Não é ninguém, é o babaca

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PADEIRO

O que faz um vereador, afinal? Merda nenhuma? Não trabalha, não produz, não resolve. Nada. Só está lá para somar dívidas. Dívidas tributárias, que nós – cidadãos – pagamos. É o emprego mais inútil do mundo. Ficar com a bunda no escritório a ver navios e de papo pro ar todo mundo sabe fazer; até eu sei. Então, o que qualifica um vereador para não fazer nada e receber por isto?

Eu poderia muito bem começar meu texto assim e ser verdadeiro. Para 99% da população, quiçá, o emprego do vereador é insignificante. Um total desperdício. E, de certa forma, a população está certa; eu mesmo, que tive contato com (bons) vereadores, sei que são raros. Mas, mesmo que raros, eu não me atrevo a diminuir a classe. Reconheço que, embora a crítica, ainda assim, dentro do nosso sistema político, os vereadores são figuras importantes. Muito importantes, afinal, o bem estar dos projetos municipais depende deles. Vereadores, mesmo que poucos bons, são vereadores; não são vagabundos, nem inúteis, pois seu serviço é de fundamental importância. Mesmo que você não saiba o que ele faz, mesmo que eu também não soubesse, vereadores importam. Como garis, ou como jardineiros. Tudo igual, tudo empregado, não é? Talvez. Nem sempre. Nunca. Nossa condição social mostra, mais uma vez, que há empregos e empregos, cargos e cargos, pessoas e pessoas.

O texto de Rubem Braga, aí no início do post, sabe bem disto; ou uma antiga postagem minha, lá dos primórdios do blog (quando eu ainda escrevia bem menos e pior) também já dizia isto. “Não é ninguém, é o padeiro”, porque, como a cartilha da profissão o manda, um padeiro nunca será alguém importante. Assim como o padeiro que não é ninguém, garis também não são, jardineiros também não, ou pobres, ou todo mundo que não se adequar ao sistema social que vivemos. Uma sociedade formada, embasada e criada por “ninguéns”. Ninguém de todos os lados, na rua, nos ônibus, na fila do banco, morrendo toda hora; o que mais vemos e convivemos são com os “ninguéns” de Rubem Braga. Não só o padeiro mas, praticamente, todos aqueles serviços cotidianos que vemos por aí e alguém o faz sem algum tipo de glorificação; os serviços braçais principalmente.

Passa o ano, vira o mês, muda a década e continuamos iguais. Moldados sob uma sociedade exclusivamente de ofício. Somos medidos por aquilo que fazemos – e dos bens (objetos) que colhemos por isto – não por quem somos enquanto indivíduos. Quantas vezes você já ouviu a famosa frase “ele é uma pessoa de bem, trabalhador…”, ou a variação “este aí está feito na vida, tem futuro, arranjou um ótimo emprego”? Eu já ouvi várias vezes. Estas frases, embora simples, exemplificam o pensamento que somos acostumados a incorporar no nosso cotidiano, onde o julgamento através do trabalho, o emprego que o indivíduo carrega, é o fruto de sua existência. Se o cara tá bem empregado, beleza, então ele tem futuro, ou automaticamente vira uma “pessoa de bem”, seja lá o que isto queira significar. E é por estas e outras que, através deste pensamento, perpetuamos atitudes como:

Quando vemos estas imagens, claro, pelo seu caráter explícito, nos parece algo chocante. No entanto, não deveria. Quando vimos Bóris Casoy ofendendo os garis ao vivo no jornal, ou quando vimos o vereador Sandro Coelho ofendendo um jardineiro em uma sessão da câmara de vereadores, nos brilhou o sentimento de revolta. O sentimento de que, evidentemente, eram atitudes erradas, fora do comum e, por isto, deveriam ser punidas exemplarmente; Casoy deveria ser afastado, o Vereador também, não é? Esta questão é apenas meio certa. Meio certa porque eles deveriam ser punidos, claro, e por motivos óbvios, estes dois babacas deveriam desaparecer do universo e cair em esquecimento, morrendo na solidão. Meio errada porque esta questão não é um fato isolado e, por isto, não deveria ser tratada com estranheza e muito menos com choque.

O que estes dois animais fizeram não é um sentimento de dois animais sozinhos e solitários, não, mas de uma representação social muito comum. É a nossa sociedade de “ninguéns” vomitando na nossa cara, onde para ser alguém, lógico, o indivíduo tem de ser obrigatoriamente bem empregado, para poder colher os frutos materiais do suor da labuta – e que só isto é importante para construir um grande homem. A representação do emprego, para nós, é uma alegoria. Alegoria porque ele não é só o que deveria ser – um meio de gerar renda – mas repleto de significados ocultos. Desde a nossa postura social, onde a importância do emprego pode moldar um caráter (“ele é uma pessoa de bem”), assim como a imagem do cidadão, a conduta de certeza ao abrigar um posto hierárquico superior nos faz por si só perceber que, quanto mais exponencialmente importante for seu trabalho, mais “gente” você é na sociedade. Exemplo disso, nos últimos anos, foi o grande mito Eike Batista; ninguém se importava muito com os benefícios fiscais que o cidadão recebia, ou o fato dele ter construído fortunas em cima de informações privilegiadas obtidas pelo seu pai (ex-ministro), assim como ninguém ligava muito para as licitações duvidosas que ele ganhou, enfim, nada disto era o mote para discussão. Estabelecíamos o patamar de que, para o Eike “chegar onde chegou”, era lógico que ele deveria trilhar um tortuoso caminho, cheio de sacrifícios e martírios porque, afinal, o significado do “grande emprego” é, em muitas vezes, a imagem do herói, do cidadão semi-deus, aquele que está acima do bem e do mal e, para ser o que é – um destacado social – não pode cumprir com as mazelas que os outros mortais cumprem, como a legislação, ou a moral dos homens. Eike Batista não era Eike, mas um mito. Um mito que nos move todos os dias, mesmo que Eike não tenha mais relevância, mas que continua sendo lenda. A história do cidadão que, por batalhas e sacrifícios, depois de lutas, derrotas e vitórias, sofreu no mundo mas encontrou a bonança. A bonança social que, no final, é o emprego. O emprego dos sonhos. Não importa o que ele fez, o que se ignorou no trajeto, ou o que sucedeu para ele alcançar o que alcançou. Ele era um babaca, um grande otário? Você não sabe e eu também não sei, isto não importa; mas ele tinha um ótimo emprego…e pelo emprego vale tudo. Para ser alguém vale tudo.

É evidente que, para este mito ter sentido, claro, precisamos garantir uma coisa: poucos possam cumpri-lo. Se todo mundo pudesse ser herói, ninguém seria herói. Então, pela lógica da exclusividade, quando percebemos esta condição, também, conseguimos correlacionar um outro fato: os “ninguéns” reforçam os “alguéns”. Ou, como diria Zizek, “o rei só rei porque assim os súditos o percebem”. E nisto construímos nossas injustiças. Injustiça porque não estamos livres de ser Bóris Casoy nos nossos dias e, como eu disse, é um comportamento muito mais comum do que pensamos. Quantas vezes, por exemplo, não vimos alguém gritar com um vendedor de loja (por um problema que muitas vezes nem é culpa do vendedor) e se calar para o gerente da mesma loja? Quantas vezes não destratamos o garçom do bar por motivos completamente fúteis, na nossa ânsia de padrões surreais de bom atendimento? Quantas vezes não brigamos e/ou xingamos funcionários que estão visivelmente cumprindo ordens, quando deveríamos falar com superiores – mas não o fazemos – por simples acomodação em destratar alguém em uma situação inferior? Pois é. Somos todos um pouco vereador.

Quando vimos Bóris Casoy fazendo, ficamos chocados. Assim como chocou o caso do vereador (e que, inclusive, me motivou a fazer este post), mas, para o bem da verdade, estes casos não são exclusividade. Não são nem espaçados. Estão presentes na nossa condição de destratar os outros, diminuindo quem julgamos inferior a nós e louvando quem é superior. Tudo isto, claro, impulsionado pelo cargo prestado. Da mesma forma que discutimos com vendedores e call-centers – afinal, eles não são ninguém – nos curvamos ao falar com um sujeito de terno e gravata, porque automaticamente o imaginamos como “alguém importante”. Somos uma sociedade de “doutores” onde ninguém prestou doutorado, simplesmente porque o significado imagético de um cargo (e a sua vestimenta) fala mais alto que a importância do indivíduo. Prova disto foi o causo recente do desembargador que humilhou um garçom em um restaurante do Rio Grande do Norte:

Na cabeça do cidadão, ele estava correto. Como juiz, afinal, acima da condição do bem e do mal, antes de tudo, ele possui um cargo. Cargo importante, heroico e que, por si só, lhe dá benefícios, privilégios que os outros mortais não adquirem. Estres privilégios, por sua vez, são o que são. Ele não é um ser humano como eu ou você, um ninguém, mas uma “autoridade”. E, como autoridade, sim, o tratamento há de ser diferenciado! O que pensa um garçom, um ninguém qualquer, que não percebeu a importância de tratar um desembargador acima dos outros? O mito do emprego, aqui, fica claro. A própria importância que concedemos a juízes e “doutores da lei” garante o sentimento do semi-deus, a criatura exclusiva que age, fala e se propõe a ser um indivíduo mitológico acima dos mortais, dos “ninguém” que o cercam. E, por isto, um copo de água vira caso de guerra, motivo para usar seu cargo e alegar: eu posso te prender! Eu SOU a lei!

Propagamos esta realidade para nossa condição urbana, onde deixamos claro que, na nossa megalomania egocêntrica, há pessoas “abaixo” de nós e pessoas “acima” de nós. Por que, afinal? O que faz alguém pior ou melhor do que você só porque ocupa um ofício melhor? Só porque vestiu um terno? Nesta realidade de julgamentos, aceitamos extrapolar a condição dos empregos, onde construímos relações humanas baseadas na mesma proposta que as relações expressas pelo trabalho; no nosso mundo, não se trata mais apenas do emprego – isto é só a porta de entrada – mas de todas atitudes que tomamos com aqueles que nos cercam. Vemos “ninguéns” e “alguéns” todos os dias. E (não) percebemos isto nas atitudes sutis que, inclusive, o Estado toma diariamente para perpetuar esta realidade.

amahor

Quando vemos as remoções compulsórias para a Copa, ou para outros motivos escusos, aceitamos numa boa; mesmo que talvez não concordemos integralmente, ainda assim, acatamos a opinião pelo silêncio, pela falta de atitudes quanto as injustiças. Isto porque, no nosso universo social, a realidade das remoções atinge um grupo específico: pessoas pobres. E, claro, pessoas pobres não são ninguém. E ninguém se importa, também. A realidade das comunidades carentes se mantém ignorada, esquecida, renegada porque, como pessoas pobres – os “ninguém” – eles atrapalham o progresso; e ninguém pode atrapalhar o progresso! Progresso, este, autointitulado fruto…do trabalho. Fruto de pessoas que “se deram bem na vida”, “pessoas de bem” e que, por isto, podem escolher o rumo dos “ninguém”, desalojando-os e excluindo-os dos pontos importantes da metrópole onde, socialmente, só se relacionam pessoas importantes, óbvio, aquele alguém que “tem futuro”. Quem não tem futuro não tem importância, não é ninguém e pode viver onde ninguém vê. Exemplo pungente disto é, novamente, o caso do Horto Florestal do Rio de Janeiro – que volta à tona neste blog – para explicar mais vez as relações nefastas da nossa sociedade. Afinal, pouco importa se os moradores efetivamente moram na localidade há mais de 100 anos, ou se foram reconhecidos legalmente por gerações de presidentes do passado, ou se tem documentos que provam a sua legalidade. Eles são pobres. E, como pobres, não são ninguém. Atrapalham o progresso das “pessoas de bem” e, como tal, não merecem direitos e tampouco afetividade; não possuem nem moral para se defender, porque quem é “ninguém”, como o padeiro do texto, aceita as obrigações que cabem sem o direito de reclamar. E, neste caso, a obrigação de ceder o espaço, de aceitar na boa que, como ninguém importante, devem se retirar de uma zona de alguém importante e ir morar longe, junto com os outros ninguéns que ninguém quer ver. Lá no subúrbio, a famosa Terra de Ninguém.

A métrica do empurra-empurra é uma situação comum e que demonstra bem o que vivemos: jogamos para longe aqueles que não desejamos; jogamos os pobres, os “ninguém”, para o Lado B da cidade, onde os “alguém” não precisem ver e/ou conviver mais do que o necessário. Usamos os “ninguém” para suprir a necessidade serviçal do emprego barato, do trabalho que as “pessoas importantes” não querem fazer mas ponto, a convivência acaba aí. Logo após, concordamos que os “ninguém” devem voltar lá para o fim do mundo – pro seu espaço de convivência – excluídos e renegados, no subúrbio, onde o Estado nem os nossos olhos chegam; Estado, aliás, que cada dia demonstra mais e mais o classismo social, atuando só na sua zona de segurança nobre, na Terra de “alguém”, como se ninguém mais precisasse e/ou pagasse pelos seus serviços; pobre não paga imposto, quem sabe. Nosso querido vereador que deu origem ao texto deixa isto bem evidente, destratando o jardineiro porque, por motivos óbvios, ele não é ninguém, pobre coitado, não é de importância do Estado ter relevância ou bom senso com este cidadão. Na hierarquia da importância, fica claro que o vereador, do alto de seu troninho, percebe que é maior e “mais gente” que o jardineiro, excluído e que, como ninguém, não merece absolutamente nada além de ofensas gratuitas. Claro, se o jardineiro fosse empresário, o discurso seria completamente diferente pela mudança de tratamento do vereador que, falando de uma “pessoa de bem”, não usaria metade dos termos que usou. É a diferença entre alguém e ninguém, expressa na fala de Sandro Coelho, expressa no que as políticas pensam sobre isto. Assim como o emprego é uma alegoria, este vereador também é: uma mera representação de uma série de comportamentos perpetuados pelo Estado, que pensa, sim, em apenas uma camada social. A camada dos “alguém”. E se o governo é a representação do seu povo, quem sabe, não é por que nós pensamos assim também?

Rolezinho

Nestes últimos meses levantamos debates muito importantes sobre os Rolézinhos; mas afinal, o que são? Muito embora se tenha preconceito, qual o crime? Se fala em arrastão, claro, mas em nenhum dos Rolézinhos polêmicos foi constatado nenhum tipo de roubou, inclusive, com os shoppings divulgando notas sobre isto, declarando que não houveram crimes nos estabelecimentos. Por que tanto incomodam, então? Porque não estamos habituados em conviver assim.

Quando os jovens suburbanos se encontravam na periferia, jogados e esquecidos, dominados na Terra de Ninguém – aí sim no espaço deles – podiam fazer o que quisessem. Ao cruzar a barreira social da periferia e adentrar no universo dos ricos, da classe média, estes moleques quebraram a “bolha” que estavam submetidos. Não estão mais na Terra de Ninguém, mas sim no espaço de alguém, do Shopping, do consumo, dos consumidores, das “pessoas de bem”. E quando adentram estes espaços, não precisam cometer crimes para serem “invasores”; socialmente, já invadiram um local que não deveriam estar, ao menos na lógica das “pessoas de bem”. Geram medo porque “andam em bando” (o termo “bando”, aliás, já evidencia o preconceito)? Qual o crime de andar em grupo? Festas e mais festas de playboys lotadas de pessoas reproduzem o mesmo comportamento e, inclusive, o Carnaval – dos ricos – na rua, dos blocos, também promove a ocupação de espaços por montes e montes de pessoas; mas estes são alguém, e, claro, não geram medo. Os Rolézinhos, por sua vez, contam apenas com funkeiros e isto por si só é uma ofensa. Porque o Funk é produto dos excluídos e, não importa se você goste ou não, ainda assim, ele é a representação do próprio Rolézinho: excluídos adentrando o espaço dos incluídos. E este é o crime. Coexistir num espaço que não é feito para isso. O Shopping, antes de tudo, é o templo da classe, a Igreja dos alguéns, a visão ritualística do local intocável, da beleza, da segurança, do conforto, a sociedade que deu certo; onde você pode ir e ignorar que existe uma sociedade de ignorados. E lá, não! Lá, o mito dos “alguéns” não pode ser quebrado. Não é preciso crime no Rolézinho, afinal, o crime já está concretizado antes de existir. Quanto os “ninguém” deixam sua “bolha de exclusão” e passam a fazer o que “pessoas de bem” fazem, circulando nos espaços dedicados exclusivamente a “pessoas de bem”, pronto, já quebraram um paradigma. E este paradigma incomoda, porque choca, ainda que os próprios moleques do Rolézinho pouco ou nada liguem para esta discussão. E, então, se apela as forças que representam alguém: o Estado de classe.

A autonomia da polícia em defender apenas um grupo específico – os ricos, a classe média, as “pessoas de bem“, aqueles que “importam” – fica evidente na tratativa de agredir, sempre, os mais pobres. A polícia é a representação mais evidente da sociedade dividida. Trata o rico com educação, com parcimônia, mas bate no pobre, mata, estupra e esconde o corpo; e ninguém pode fazer nada, porque Ninguém tem direito mesmo. E este comportamento se defende na necessidade de “manter a ordem”. A polícia mantém, sim, uma ordem. A ordem social das coisas como elas são, nós e eles, onde os “ninguém” são diferente dos “alguém” e isto, por si só, é a justificativa cabal para existirem 2 tipos de comportamento pela própria polícia. “Manter a ordem” nada mais é do que exatamente o que se diz: a ordem é isto aí, não mudar nada. Gado andando no pasto, as pessoas “que tem futuro” vivendo no mundo do futuro, enquanto os “ninguém” não devem se misturar mais do que o necessário, sob a égide de tomar um tiro na cara por sair de sua condição de exclusão, por “quebrar a ordem” natural das coisas, o mundo dos que não se misturam.

E sob esta óptica, retornamos ao início do texto: afinal, o que faz um vereador? Pouco importa, não é? Não importa de nada. Ele é alguém e isto basta. Basta para ele poder falar o que quiser do jardineiro, como basta para um jornalista bagaceiro poder falar o que quiser dos garis, como basta para um desembargador ofender um garçom pensando que é a lei. Basta isto para as remoções da Copa, basta isto para impedir o Rolézinho. Basta isto para tudo. Alguém manda e todo mundo obedece, na mais perfeita ordem das coisas. Porque alguém mandou e, se alguém manda, é porque ele deve ser importante, ele deve ser uma “pessoa de bem”. Se a ordem é dada, que legal, é para “manter a ordem” e, claro, quando se mantém a ordem, estamos fielmente servindo a alguém. E servir a alguém é melhor do que servir a ninguém, não é? Mesmo que seja babaca, ou errado, ainda assim, na hierarquia do mundo, estamos mais perto do topo.

Mas e se um dia Ninguém obedecer, o que acontece?

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