá se tomarmos determinadas ações ainda agora.

Neste estranho conceito, desconsideramos a realidade da situação e, principalmente e mais importante, o fato de que o amanhã é apenas produto da linguagem, uma necessidade comunicativa que não existe além do próprio significante; o amanhã não pode existir, visto que ele é fruto de um lapso temporal do que é – > o que será e, por isto, sendo objeto apenas enquanto figuração para imaginarmos sempre o seguinte, claro, quando pensamos no “amanhã tangível” (ou seja, aquilo que efetivamente poderíamos vivenciar em nossa realidade), por lógica, ele já é hoje.

Nesta óptica, a ideia de que o hoje não é importante tão somente por ele como objeto em si, mas sim em necessidade direta com o que ainda está por vir (um processo correlacionado, o caminho para o amanhã), perpetuamos silenciosamente o discurso que, desta forma, não necessariamente experimentamos o presente, mas um constante emaranhado de elos entre um caminho percorrido por necessidade (o hoje) e o que disto sairá enquanto almejamos ideologicamente um novo mundo de situações erguidas por este próprio caminho (o amanhã). Trocamos a ordem dos fatos e não percebemos que, cronologicamente – considerando a forma como organizamos o tempo – isto é um erro absurdo. Pela linguagem, conhecemos o conjunto dos acontecimentos na linearidade disposta em passado – > presente – > futuro; ou seja: o passado é o que segue para o presente e o presente é o que segue para o futuro e não o contrário. Ao pensar na estrutura linguística, não podemos mudar isto. Não existe alguma forma de organizarmos uma situação futura sem que ela seja calçada de um passado e presente, não há desconstrução que permita o oposto.

E, por isto, montamos uma visão histórica – através da linguagem – que acaba presa nas dimensões de necessidade da linearidade sequencial dos acontecimentos; se imaginarmos um futuro moldado pelo passado (lembrando que, para o amanhã, o hoje já é passado), praticamente abdicamos de qualquer caminho temporal, alegando que a sequência dos fatos não existe, de modo que repetimos um comportamento cíclico infindável: se o futuro é moldado pelo passado e o amanhã, um dia, não será mais futuro e sim o que já passou, repetimos o que já aconteceu em ritmo de justificar o que acontecerá, em um elo discursivo de que o futuro é um organismo criado antes dele se consolidar como objeto (ou seja, como futuro em si), tendo origem no próprio passado. E, aqui, voltamos a ignorar a necessidade do presente (o hoje), colocando-o em um lapso ilógico daquilo que já fomos e o que queremos ser – ou imaginamos que seremos – uma ponte necessária, porém não tão importante sem o seu antecessor ou o seu predecessor, apenas o “caminho a se trilhar para” = (finalidade futura).

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Ora, afinal, não paramos para pensar no futuro? Não nos pegamos a pensar no que faremos amanhã quando organizarmos uma série de determinadas ações hoje? O seu presente não é vivido enquanto suas ações em si (com começo – meio – fim entre elas) mas, em muitas vezes (e talvez na maioria), realizamos um conglomerado de divagações sobre o que pode vir-a-ser caso o utilizarmos com uma suposta idealização de “atos corretos”, justamente por vislumbrarmos que, assim, garantiremos uma seguridade em um universo futuro, acabando com supostas aleatoriedades oriundas da falta de planejamento do processo. A ideia de que o presente funciona como uma necessidade para algo que é criado em decorrência das ações exercidas nele, inclusive, pode nos abrir duas questões muito importantes e que demonstram argumentos interessantes sobre isso:

– A previsibilidade sobre o futuro pode ser medida como conhecemos o passado e agimos no presente?*

*ideia de que determinadas ações criadas no hoje podem determinar significativamente nos acontecimentos do amanhã.

– A noção de que o futuro é determinado radicalmente pelo que fazemos no hoje (com base no que conhecemos do passado) não é uma contradição lógica e temporal?

Na primeira questão, encontramos um paradoxo para o presente/futuro dos acontecimentos. Se considerarmos que há uma previsibilidade radical no futuro, determinado por nossas ações no presente, poderíamos considerar que o hoje é, de fato, apenas uma ponte sobre o que já aconteceu e o que se repetirá, interpretando que o futuro é necessariamente o fruto do passado – o que já vimos é a influência direta no que ainda veremos – e, através disso, colocamos em cheque a evolução de nós mesmos enquanto espécie (biologicamente e intelectualmente), do nosso universo enquanto realidade, sendo apenas uma constante repetição de passados re-editados e que serão determinantes para mais passados que ainda virão sob uma diferenciação de linguagem no que nos acostumamos a chamar de “futuro”, imaginando que caminhamos de alguma forma para algo que não seja aquilo que já vivenciamos e/ou previmos. Aqui, presente é ponte e futuro não existe: ele já aconteceu antes. Vivemos todos no passado constante.

Na segunda questão (e, reforçada pela primeira, se afirmarmos que “sim”), desmembramos ainda mais um problema de lógica e, principalmente, o que conhecemos sobre a nossa organização do tempo. Se o que vivemos no agora é o que determinará o que virá-a-ser e se nosso agora em algum ponto já veio-a-ser (o hoje já foi um futuro), desconstruímos a necessidade do tempo e da forma como o vemos e organizamos pois, ao invés de vislumbrarmos uma necessidade de diálogo com o futuro, antes de tudo, deveríamos olhar para o passado – o elo determinante do que ainda não aconteceu e, talvez, o único ente temporal realmente criativo, inovador e inesperado, repetindo-se de forma oculta e travestido de constante novidade que não é.

Assim, imaginando as questões 1) como “sim” e 2) como “não”, produzimos um sério debate sobre tudo que, enquanto indivíduos, estamos acostumados a crer. Se somos educados a pensar sobre o futuro, a organização necessária do hoje para podermos usar de base para o amanhã, a ideia de solidificar nosso ideal agora para construirmos situações melhores que ainda virão a acontecer perdem totalmente o significado. De certa forma, ao ignorarmos o presente para reforçarmos a necessidade de imaginarmos o futuro, nesta lógica de raciocínio, apenas apagamos o próprio futuro: se o vir-a-ser é fruto do que já passou, não construir o que já passou acaba contaminando o próprio vir-a-ser. Um passado fraco é, necessariamente, um futuro inexistente – e não o contrário.

Aprofundando esta visão, vemos um complexo de discurso temporal cíclico, acabando com a necessidade do segmento construído em passado – > presente – > futuro e observamos que, talvez, devêssemos discutir uma escala em que passado > presente = futuro, sobretudo se acreditarmos que nos apegamos ao erro de viver “para o amanhã”, enquanto deveríamos nos interrogar se “já não vivemos o amanhã outras vezes?”.

Mas isto tudo é ainda mais grandioso quando conseguimos aplicar esta desconstrução dentro da própria filosofia. Ainda que não percebamos de forma explícita a organização do raciocínio e, principalmente sob a ideia da dialética clássica (ou a “nova dialética” de Hegel), mesmo aqui temos uma construção lógica-temporal clássica e cíclica, mostrando como o passado atua em nossas prospecções futuras até quando não o façamos de maneira forçada: imaginamos a forma dos nossos argumentos expressa na ideia de tese – > antítese – > síntese porque deste jeito aprendemos a elaborar um raciocínio lógico. Vemos aqui que, cronologicamente, ainda aprendemos a nos organizar numa sucessão de fatos futuros ligados ao passado: a síntese só existe porque houve uma antítese, que se organizou em contraponto a uma tese. Nisto, observamos que a tese necessariamente vem antes da antítese e esta, por sua vez, antes da síntese. Ou seja, ao construirmos um argumento sobre a forma da dialética, o que surgirá de novo (a síntese; futuro) é, por força, um fato fruto do que já existiu antes dela mesma (antítese + tese; passado/presente).

Mas este debate não foi construído apenas para apresentar a visão que chamo de “ciclo do passado constante” (embasada no pensamento do Eterno Retorno); quero, através deste texto, mostrar como tentarei aplicar uma série de exercícios em mim mesmo para desconstruir este ciclo, vislumbrando a própria destruição da cronologia na dialética. Vou, então, criar uma série de raciocínios, pequenos textos, pensamentos, divagações ou qualquer tipo de objeto em que eu possa registrar de maneira escrita, fugindo da constante ligada ao passado, argumentando um novo tipo de lógica onde o que será criado não está ligado ao que já foi criado, um projeto onde montarei estruturas heterodoxas, como por exemplo: síntese – > tese – > antítese, ou qualquer grupo organizacional que não preze pela forma como nos ligamos ao mundo no nosso cotidiano.

Creio que estre aprendizado, antes de tudo, visa um lado muito mais pedagógico do que propriamente funcional. Talvez eu não me apresente de maneira lógica mas, além disso, isto serve para discutirmos nossas próprias maneiras de discutir.

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1 – Primeiro Teste (Paradoxo A,B,C):

Passado – Presente – Futuro:

Se algo há de acontecer e, com base nisto, imagino este acontecimento por determinados fatores efetivados no passado, relaciono o combate ao acontecimento no futuro evitando estes mesmos fatores identificados, ainda antes do fato futuro existir. Logo, evito agir no presente porque acredito que, assim, não afetarei meu futuro.

Exemplo: Se (A) – > (B), para evitar (B), então – (A). A inexistência de (A), apresentado por – (A), naturalmente leva a inexistência de (B), apresentado como – (B).

Logo;

(A) – > (B);

– (A) – > – (B);

Como poderá: (A) – > – (B)?

Visualizando o acontecimento (B) como futuro e sua inexistência através de – (B), relacionando-o diretamente com o acontecimento (A), qual a forma controversa de pensamento que causariamos a inexistência do futuro sem o seu passado? A proposta ocorre quando (B), existindo apenas depois de (A), pode existir sem o mesmo, eliminando a ocorrência do passado, no caso, representado por (A)? Como podemos formular um pensamento organizado que englobe uma forma que ele possa existir mas, mesmo com isso, (B) não dependa de uma ordem sequencial de acontecimentos lineares (apresentada por passado – > presente – > futuro)?

Para isto buscamos ainda mais no futuro, entendendo que a ocorrência de (A) e a subsequente ocorrência de (B), logicamente, unidos, geram um novo evento, ainda que apenas hipoteticamente, representado pela criação de algo – mesmo que este algo seja a mais genérica interpretação de que (A) e (B) simplesmente não existem, estão contidos apenas na forma de teoria, um pensamento organizado.

Por isto;

[ (A) – > (B) ]  = (C);

[ – (A) – > – (B) ] = (C)

Mas: [ (A) – > – (B) ] = (C) ?

Imaginemos uma situação onde a origem de (A) não necessariamente influi na origem de (B), logo, o futuro sendo representado por – (B), ainda assim, também conhece o resultado de (C) como a representação do que surge ao imaginarmos ambos. Mesmo que seja uma fórmula com – (B), derivamos a ideia de que (C) nunca pode não-exisitr? Isto porque se (A) – > (B), logicamente compreendemos que (C) é a resposta natural dos acontecimentos; contudo, demoramos a perceber como na inexistência dos dois anteriores – (A,B), ainda assim, há um tipo de existência para (C) por questionarmos o resultado da inexistência. Da mesma forma, na última expressão, ainda que seja (A) e que por sua vez tenhamos como resultado – (B), há a representação de algo, mesmo que não fisicamente, mesmo como forma de negação ( – B é a não-existência), ainda assim, pela formulação da equação e como um dos elementos se mostra disposto a dar sequência teórica ao outro, sim, podemos concordar que, embora sem a possibilidade de uma cronologia lógica, em virtude de quebrarmos o paradigma de sucessão entre (A) – > (B), a não-existência derivada de uma expressão de existência não pode ser encarada como uma negação, mas como uma expressão de (não)+existência, porque embora possa (não)+existir como possibilidade, ainda pode existir como expressão da própria situação: ela existe e não existe ao mesmo tempo.

Ou seja, (A) – > – (B) geram a conclusão sobre algo, que é o paradigma gerado pela criação de um paradoxo: esperávamos que, pelo passado (A), ele chegasse a conclusão futura predeterminada (B)…mas quando isto não ocorre (- (B))? A questão levantada através deste paradoxo, a pergunta “quando isso ocorre?” é, justamente, a conclusão de que, mesmo com a inexistência da correlação entre passado e futuro, não poderíamos escapar de um tipo de futuro. Ou: mesmo que nossas análises de passado fossem erradas para predeterminar nossas ações com busca em uma “modelagem de comportamentos” para definir o futuro, encararíamos o futuro…embora sendo completamente oposto da previsão.

Com isto, podemos dizer que (B) é um elemento completamente irrelevante na equação, assim como o próprio (A)! Isto porque, sendo + ou -, não importa, a expressão gerada por (C) se torna independente dos seus predecessores, mostrando que, embora achemos que (A) – > (B) seja o caminho mais lógico, todos os outros também são possíveis para a criação de (C), até o mais absurdo dos três propósitos ( – (A) – > – (B)).

Mas isto nos põe em confronto com outras questões e, além disso, nos permite outras brincadeiras de formulação ainda mais estranhas.

Consideremos, agora, (C) como o mais independente dos elementos, porque surge invariavelmente com existência e não-existência dos outros que, na teoria, deveriam exercer a função de cria-lo mas não o fazem. Se este (C) é, cronologicamente, a última ponta da linearidade, podemos alegar que ele é o mais distante dos futuros nesta relação. Mesmo que (C) seja presente, aqueles que o precedem devem vir anteriormente e, claro, sendo anteriores a ele, serão sempre mais passado que ele. Desta forma, (C) sendo o mais distante futuro, assim como o mais independente dos elementos, torna-se uma contradição em si. Se o futuro é baseado nas relações do que já passou, como o futuro do futuro pode representar uma noção de distanciamento com o passado? Ele não deveria ser um acontecimento lógico da previsão?

Isto porque, na medida em que percebemos que o futuro só se relaciona com o passado quando vislumbramo-nos como um elemento de correlação, uma criação coletiva nas ações que já fizemos e que, através das próprias ações criarão este ato, quando nos deparamos com o ato do ato, o futuro do futuro, ainda que surreal, ele é completamente abstrato, livre. Neste sentido não conseguimos fazer a previsão da previsão e, quando tentamos julgar os acontecimentos futuros através dos atos passados, não podemos fazer qualquer tipo de análise sobre como poderíamos imaginar o que seria o futuro quando o futuro dos nossos atos imaginados virassem realidade.

Esta métrica fica fácil de ser compreendida quando colocamos um contexto mais plausível, como o universo de uma luta de boxe:

Imagine que um lutador X está lutando contra o adversário Y e X é um exímio boxeador, acostumado a prever situações criadas pelos seus adversários. Nesta luta contra Y, em determinado momento, X percebe que Y esta protegendo as costelas e tenta criar um diagnóstico do que fazer pensando no futuro – vai atacar o adversário naquela região para enfraquece-lo ao ponto de piorar a situação das costelas. Porém, há um problema: se X estiver errado e Y só estiver fingindo o problema nas costelas, X ficará vulnerável ao ataca-lo. Desta forma, X, pensando em como agir no futuro, terá com base duas opções de situações: 1) atacar o adversário e confiar que ele não está fingindo ou 2) não atacar o adversário e confiar que ele está fingindo.

Qualquer que seja a escolha de X, pouco importa, o argumento já está provado antes de acontecer. X não pode pensar além daquela situação, porque sua escolha, determinada em confiança de situações passadas, só pode agir no nível em que o futuro ainda é previsível como ferramenta de criação ideológica para o passado. X não poderia fazer previsões em cima das previsões porque, não só teria um número de possibilidades absurdas, como teria de encarar um fato ainda mais paradoxal: montar possibilidades acima das possibilidades anula o seu poder em controlar o futuro baseado em interpretação do passado, na medida em que as segunda geração de possibilidades estaria baseada na primeira geração de possibilidades e, ambas ainda no campo do futuro, não servem como base de constatação de situações ocorridas, não são passado de fato.

Compreendendo, aqui, o primeiro paradoxo da linearidade cronológica entre passado – > presente – > futuro, encerro a primeira atividade dos meus testes com uma certeza: devemos nos abdicar de sermos tão analíticos quanto ao resultado de nossas ações porque, em teoria, não temos capacidade de raciocínio e nem de compreensão sobre a lógica para podermos eliminar tantas variáveis a ponto de que nossa análise seja relevante. Das duas, só nos resta uma: 1) ou nosso futuro é uma reprise de acontecimentos passados (como dito antes do primeiro teste) e, isto, por sua vez, destrói completamente nossa noção de realidade ou 2) nosso futuro é tão expressamente caótico e gigante que qualquer tentativa de entende-lo é completamente inútil.

Reforçando minha necessidade de compreender a importância do presente, nosso único bem regado à realidade, devemos prestar mais atenção em como lidamos com o que acontece no ato, o agora, ignorando os resultados oriundos disso.

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2 – Segundo Teste (Exercício de interpretação do Paradoxo A,B,C):

Imaginemos agora pequenas ações que podem nos ajudar a compreender como o futuro do futuro (elemento C) é, entre todos, o mais interessante e completo em si:

(A) – Vou sair e ir comer em um restaurante.

(B) – Porque estou em um restaurante (na rua), pessoas me ligaram para fazer outra coisa após (ir em um museu).

(C) – Fui ao museu.

Parece que, aqui, a ordem cronológica dos fatos foi respeitada no argumento sequencial. Mas isto é um erro de interpretação, porque consideramos apenas a ação (ir ao encontro de), ao invés de considerarmos o pensamento como forma de existência. Medimos a resposta (C) como se ela fosse relacionada a (B), mas, ao mudarmos a realidade da história, percebemos que (C) continua existindo em qualquer situação:

(A) – Vou sair e ir comer em um restaurante, mas depois vou voltar para casa não importa o que aconteça.

(B) – Porque estou em um restaurante (na rua), pessoas me ligaram para fazer outra coisa após (ir em um museu).

(C) – Não fui ao museu.

Percebe-se que, como teoria, o ato (C) não deve ser relacionado à realização material de uma ação (ir ao encontro de) mas, sim, ao fato de que a não-existência (de relação ou de objetos) gera, também, uma resposta a algo, ainda que este algo seja uma completa falta de qualquer coisa: não fazer, não se encontrar, não existir. Há um mito, aqui: a não-existência não é um conjunto vazio de coisas, um vácuo existencial, mas apenas a representação contraria a alguma coisa – no caso, a existência. Porém, paradoxalmente, a não-existência existe!

Prova disto é o fato de que temos um significante para determina-la (n+ã+o+e+x+i+s+t+ê+n+c+i+a) e este mesmo significante serve como uma representação material de existência da não-existência.

Desta forma, como no exemplo, “não ir ao museu” ou “ir ao museu” é indiferente, mas sim o fato de que o ato (C) existe, sim, em qualquer uma das formas: com a relação de ato (A) e (B), com a existência de apenas um dos dois, ou com a inexistência total da relação.

Mas, até aqui, estamos seguindo a linearidade temporal da situação; enquanto imaginamos tudo, imaginamos em uma idéia sequencial de fato: (A) vai para (B) que gera (C)…mas como podemos desconstruir ainda mais isso?

Se (C) é o organismo mais liberal da situação e, por esta razão, embora criado pelos seus antecessores, não necessita da existência de nenhum dos dois, ele poderia também desrespeitar a cronologia dos acontecimentos e se sobrepor antes mesmo da existência de (A) e (B)? Algo como:

C = [ (A) – > (B) ]

Voltemos ao exemplo do começo do argumento, encarando o universo das situações com esta lógica:

(C) – Fui ao museu.

(A) – Fui sair para comer em um restaurante.

(B) – Porque estou em um restaurante (na rua), pessoas me ligaram para fazer outra coisa após (ir ao museu).

[ Mas eu já fui ao museu, antecedendo (C)]

Logo:

(D) – Sugeri outra coisa.

Por isto, percebemos que, ao mudar a cronologia das coisas, não apenas adiantamos o mais livre dos elementos – (C) – como também criamos uma nova proposição, no caso, o elemento (D) que, agora, passa a ser o resultado de ( A + B ). Ficando assim:

C – > [ (A) – > (B) ] = D

A antecipação do último dos elementos, o futuro do futuro, não só cria uma outra realdiade como também aprofunda o paradoxo temporal de maneira ainda mais curiosa. Se o colocarmos no primeiro dos passados, dado o seu fator de liberdade extrema, montamos uma equação onde o universo ainda comporta a previsibilidade de todas as ações dispostas mas, além disso, permite a criação de outro elemento (D).

A sobreposição de futuros colocando-os de forma passada gera um mundo de novas possibilidades e, não só isto, um ciclo de novidades infinito. Assim como vemos (D) como o novo elemento, poderíamos adianta-lo, também, criando outra posição em (E) e assim por diante ad infinitum.

E o que isto nos diz? Exatamente o contrário do que relativizamos no cotidiano.

Enquanto fazemos a estruturação de nossa vida linear (“se eu fizer A, acontece B/ se eu não fizer A, não acontece B”) podemos perceber um universo ainda mais encantador e inovador quando, ao invés da linearidade da previsão, tentamos sobrepor a relação de futuros distantes de maneira caótica, ampliando o significado do ciclo de reações para uma dinâmica criativa ainda mais interessante. Repetir o futuro com um controle dado por uma representação de elementos seguros torna a possibilidade de um futuro inovador limitado, enquanto a tratativa de tentar desalinhar elementos que, de certa forma, inseririam-se em uma lógica cronológica-linear, é algo completamente mais interessante.

Mas, aqui, tanto em teste 1 e teste 2, estamos discutindo um campo de materialização de situações. E se levássemos esta lógica a outros meios ainda mais complexos, como a discussão de linguagem?

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3 – Terceiro Teste (A discussão de linguagem em C,A,B,D):

Imaginemos o uso da dialética – não no sentido mais literal, clássico, mas como exploração de ideias através de diálogos de contrapontos – como forma de embasamento argumentativo. Para isto, vou aplicar um exemplo simples:

(A) – A justiça é um conjunto de regras formalizadas com o ideal de estabelecermos estruturas de convívio sociais iguais para seres diferentes.

(B) – Desta forma, é precismo que, para a justiça ter seu valor moral, seja considerada igualmente valorosa por todos os membros da sociedade, ainda que estes se percebam como pessoas diferentes.

(C) – Caso o contrário, quando não existindo desta forma, a justiça passa apenas a ser um conjunto emaranhado de documentos escritos sem autoridade, exercendo influência diferente a quem bem interessar o seu uso.

Notem que, ao seguir a óptica do discurso de figuração sobre a importância da conduta através do que conhecemos ou imaginamos como “justiça”, pretendi dar forma sequencial ao argumento: (A) leva a (B) que é concluído por (C) – este, tendo força tanto para (A) quanto para (B), sendo o elemento mais independente do discurso, porém formado por seus antecessores.

Agora, vou, com o uso dos mesmos, reordena-los tentando dar sentido novo ao argumento, desorganizando sequencialmente a cronologia do debate para, disto, extrair o valor (D), fruto do caos cronológico.

(C) – A justiça, quando exercendo diferente influência por diferentes indivíduos da sociedade, passa a ser apenas um conjunto emaranhado de documentos sem valor.

(A) – Desta forma, é preciso que, para ser validada, a justiça seja igualitária.

(B) – Sendo realmente igualitária, todos a perceberão assim.

(D) – Com isto, podemos argumentar que o maior processo de justiça não se dá no âmbito da elaboração ou execução das leis, mas sim na percepção social da mesma pelos indivíduos que fazem uso dela.

Ao mudar a ordem dos fatores, além de desconstruir a cronologia sequencial, já na primeira vista observamos um efeito interessante. Este efeito é a anulação, o entrave que a sequência temporal nos apresenta quando observamos a argumentação de uma lógica de formas que se seguem; no exemplo 1, quando elaboramos o pensamento, acabamos argumentando em um propósito mais explicativo, justamente pela necessidade de contextualizarmos dentro de uma ordem temporal como as coisas se seguem; temos de explicar (A), para explicar (B), que dá sequência a (C) e, nisto, todos acabam muito concisos, porém pouco exploratórios. Notemos que (B) e (C) são complementares, acompanham a trilha da lógica, porém, muito parecidos.

Quando mudamos a ordem cronológica e, com isto, colocamos (C) antes de todos ( (C), afinal, é o produto de (A) + (B) ), percebemos que, de certa forma, como no exercício anterior, mostramos que (A) + (B) são menores, quase irrelevantes e, sendo isto, comprimidos com a apresentação de (C). Em virtude deste esquema, notamos que (A) acaba funcionando como um complemento menor, enquanto (B) quase some de sua função, apenas servindo de embasamento para o novo fator, a inclusão de (D) que, como era esperado, não só surge como resultado lógico mas, além disto, apresenta uma nova concepção dentro do argumento, elaborando uma ideia inovadora e muito mais aprofundada dentre seus antecessores ainda “crus”.

Testemos outro exemplo:

(A) – Precisamos todos ser indivíduos bons. A virtude do homem está no bem.

(B) – E, para sermos considerados bons, temos de interpretar o que é “o bem”, sobre um conjunto de preceitos positivos para encontrarmos um caminho mais lógico e racional entre as necessidades do homem que formem este conceito.

(C) – Isto porque, através da racionalidade e lógica, compreendemos que encontramos a chave para discutir nosso próprio intelecto e, por ele, formalizar as ideias mais adequadas para compreender o significado de “o bem”.

Invertendo:

(C) – O intelecto é a forma de discutirmos e racionalizarmos conceitos lógicos para, através deles, termos capacidade de debatermos e compreendermos temas complexos como “o bem” e a virtude de exerce-lo.

(A) – Isto porque é importante para nós, homens, discutirmos e formalizarmos uma ideia supostamente positiva a se seguir, o esteriótipo de sermos “homens bons” com um caminho de certeza sobre onde devemos chegar.

(B) – Mas, para isto, precisamos ter “certeza da certeza”.

(D) – Em relação a isto, podemos dizer que “a virtude do homem é compreender seu intelecto”.

Reparemos que, aqui, mais uma vez, quando utilizamos (C) antes de seus criadores, este, por sua vez, passa a ser ideia singular, quase que eliminando a necessidade de ambos, formando uma equação que pode ser apresentada como:

[C(A +B)] + (D) = (?)

Sendo estritamente inovadores as fórmulas ligadas ao futuro do futuro, (C) e (D) quando (A) e (B) se tornam organismos obsoletos, quase repetitivos em si.

Mas é importante compreender que, dentro deste processo – principalmente quando estamos lidando apenas com linguagem pura – (C) só pode ser compreendido como “causa futura” quando, ironicamente, já existiu no passado. Digo isto porque precisamos formalizar a equação da cronologia-temporal padrão para, através dela, recuarmos (C) ao primeiro elemento do processo, mais ou menos como se funcionasse da seguinte forma:

X { A – > B – >C} + Y { C – > A – > B } = [C (A+B)] + (D) = (?)

Compreendendo que o conjunto X é a sequência de acontecimentos da lógica cronológica-temporal padrão, enquanto o conjunto Y é a lógica predispondo (C) antes de (A) e (B) e só através desta junção é que, de fato, teremos a equação final onde surge (D).

Isto porque só podemos utilizar (C) na linguagem – o futuro do futuro – como antecessor quando, claro, sabemos do que ele se trata e, aqui, em forma de discurso, sendo necessária a constatação do objeto que estamos falando. Por isto, é INDISPENSÁVEL apresentarmos a situação do conjunto X para compreendermos a simetria dos acontecimentos e, desconstruindo-os, adiantarmos e modificarmos a cronologia dos atos, colocando (C) – antigamente como futuro – agora como criador do tempo, sendo ele o primeiro dos atos e, de certa forma, ceifando a necessidade dos que o formaram, jogando com a possibilidade de um complemento a altura de sua complexidade e gerando (D).

Mas, aqui, encerrando o que quis ao desconstruir a linguagem, é interessante percebermos como a equação dos conjuntos nos apresenta um outro paradigma ainda mais curioso, que pretendo tratar no próximo teste, naquilo que vou chamar de “o macrocosmos dos conjuntos de linguagem”.

Wittgenstein1

4 – Quarto Teste (A linguagem como forma de conflito e não-existência):

X { A – > B – >C} + Y { C – > A – > B } = [C(A+B)] + (D) = (?)

Ao apresentar este teorema no outro teste e argumentar sobre a necessidade da divisão de conjuntos em formas, alegando que (C) só pode, no conjunto {Y}, ser precedente do argumento que faz seu passado quando antes já o apresentamos como futuro anteriormente. Por isto, é necessário e até paradoxal que, para mudar (C) na ordem de sua composição e desmembrar a sequencialidade lógica, antes, precisamos de fato da sequência sem a forma de contestação. Isto porque, se víssemos apenas o conjunto {Y}, claro, (C) apenas estaria a frente dos outros elementos, sem cumprir um caráter de mudança. Só podemos visualizar a quebra da cronologia quando apresentamos a sua forma original e, neste caso, os segmentos que deram função a (C), ou seja (A+B), em comparação com a nova lógica onde o futuro é, de fato, o passado.

Porém, não é o paradoxo acima (a nova ordem só pode existir quando apresentamos a antiga ordem?) que me veio a continuar com os testes, mas sim um outro paradoxo posterior a isto: se analisarmos tanto conjunto {Y} quanto conjunto {X}, podemos perceber que, de certa forma, a função de ambos é parecida – senão igual – a que antes foi (A) e (B). Aqui, levanto uma questão que eu mesmo não saberia, ainda, responder dentro da realidade: tanto (A) quanto (B) podem ser o microcosmos pertencente aos seus respectivos macrocosmos?

E é por isto que apresento o que chamo de “macrocosmos do conjunto de linguagem”, teorizando que, sim, de fato, quando percebemos (A) e (B) já do lado exterior ao que víamos, ora dentro de {Y} ou {X}, este é um processo cíclico que se encontra em um novo teorema:

Co {X,Y} = X { A – > B – >C} + Y { C – > A – > B } = [C(A+B)] + (D) = (?)

Basicamente, Conjunto Macro (apresentado por Co {X,Y}) é exatamente igual a tudo aquilo que acabamos de ver. Porém, o mais interessante disso é que estaríamos abertos a possibilidade de:

Co {X,Y} + Co {W,Z} = (?)

É justamente neste ponto que, ciclicamente, nos prendemos ao propósito de que, talvez, hajam infinitos macrocosmos de linguagem e, dentro deles, cada qual podemos “navegar” livremente, utilizando de embasamento cronológico comum, ou, como mostrei, desconstruindo sua sequência.

Neste ponto, Hegel já havia discutido isto em sua dialética cíclica; porém, pelo que podemos compreender de suas leituras, a análise de Hegel se prende ao fator macrocósmico, já com a visão de unidades fechadas, onde a formação de teses e antíteses se dá na apresentação de argumentos sequenciais dentro de uma cronologia hierárquica. Claro, Hegel em nenhum momento estava errado e, muito pelo contrário, ao apresentar o ciclo infinito da percepção de constantes sínteses, nos trouxe exatamente aquilo que eu digo, porém no campo macrocósmico que, para mim, se mostra uma grande contradição: se há desconstrução e construção e, ambas cíclicas e infinitas, poderíamos alegar que, por isso, o padrão de formação da linguagem é, na verdade, a ideia de um (não) padrão?

Quando nos deparamos com o propósito de que, talvez, nos peguemos na visão de que uma organização argumentativa necessita do conflito e que este conflito deve e merece ser conflitado, mas que o que se gera de ambos, o fruto do conflito, também é a formação de um novo conflito (e não razão absoluta) e este, por sua vez, entrará em novos conflitos sucessivamente, percebemos que a construção do que conhecemos, as paredes morais da nossa capacidade de argumentos se baseiam sempre na desconstrução destes mesmos argumentos.

Por esta via, o que nos importa na linguagem talvez não seja nem a linguagem em si – na medida em que, quando é nos apresentada dura e sem perspectivas, apenas figura como projeção da necessidade de expressarmos a realidade – mas sim o fato de que, dentro desta própria linguagem, quando reunida e organizada numa forma concisa de argumentos, há um conflito de negação dela própria, de modo que ela passa a existir não apenas para exercermos a figuração da realidade mas, justamente, para combatermos a figuração de realidade proposta por outras figurações. Isto porque, se conflituosa e cíclica, a dialética como conhecemos, uma eterna força de provar que (A+B) = (C) é, na verdade C = (A-B), entendendo que estamos, sempre, em um constante movimento de fluxos de ideais, onde aquilo que expressamos através da própria linguagem nasce apenas como motivo para, futuramente, argumentarmos o contrário de si.

É nesta visão de lados opostos onde percebemos a linguagem como criadora, mas também mediadora de conflitos. Se é através de diferentes significados para um mesmo significante que podemos embasar, basicamente, todos os conflitos humanos, é por esta mesma linguagem que podemos perceber que se nascem todas as formas de acabar com estes mesmos conflitos. Interpretativamente poderíamos, inclusive, dizer que a linguagem é, antes de tudo, um grande conflito de (não) existência e nada além disso. A grande luta não pelo que se mostra dentro da realidade, mas por tudo aquilo que queremos aparar durante esta realidade para, com isto, modifica-la e/ou contrapô-la dentro de um universo de constantes e novas interpretações, oriundas deste eterno conflito.

E, se a linguagem é a luta de (não) existência, aqui, querendo brincar com meu método de desconstrução cronológico, vou me propor um novo teste.

ling

5 – Quinto Teste (A linguagem importa quando não existe):

Aplicação A,B,C –

(A) – A linguagem, embora existente, não retrata a si. A linguagem é um constante processo de fortalecimento de (não) existência.

(B) – Isto porque, através da dialética, expressamos uma construção de ideia e seu contraponto natural. A formação do argumento, por sua vez, se baseia no campo do conflito: apresentamos uma proposta e, logo após, combatemos esta proposta.

(C) – Neste conflito, podemos dizer que a síntese é, na verdade, um eterno ciclo de linguagem combatendo ela mesma e, por isto, a linguagem é formada não campo da negação de existência.

Aplicação C,A,B e D – 

(C) – A síntese é um conflito de valores da linguagem, o eterno combate entre dois pontos divergentes se contrapondo e, por esta razão, a forma como argumentamos se provando na ideia de que a linguagem combate a si mesma.

(A) – Por isto, como combate de si, a linguagem é um processo de (não) existência: ela combate o que ela mesmo pretende formar.

(B) – E, se conflituosa, contraponto natural, nossa linguagem dualista é naturalmente contraditória.

(D) – Porque, ao mesmo tempo que tenta existir, forma-se como um processo auto-fagocitante: combate o que já existe na forma de dar propriedades a nega-lo. Desta forma, nossa linguagem é importante como processo, não como resultado; o que resta da linguagem é tudo aquilo que não se expressa (a não existência) e não aquilo que se expressa; o que se expressa pode e deve ser combatido, contra-argumentado e, por isto, é ferramenta para fortalecer o propósito de que a linguagem é uma constante destruição de formalizações que ela mesma cria. A linguagem importa por tudo aquilo que não existe…ainda!

E é isto, galerinha. Encerro meu pensamento aqui. É longo e, como disse, já verifiquei alguns erros. Porém, pretendo afinar alguns conceitos e seguir no propósito deste(s) teste(s), aplicando-os a outras coisas. Conforme for criando mais material, vou postando aqui!

Boa noite!

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