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Que la chupen y que la sigan chupando

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O que tem de mãe Diná que deve estar enfiando o dedo no cu e tentando rasgar a toba, hoje, é incontável. Tentaram durante toda Copa prever o futuro, indagar o que não sabiam e tomaram bonitinho no rabo. O que não falta é escroto tentando dar de pajé – muito cacique pra pouco índio, como sempre – um mar de animais que bradou a certeza: o fim do que nem havia começado. Neguinho cantando a morte anunciada antes mesmo de ocorrer, jornalistinha de araque que afirmou o encerramento da seleção ainda na fase de grupos, antes mesmo de jogar. Não faltou pregação ideológica, podem criticar os evangélicos, mas foram iguais ou piores que eles; o que mais a gente viu nesta semana foram os pastores do saber, o clássico “Felipão é obsoleto, não sabe treinar!‘; “Thiago Silva chorou, tá abalado!”;“A seleção tá nervosa, todo mundo está descontrolado!”; pode pegar aí e somar, sobrou especialista de ocasião. Alias, nunca falta especialista. Jornalista esportivo é formado em tudo: é médico, psicólogo, técnico, presidente, gênio infalível. Nunca erra sobre nada.

Esta é a profissão mais fácil do mundo, falar merda com toda certeza e garantir que ninguém tenha direito de impedir; isto se chama “liberdade de expressão”. Esta nomenclatura criou o pior tipo de ser humano, aquele animal ingrato, infeliz e rancoroso, que ganha a alcunha de profissional do esporte. Este ser é um limbo de nada, não entende de bola e tampouco de jornalismo. Fica naquele meio termo clássico, em que não é um nem outro, mas se garante falando que é os dois. Na realidade, não entende um tiquinho que o dignifique de ficar na profissão que lhe cabe. Nunca admite o erro e, quando erra, tenta disfarçar. Por sinal, o jornalista esportivo só erra. Erra porque é um amargo ridículo, imperdoável, é ainda pior que programas como o do Datena. O jornalista esportivo vive de crise, de intriga e de fofoca. Falem do “jornalismo de sangue” que o próprio Datena faz, falem, porque o jornalista esportivo é pior do que isto, é o ser mais baixo do mundo.

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Para garantir o sucesso, este animal ingrato vende a alma. Fala tanta merda que nem Deus, onipresente e onipotente, consegue acompanhar. Se prostitui para constituir o personagem e, garantido na liberdade de expressão, forma o cu virado do avesso: eis o que é esta profissão – o responsável por criar merda sem fim e só isso, como um belo reto funcional. A finalidade deste calhorda é aparecer, tem um papel mais insuportável de todos mas jura que é modelo, melhor que Gisele Bundchen. A fórmula mágica para o sucesso nesta profissão sempre foi esta, um grande ator de circo que pinta a cara e jura que não é palhaço, mas o dono de todo espetáculo.

Esta semana aguentamos as maiores merdas do mundo. De praxe, como sempre, quando se faz algo que não agrada a cartilha, é mister ouvir as reclamações insensatas. E não foi diferente; todo mundo ouviu muito mais do que deveria. Condenaram ao fim, falaram que a cabeça não entra em campo, queriam tirar até a braçadeira do capitão – que hoje fez gol, abriu o placar e garantiu a vitória – e já estavam tramando contra o técnico, inclusive, tentando armar o circo, com lona e tudo, alegando que ele se revoltou contra alguém do elenco que ninguém sabe exatamente quem é, ou sequer existe. Teve malandrinho ai de franja pro lado e pregando sermão em grande rede que disse, com a maior cara de pau, que não importava a vitória – mas sim a seleção agradar os conceitos deste próprio malandrinho. Já viu o drama, né? Imagina que agora a seleção brasileira joga pra agradar uma entidade, aquele lixo conhecido como jornalista esportivo, que julga estar acima do bem e do mal e, óbvio, como bom Deus que jura ser, deve aprovar o trabalho do nosso técnico. Chorem, chorem, chorem. Chorem todos, Felipão é maior que vocês!

Este inimigo da paz e do bom-senso não é de agora, afinal, quem você pinta como campeão da Copa? Holanda, não é? Pois então, lá no país deles, Van Gaal é contestado, tal qual Felipão aqui. Assim como Van Gaal, muita gente já ouviu, como o próprio Low na Alemanha, como Dunga em 2010, como Maradona na Argentina; a função deste ser é igual um câncer, o jornalismo esportivo cria a metástase e se espalha pelo organismo, no caso, a Terra, gerando um ódio imbecil em qualquer lugar do planeta, onde alguém esteja disposto a (não) aturá-lo. Não há técnico bom o suficiente para esta corja, nem time que jogue bola, nada, absolutamente nada importa. Mesmo se o time ganha é feio, não agrada o padrão desta gente. TODOS os times do planeta jogam mal e, claro, quem sabe escalar são eles, os jornalistas esportivos, que uma semana atrás estavam dando a Inglaterra como campeã da Copa (tomaram no rabo, novamente e como sempre) e agora inventam desculpas para ter errado miseravelmente.

Eu nunca vi profissão tão fácil, fanfarrona, que não tem nenhum tipo de compromisso com a realidade. Sabe aquele escritor que fala de bruxos e duendes? Pois é, ele é tão “não-ficcional” quanto o jornalista esportivo que, por pouco, também não acredita em duendes. Num mundo de fantasia e maluquice este cidadão vive criando contos e fábulas e cagadas monumentais, que só fazem sentido na cabeça dele. É um mundo de mentiras e egoísta, só quem é tão maluco quanto ele que é capaz de entender tudo o que se passa ali. Esta é a forma mais barata e mais baixa de escrever bosta e fingir pretensiosamente que entende algo que não entende. Você já falou sobre a sua árvore de Natal na televisão e como ela é mágica pra você? Pois é, o jornalista esportivo faz isto todo dia mas, diferente do que você pensa, chama isto de “reportagem”. Qualquer merda é reportagem pra ele: traição de mulher, a criança que tem cabelo parecido com o jogador e, principalmente, coisas que ele não entende… como futebol. Adora opinar sobre esquema tático, sobre atletas, sobre psicólogos, sobre tudo. Como eu disse, ele se julga um Deus – mas sem a parte de ser Deus.

Aguentar todo dia este acúmulo de besteiras cansa, desgasta e, mesmo eu, espectador, me sinto ofendido. Imagina como funciona para o jogador de um time, ou da seleção, que tem de ver seu rosto estampado diariamente na capa de um periódico estúpido, para sustentar o vampirismo de um indivíduo sanguessuga como é o jornalista esportivo. Na cabeça deste cara, que se julga profissional, ofender não ofende ninguém: se o jogador se sente ofendido, sim, meus amigos, a culpa é do jogador. O jornalista esportivo, como um vampiro, se julga imortal (mas é apenas imoral). Suga os outros mas nunca é culpado por isto, escapa num limbo de legalidades e jurismos e garante que sempre esteja certo. Essa gente nunca erra! Errar é para humanos, mas eles não são humanos.

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A desgraça do vampiro é a mesma deles, amaldiçoados, nunca serão gente de fato. O jornalista esportivo é quase um zumbi, um chupador em busca de garantir o seu meio, mesmo que isto foda com a vida de alguém, o importante é a sobrevivência. Sobreviver é um termo estranho, vago, mas que eles entendem. Erram tanto e continuam, aí, existindo na miséria alheia. Condenam tanto e continuam sem ninguém condená-los. Julgam tanto e continuam sem nenhum tipo de julgamento. Como boa maldição, estes corpos que prezam por fazer o jornalismo esportivo são exatamente isto, nada mais do que almas vazias e sem sentido aparente. A vida já dói para eles, ao natural, porque não existe nenhum tipo de vida além da grande mentira que é esta profissão. A mentira como aliada, coitados, permite que eles acreditem no que escrevem. E se só escrevem bosta, não faz nenhum sentido – além da própria besteira escrita – acreditar nas asneiras publicadas.

E eu continuo rindo do jornalista esportivo porque, no final, há há, o Brasil passou novamente de fase. Passou bem e, em mais um erro fatal desta profissão medíocre, avançou como eles tanto não queriam. Condenaram, criticaram, afundaram, só isto que fizeram na semana, dando a Colômbia como franca favorita. E no que mais erraram? Em tudo. Estes camaradas não acertaram em nada. Tentaram afundar a seleção antes mesmo de jogar e, o mundo é justo, falharam novamente. E agora, o que resta? Secaram antes e continuarão secando agora, contra o próximo adversário, quem quer que seja. Se antes era a desculpa do entrosamento, agora a desculpa é a falta de Neymar – porque não há lógica vencer sem ele. O jornalista esportivo sempre encontra uma justificativa pra chorar e vai continuar chorando, pois é o chorão nato; como diria Nelson Rodrigues, Ora, o jornal precisa saber se o sujeito vai torcer contra ou a favor do Brasil. Dirão os idiotas da objetividade: — “Ninguém torce contra o Brasil.” Doce e ledo engano. Há os que torcem contra e babam na gravata, de puro deleite, na hipótese da derrota. É o sujeito que não acredita no Brasil, nem deseja a sua vitória, não pode viajar até o MéierEste é o resumo do que aturamos o dia inteiro: babaquice sem fim de todas as formas; queimaram o Brasil contra todos adversários até agora, mas não conseguiram parar a seleção, ainda bem, porque a boca podre dos jornalistas não vale um por cento do futebol jogado em campo; erraram e não admitem, continuam inventando as mais esdrúxulas causas para tentar encher o saco e torcer pro adversário. E continuam babando na gravata, todo dia, sem parar. E que resta pra nós? Citar nosso amigo Maradona que, melhor que ninguém, traduziu o que todos deveriam falar faz tempos:

Vamos!

 

 

 

 

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