A raiva oculta contra a mídia tradicional

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Qual a função social do jornalismo? Qual a função primordial desta grande ferramenta inserida no nosso cotidiano? Afinal, você já parou para refletir sobre este assunto? Em algum momento, você já pensou em como o jornalismo influencia, de maneira positiva e negativa, todo o cenário constituído na sociedade atual?

Sempre que eu me pego pensando sobre “o jornalismo“, de uma maneira ampla e abrangente, quase que numa divagação filosófica e tentando fugir das definições mais técnicas, acabo lembrado do grandioso seriado The Wire e uma famosa citação no seu episódio final, lembrando a frase de Henry Louis Mencken (jornalista e crítico social americano), que dizia algo como:

“Quando olho para uma vida desperdiçada, convenço-me que eu tive mais diversão fazendo jornalismo do que em qualquer outra empreitada. É a verdadeira vida dos reis”

(tradução livre)

De maneira muito poética, H.L Mencken resume tudo e nada em uma pequena frase, muito melhor do que qualquer passagem acadêmica apegada ao cienticismo, ou de alguma conceituação demasiadamente técnica e elaborada. O que ele queria dizer com isto? Para Mencken, estava lá, intrínseco no seu comentário, comparando a sua profissão com “a vida dos reis“. Mas o que ele queria deixar com esta mensagem, como conceituar “a vida dos reis“, afinal? A grande defesa de Mencken estava, principalmente, no cunho social do jornalismo; uma ferramenta fundamental que, ao menos para ele (e para mim), deveria funcionar como o grande “divisor de águas” de uma sociedade injusta, o instrumento primordial para a busca da justiça social, um equalizador de múltiplas classes e diferentes indivíduos que, através de uma pessoa – o jornalista – seria capaz de exercer o elo entre diferentes ambientes e mostra-los em suas peculiaridades, tentando de alguma forma fazer justiça aos injustiçados pela omissão do Estado.

O jornalismo deveria ser, ainda que utópico, uma forma de expressar aspectos que, normalmente, não recebem espaço para debate na opinião pública convencional. As questões polêmicas, os pontos delicados, os grupos excluídos que acabam esquecidos pela maioria da sociedade; deveria funcionar como a voz de um mundo de pessoas que, não fosse a ferramenta jornalística, nunca poderiam receber o alcance da grande massa, que nunca teriam o espaço para disseminar um discurso diferente do senso comum. “A vida dos reis“, justamente, estava na liberdade de Mencken poder adentrar nos diferentes “mundos” dentro da metrópole, entender e dialogar com as minorias e, desta forma, poder dar espaço para aquelas pessoas expressarem suas opiniões. Uma vida agindo para dar liberdade de expressão a quem não tinha. Poderíamos lembrar, na mesma filosofia, uma citação dita por George Orwell (ao menos a internet diz isso):

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. O resto é publicidade”

Quando falamos da função social, ainda que não expressa pelas teorias acadêmicas, está lá, no sentido mais humano e social, de agir como a grande ferramenta equiparadora, o mais simples catalisador para levar à opinião pública tradicional a discutir – ou apenas ouvir – determinados temas que não são de consentimento da massa, polêmicos ou esquecidos demais para entrar na pauta do dia a dia de conversas informais da população. O jornalismo enquanto “voz dos excluídos“, não é não? Ao menos deveria. Mas, na prática, não é o que ocorre:

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Esta foi a nota publicada na RBS, no 24 de junho de 2013. A nota em questão, para quem não quiser ler, é um breve “manifesto” (como eles chamam) dos funcionários da Zero Hora, tentando dar uma justificativa formal para a proteção que vem ocorrendo ao prédio da emissora em todos os protestos que foram feitos em Porto Alegre. Eu já dei o meu relato (aqui) sobre uma das manifestações e o meu relato (aqui e aqui) sobre como a mídia tradicional caga na cabeça da população e dos manifestantes, preocupando-se em proteger apenas o próprio rabo. A mesma atuação da BM (um órgão público) volta a se repetir exatamente igual em todos os protestos: atacando pessoas completamente pacíficas para continuar protegendo a sede da Zero Hora, colocando o valor da vida de mais de 40 mil pessoas abaixo de uma empresa (privada) de comunicação.

Eu não vou entrar nas questões éticas e morais da atitude da BM, porque já discuti muito todas as questões erradas desta instituição, inclusive o fato de ser uma polícia MILITAR cuidando de relações CIVIS. Tampouco vou perder meu tempo destrinchando e humilhando esta patética nota de arrego feita pela Zero Hora, porque seria chover no molhado falar mal desta empresa covarde. Vou apenas comentar um pensamento que eu acredito que seja verdade: se a BM não fosse a merda estrutural que é atualmente, os manifestantes iriam para a frente da Zero Hora. Alguns mais exaltados, atacariam e depredariam o prédio inteiro, sem sombra de dúvidas. E isto é um fato. Não preciso de comprovação, apenas sei que aconteceria porque conheço a população, conheço seus ódios e, diferente da mídia tradicional – aonde a RBS se inclui – entendo as motivações da galera querer botar abaixo a sede da Zero Hora, numa atitude quase medieval, mas justa.

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Fetter é radialista e uma das principais figuras do "núcleo jovem" da RBS, trabalhando nos programas de rádio e TV da empresa destinados ao público adolescente. Publicou a devida postagem e logo depois apagou.
Alexandre Fetter é radialista e uma das principais figuras do “núcleo jovem” da RBS, trabalhando nos programas de rádio e TV da empresa destinados ao público adolescente. Publicou a devida postagem e logo depois apagou.
A "imparcialidade" do comunicador da emissora. PMs aplaudidos? Usar o termo "Tropa de Elite" - numa clara alusão ao filme?
A “imparcialidade” do comunicador da emissora. PMs aplaudidos? Usar o termo “Tropa de Elite”, numa clara alusão ao filme?

Analisando esta questão de peculiar desprezo a algumas redes de comunicação em específico – que ficaram mais evidentes com a onda de protestos que ocorre no Brasil – me surgiu a seguinte questão: por que o ódio mortal da RBS? Por que a população odeia tanto as mídias tradicionais? Quando surgiu um rancor tão imenso contra determinados grupos jornalísticos? Não avalio nem apenas a agressão física e toda aquela gente que quer quebrar tudo, botar fogo na emissora e ver o prédio ruindo. Avalio, também, todos aqueles que destilam ódio à emissora de diferentes formas; os que xingam, os que reprimem com cartazes, os que criticam nas redes sociais, os que fazem coro nos estádios; todo mundo que, de algum jeito, odeia a RBS, odeia a Zero Hora, odeia a Globo. Por que a mídia tradicional se tornou um alvo tão constante? E, justamente, pensando nesta questão, a(s) própria(s) emissora(s) deveriam reavaliar o próprio trabalho e verificar o quão sem sentido se tornou o jornalismo feito por elas, de um modo geral.

O ódio velado da população está claramente ligado ao fato de que, como disse nos meus textos anteriores, a mídia tradicional não FALA pelo povo, mas sim pelos interesses do establishment, da elite econômica e cultural que banca o jornal, usando-o como uma força motriz para vender um discurso que interessa apenas a própria elite, mas não para a maioria da massa – incluindo seus próprios leitores. O jornalismo da mídia tradicional brasileira, notadamente, possuí uma uma rede de monopólio – tanto no cunho comercial, assim como no cunho estrutural – que inviabiliza qualquer espaço de debate para e pela massa, de questões que reflitam sobre a realidade da mesma, sobre os problemas do povo e da vida na metrópole para as minorias. O jornalismo brasileiro assume uma postura grotesca, patriarcal e exclusivista de achar que é o “grande educador” da sociedade, um paizão para os filhos da nação. Por quantas vezes não vemos matérias que se iniciam com os termos “Saiba como…“, ou “Entenda…“, numa tentativa vulgar de mostrar que o jornalismo brasileiro não faz parte da voz do povo, mas funciona como um complemento a educação, um mecanismo que ENSINA o que as pessoas devem saber. A postura da mídia nacional não percebe e não engloba o discurso de Thompson, dizendo que “o telespectador não é uma esponja, que absorve tudo sem avaliar os motivos“; quando vemos a mídia de massa, percebemos que a função dos comunicadores – tanto de Globo, quando RBS, como Zero Hora – é a ideia de que o público é massivamente burro, um grande glomerado de idiotas que PRECISAM aprender e, lógico, a emissora está lá para isto, ensinar os trouxas de alguma forma. O próprio manifesto capenga que a RBS publicou, no fundo, não passa de uma maneira da Zero Hora dar uma explicação maquiada à população de uma coisa que a mesma já sabia: a PM protege, sim, uma pequena casta privilegiada da sociedade. Afinal, qual o sentido em tentar fazer o publico “entender” algo que já era entendido por todos?

O consentimento desta realidade de trabalho imposta pela mídia tradicional tornou-se um tipo de senso comum para a mesma – na visão de produção de conteúdo – que por anos seguiu a lógica do “tá todo mundo vendo, o Ibope mostra isso“, acreditando na mentira de que o alcance das emissoras tradicionais PROVAVA a qualidade do seu material, na medida em que muitos brasileiros ainda assistiam as merdas produzidas pelos mesmos. O que não se percebe no esconderijo numérico da audiência é que, mesmo em 2013, a maioria dos brasileiros tem dificuldade de acesso a outros meios de comunicação que não sejam a mídia tradicional, os famosos canais das emissoras “abertas”. A grande massa ainda depende das opções precárias, aonde pequenos grupos (como a Globo, RBS) definem seu monopólio e são a única opção viável para uma grande parcela da população.

Pode-se argumentar que “ninguém é obrigado a assistir/ler” determinados canais ou jornais, o que é verdade, mas todo indivíduo necessita da apreciação de conteúdo, a necessidade de interagir com mídias diferentes, de adquirir novas informações e, na falta de opções de qualidade, acaba se apegando a realidade comprometida que tem. Mas, ainda com esta realidade comprometida, o indivíduo acata o conteúdo, mas não concorda com o mesmo. E é neste ponto que o jornalismo tradicional peca, pela falta de autocrítica, justamente porque está cagando pras merdas que diz diariamente, as besteiras que dissemina e acha que (ainda) engana alguém, porque os números do Ibope ainda lhe são favoráveis; divulga aquele conteúdo de cunho duvidoso que ofende toda a população mas, desde que seus amiguinhos ricos da elite econômica e empresarial continuem bancando os milhões em propagandas, beleza, tá de boa publicar aquele lixo todo.

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Quando vemos a reação da população aos protestos e vandalismos, percebemos que a ação se concentra em dois tipos de atitudes:

1 – O pessoal que depreda lojas para saquear e fazer uma grana, roubar uns produtos e revender ou pegar pra si;

2 – O pessoal que pretende atacar símbolos da estrutura precária do Estado, da opressão e da falsa democracia brasileira; atacam prédios como a Prefeitura, instalações do Judiciário, assim como as sedes e carros da mídia tradicional, como o caso da Zero Hora;

É evidente, embora a Zero Hora tente mentir na maior cara de pau possível, principalmente na busca de uma autodefesa argumentativa bem limitada, há vândalos e vândalos, cada qual agindo com um propósito diferente. As pessoas que invadiram a Alerj no RJ e as pessoas que querem tacar fogo na Zero Hora, são completamente diferentes das pessoas que estão roubando a Paquetá Esportes ou bancas de jornal na rua. E, como disse Ricardo Boechat (talvez o único jornalista da mídia tradicional com uma opinião diferente), este segundo grupo que pretende “atacar símbolos”, não está errado não:

A alternativa da “resposta violenta” por parte de cidadãos completamente comuns – pessoas como eu e você – evidenciam os anos de abuso e violência do Estado brasileiro, assim como seus mecanismos para perpetuar a desigualdade social. As pessoas atacam estes símbolos porque, de uma forma ou de outra, eles representam os órgãos que deveriam agir pela vontade do povo, mas assim não fazem. E, dentre eles, há o jornalismo tradicional, as grandes emissoras como RBS (filial da Globo) e o seu jornal Zero Hora. O comentário patético e falacioso deste jornal em questão, tentando englobar TODO MUNDO como o mesmo grupo de “vândalos marginais”, como se quem atacasse a lojinha de tênis no Centro Histórico e aquele quer dar porrada em vereador (ou jornalista) corrupto fossem a mesma pessoa é, novamente, um ato de pura falta de autocrítica. É tão clara a diferença entre “vândalos” do grupo 1 e do grupo 2 que, se a ideia fosse a destruição generalizada por ambos os grupos, QUALQUER prédio seria destruído. E, por mais de uma vez, as manifestações passaram na frente do Jornal do Comércio, assim como passaram próximas a sede do Correio do Povo e, ambos os prédios permaneceram intactos. Justamente porque, aquele grupo que quer a resposta violenta e partir pra agressão física dos “símbolos do Estado”, TEM PLENAS CONSCIÊNCIAS de que, ainda que existam outros grupos jornalísticos, o maior representante do mal simbólico do jornalismo pró-elite é a própria RBS. E, aquele grupo que quer saquear por saquear, não existe nenhum sentido aparente em invadir a sede de jornais aleatoriamente, afinal não há produtos a se roubar.

Mas, ainda assim, nossa querida Zero Hora, mesmo depois de constante ameaça, FAZ QUESTÃO de adotar a postura autoritária e babaca do mesmo jornaleco de sempre, tentando ser um “grande paizão” do povo, o educador do templinho de sabedoria e liberdade de informação, aonde, na sua função de “jornal livre” (como só ela se intitula e acredita nisto),  publica um manifesto grotesco, tentando de uma maneira vulgar ludibriar o povo que nutre um ódio mortal pela emissora – com plenos motivos – para se apegar ao apelo emocional mais baixo, alegando “o valor da vida dos funcionários“, como se o próprio jornal ligasse para a vida de alguém, incluindo os 40 mil manifestantes que eram surrados e humilhados na rua, justamente aos mandos da própria RBS. Num apelo brega, tenta explicar a “imparcialidade” do jornal em tentar entender todos os lados de uma mesma questão, mas não consegue perceber o erro na retórica mal feita. Se apegar a uma suposta imparcialidade evidencia que não existe esta mesma imparcialidade; a negação de se tomar um lado por alguma causa ou discurso – a tentativa de ficar em cima do muro, como a Zero Hora sempre faz – é, apenas, mais um posicionamento como qualquer outro. E, sendo assim, mesmo que a empresa adote a postura de neutralidade e do discurso de “não tomar partido para nenhum dos lados“, o seu silêncio obviamente favorece alguém; a sua frieza inconsequentemente (ou consequentemente) acaba jogando a imparcialidade por água abaixo.

Quando vemos a Zero Hora publicando um manifesto de “paz” e horas depois conclamando a BM para atirar balas de borracha em quem se aproximar de sua sede, vemos sua imparcialidade ruir. Quando vemos uma matéria sobre as manifestações aonde 10 minutos são destinados a falar de saques e apenas 1 minuto é destinado a citar O RESTO TODO do protesto, vemos sua imparcialidade ruir. Quando vemos a Zero Hora passar em branco em qualquer comentário sobre a violência policial, vemos sua imparcialidade ruir. Quando vemos o jornal publicar uma nota da ATP – apenas porque esta empresa pagou para isto – vemos sua imparcialidade ruir. A atitude de neutralidade não é  soberania intelectual, mas pura inteligência de discurso, a tentativa mais discreta de usar da propaganda ideológica sem parecer propaganda, na medida em que se apega a uma suposta “realidade dos fatos”.

O que a Zero Hora não percebe (ou faz questão de se fazer de louca), é que publicar qualquer texto, por menos convencional e fora do cientificismo acadêmico que pareça, ainda assim, é expressar uma opinião. E, quando a Zero Hora supostamente publica sua “imparcialidade”, para o grande público – que não é uma esponja, como a empresa religiosamente tenta crer – fica claro que a emissora já tomou seu partido para defender algum dos lados. Este partido, obviamente, aquilo que lhe interessa para continuar seu monopólio de comunicação; o partido da elite, dos seus parceiros econômicos; o partido de quem banca financeiramente a baboseira que é impressa todo dia e que não representa a voz do povo, muito menos da maioria. E é nesta visão que o jornalismo não cumpriu seu papel essencial e fugiu de sua função social primordial, para entrar em um mercadinho de notícias pagas e armadas. A mídia tradicional – como a Zero Hora – deixou de falar para a maioria e passou a falar por uma minoria; defende um pequeno grupo, cria sua agenda baseada na realidade egocêntrica dela mesma, mas não percebe a gigantesca parte da população que cresce em ódio, porque o principal jornal da região Sul não os ouve e não os deixa falar. Quando a Globo, ou a RBS, ou a Zero Hora atuam na sua “bundamolice” padrão de uma suposta neutralidade, evidentemente não estão agindo como a voz dos excluídos. Falam para e pelo seu pequeno grupo de amiguinhos e empresários, ma não conversam com a massa, não falam a voz das ruas. E, quando esta rua toma de assalto o Brasil, a primeira resposta dos negligenciados é devolver na mesma moeda a quem lhes negligenciou, com a violência física e a tentativa de depredação da sede do jornal.

A resposta violenta à RBS talvez não seja eticamente ou moralmente correta, mas, ainda assim, é o que o povo vê naquele grupo que deveria falar por ele, mas assim não o faz, porque preferiu ser coluna social do Country Club e de festas de debutantes ricas. A raiva oculta da população contra a mídia tradicional é um grande grito de desespero, um grito social contra um veículo que deveria falar pela população, mas que está cagando para a mesma, desde que essa continue comprando seus jornaizinhos e bancando a rede de mentiras que sustenta a máquina jornalísitca. A violência da população contra a sede do jornaleco deveria trazer muitas considerações aos comunicadores da RBS, principalmente sobre os seus rumos, seus temas e como trata determinados assuntos; mas, pelo que ficou claro, eles continuam cagando pra isto, desde que a BM dê porrada em todo mundo para defende-los e que ninguém chegue perto da sua intocável sede.

Acreditam no conto de fadas da proteção policial, até o dia que este braço romper. A paz das cartinhas publicadas e o cordão de isolamento não serão suficientes para segurar a raiva que o povo ostenta e do ódio velado que a galera tem contra a Zero Hora. E aí, o órgão que não falou pela população (mas deveria), vai ouvir com sangue derramado e com prédio caindo, para aprender da maneira mais dolorosa a não ser cínico e nem corrupto, muito menos bunda mole. Parabéns, Zero Hora, vocês conseguiram. Um jornalismo que é inimigo da própria população. Se é um mérito a parte das organizações Globo e suas filais, batam palmas, porque a população os odeia. E a hora de prestar contas lentamente está chegando.

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