15 momentos marcantes da música brasileira

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Sim, o post de número 200 haveria de ser especial. E por isto mesmo me consumiu um tempo um pouco maior que o convencional. Tá certo que eu estou fazendo curso, trabalhando, mas era pra ter postado antes, não fosse o fato de demorar pra caralho editar todo este artigo e upar todos os trechos das músicas. Mas, vá lá, valeu a pena.

Eu já vinha discutindo fazer ele faz tempo, mas sabia que demoraria. Então resolvi protelar. Mas, agora, está aí. Ele é simples, mas exigiu muito trabalho braçal, justamente porque consumiu horas entre editar e upar músicas. É uma coisa que eu reparo há faz anos e gostaria de compartilhar. Afinal, creio que não seja só eu que pense isso.

Você nunca parou pra pensar que, em determinadas músicas, há “aquele” momento marcante? As vezes uns poucos segundos, as vezes uns vários segundos mas, enfim, aquela hora que parece que o artista converteu o resultado da obra em um espectro divino e captou que “PUM! Estes poucos segundos vão fazer toda a diferença no mundo!“…e, voilá, um detalhe minucioso converte uma pequena canção em um pedaço quase angelical, atemporal e foda demais para ser esquecido. E é nesta óptica que eu resolvi reunir os 15 momentos da música brasileira que, ao meu ver, expressam isto melhor do que minhas palavras. Não que não existam outros exemplos, claro, mas estes são marcantes demais para passar em branco. Sem mais delongas, segue o post:

1 – Quando a banda entra em Chão de Esmeraldas

Chico Buarque estava estrondando tudo neste belíssimo clássico, mas ainda faltava algo. Aí quando você acha que a música começa a se encaminhar pro seu fim, sem aquele momento apoteótico e  que vai “morrer” assim, no seu simplismo, Chico puxa o refrão e entra a banda botando o pau na mesa, violão e sopro fazendo uma virada épica de escalas e que gera este singelo momento de obra de arte impagável, fazendo toda diferença na composição.

2 – A introdução de Preciso me encontrar

Quando Cartola fez esta música, acho que nem ele poderia prever o resultado de uma das introduções mais fodelonas da música de todos os tempos. Só há uma maneira de descrever isto e, com certeza, não são com palavras. Ouça e pronto.

3 – Quando Rodolfo começa a cantar em Marujo

Marujo começa com uns efeitos de água, uma introdução de guitarra um pouco longa para os padrões de Raimundos, aí vem a bateria destruindo tudo e o ritmo acelera; Rodolfo avisa: “vou contar uma história para o povo brasileiro…“, seguindo de um dos momentos mais clássicos dos riffs de quebração da música nacional. Ali, naqueles poucos segundos, foda-se o resto do mundo, abra o mosh e vamos todos nos quebrar enquanto Rodolfo conta uma história!

4 – A paradinha no refrão de Bete Balanço

O que seria de um dos maiores hits do Barão Vermelho se não fosse a paradinha melódica no refrão de Bete Balanço, acompanhado da guitarra de Frejat e Cazuza arrastando o vocal no fundo? Com certeza, a distopia desta parte cria todo valor memorável da música.

5 – O refrão de Pra tudo se acabar na Quarta-Feira

Esta música é a comprovação master de que sambas enredo, no geral, são subestimados. Eu não vou nem descrever esta obra, atentem para estes poucos segundos de música e tirem suas conclusões sobre esta genialidade.

6 – A paradinha na bateria de 33, destino Dom Pedro II

Mais um samba enredo, mais um trabalho fantástico. Você está lá acompanhando a bateria totalmente rítmica da escola Em Cima da Hora quando, aparentemente do nada, o puxador anuncia na letra que “…o paquera apanha…” e, ao fundo, a bateria faz uma das viradas mais insanas e estranhas – porém totalmente poética – da história da música.

7 – O refrão de Alegria, alegria

Mais uma quebra fantástica de melodia. Caetano vem acompanhando métricamente sua famosa e premiada música, quando chega cantando sobre “…o sol nas bancas de revista…” e de repente tudo muda, toda obra para e parece uma música dentro da música, dando um efeito metamusical fantástico.

8 – O começo de Azul da cor do mar

Tim Maia é um dos músicos mais fodas do cenário nacional. Mas pode dizer, a entrada desta música é ainda mais marcante que o resto de toda sua discografia. Quando Tim Maia puxa o “aaaaaah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir…” pode ter certeza, meu amiguinho, o mundo inteiro para para ouvi-lo mesmo.

9 – A melodia de Manhã de Carnaval

Outro clássico impossível de esquecer. Quando você ouve alguém cantarolando, dedilhando, tocando no piano, seja aonde for, este pequeno trecho de Manhã de Carnaval, é capaz de impactar qualquer um. Melodia simples, porém de um poder fenomenal.

10 – A selva de pedra de Homem-Primata

Outro clássico direto dos anos 80 que tem toda sua virtude em um pequeno trecho que rouba a cena. A música dos Titãs já era famosa por si só, mas no momento que eles resolveram quebrar o ritmo e a melodia para colocar a passagem do “eu me perdi na selva de pedras…”, ali eles ganharam o hit.

11 – A entrada de Dead Embrionyc Cells

Sepultura foi (e ainda é) o maior expoente do metal nacional. Marcou o cenário do thrash não só aqui, mas por todos os lugares onde passou. E Arise é um dos seus melhores álbuns. Quando o cd começa, com os efeitos de Dead Embrionyc Cells, caro leitor, o seu coração já começa a palpitar, esperando por quase uma hora de porradaria extrema. Quando a guitarra e a bateria entram, pronto, o mundo acabou e é a vez de Sepultura tocar o terror.

12 – A passagem de Brasil Pandeiro

Poucas palavras para descrever esta passagem. É ou não é um dos trechos mais marcantes da música nacional? Instrumental, letra, Novos Baianos mostrando porque é um dever moral gringo gostar de samba e do Brasil.

13 – O dedilhado de Choro Negro

Paulinho na Viola com um cavaquinho é uma combinação letal. Ouvir Choro Negro, em especial este momento, é algo que deveria ser instituído como religião.

14 – O começo de Rap das Favelas

Bota a cara! Na humildade cobra-cega sai pra lá, deu meiaaaaa-noooite e na favelaaaaa eu vo-oooou cantaaaaar!“. Totalmente auto-explicativo, o motivo máximo da prova que o Funk Carioca gerou grandes músicos e ótimas canções, mas todo mundo ignora.

15 – A entrada de Crush, Kill, Destroy

Sarcófago, outra famosa (e subestimada) banda do cenário nacional, aqui, faz jus ao nome da própria música. Ao ouvir esta entrada sinistramente foda, se você não sentir vontade de esmagar, matar e destruir, meu rapaz, você não deve sentir vontade de mais nada nesta sua vida amarga.

E era isto, galerinha. Ouçam os trechos, curtam o post e continuem me acompanhando! Beleza na represa e fui!

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