Vida Sem Terno – Arquivos – 2 de agosto de 2012

Nota: este post se repetirá, porque eu já havia postado aqui na ListadeLucas. Mas, para não comprometer o arquivo, vou manter os dois. 

Postagem do dia 2 de agosto de 2012

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Existe uma famosa frase que diz:

A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO

Praticamente, todos nós já falamos isto alguma vez na vida. Nossos pais repetem isso, nossos avós repetem também. É uma daquelas verdades universais que todos nós já nascemos sabendo. E, de certam forma, ninguém está errado. Realmente, quando falamos de propaganda e de sua “alma”, buscamos entender o conceito que uma marca tenta, pelo seu discurso, retratar uma realidade que ela acredita ser.

Não a toa os bancos gastam milhões para garantirem que suas campanhas publicitárias sejam o retrato daquilo que eles queiram que as outras pessoas – e os próprios clientes – pensem deles. Quando você vê o Itau falando que “é feito para você“, ou Santander “o banco do juntos“, ou a campanha do Bradesco para “2000inovar (2009)“, estamos efetivamente vendo a ação de uma propaganda e de seu conceito de ser “a alma do negócio“. E, meu amigo, se os bancos acreditam no poder da propaganda, é porque deve funcionar. Você já viu algum banco desses fazer cagada assim sem mais nem menos? Pois se eles confiam, dá resultado.

Quando eu penso nesta frase-verdade universal, me vem sempre a mesma imagem na cabeça: publicidade em época de eleição.

E não qualquer propaganda política de TV, mas algo mais baixo ainda; aquela coisa bem específica que nos atrapalha diariamente. Sim, estou falando daquelas merdas daqueles “santinhos”, dos cartazes na rua, dos banners, dos carros de som, de toda aquela porra que fica passando o dia inteiro nessa infernal época do ano. Eu sempre me perguntei uma coisa:

COMO ESTES BOSTAS QUEREM QUE NÓS CONFIEMOS NELES?

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Já começa tudo errado antes da eleição, aonde os caras sujam a cidade, enchem o saco, uma poluição sonora, visual, baita invasão de privacidade do caralho, deixando qualquer região de qualquer lugar parecendo um Madmax de papel e sujeira. Se “a propaganda é a alma do negócio“, é óbvio que, na política brasileira, mesmo antes da eleição já fica bem claro que todos estão lá para cagar na cabeça do país e da população, tal qual eles fazem com nossas vias para nos convencer que não serão como os tantos outros.

Graças a essa porqueira feita na cidade, eu já estava com vontade de tentar foder todos os políticos que sujam a rua. Estava tirando fotos de todas esquinas e cantos possíveis e, gradativamente, iria divulgando tudo por aí nas redes sociais, justamente para queimar o filme desses caras o máximo possível. A minha ideia consistia em poder converter o maior número de votos de conhecidos e amigos virtuais, cagando na cabeça de toda essa gente que suja a rua. Mas aí eu resolvi ir além e entender o problema como um todo. E foi aí que eu me surpreendi com a coisa. Não, eles não são errados. Nós é que somos. Nós – brasileiros e eleitores – somos os vilões.

O político coitado só quer garantir o mísero ganha pão dele, alimentar sua família e arranjar um empreguinho, como qualquer trabalhador. Nós, brasileiros, somos infiéis e mudamos nosso voto facilmente. E é por isso que ele, o coitado político, tem de chamar toda e qualquer atenção, para conquistar nossos corações. Nem que para isso, ele tenha que sacrificar sua credibilidade e virar um chato. O coitado político faz parte de um sistema horrível, ao qual ele enquanto vítima, não pode escapar. Ele se vê NA OBRIGAÇÃO de sujar a cidade, passear de carro de som, dar santinhos em todas esquinas. Se não fizer isso, ele poderá morrer de fome, ou pior: deixar seu cargo!

Foi pensando em compreender as necessidades do pobre político brasileiro e sua sofrida vida, que eu resolvi criar esta campanha. A minha ideia consistia em um processo bem fácil que, se caso todo mundo adotasse, conseguiríamos uma considerável limpeza: votar só em candidatos que não sujam a cidade.

Mas aí, encontrei um grande problema. TODOS os candidatos – sem exceções – sujam a cidade de alguma forma. Ou com cartazes, ou com carros de som, ou com folhetos. Claro, como disse lá em cima, eles são vítimas de um processo cruel ao qual nenhum deles não pode escapar. Mas aí, eu pensei para o bem: e se nós os ajudássemos eles a mudar?

Afinal, já que a culpa é nossa, temos que mostrar que o brasileiro não é malvado e o coitado político pode confiar na gente! Então, foi aí que me veio a mente como deveríamos operar nesta mudança! Um processo bem simples e indolor, fácil e que garantirá a cidade limpa e muitos coitados políticos que deixarão de ser vítima de vis brasileiros cruéis.

AJUDE UM POLÍTICO A MUDAR

– Para aquele político que doar 80% ou mais de sua verba com publicidade inútil* para uma instituição de caridade, todos aqueles que aderirem a campanha “ajude um político a mudar” serão condizentes com a boa vontade do político em questão, divulgando gratuitamente e de maneira virtual a boa ação para o maior número de contatos possíveis. Não só isto, este mesmo político doador poderá contar com a certeza da preferencialidade na hora do voto, haja vista que além de contribuir para a limpeza da cidade, teve a boa vontade de ajudar os menos favorecidos.

Para termos a certeza de que o político realmente doou o dinheiro, é preciso algumas garantias:

1 – Os valores doados à instituição que ele mesmo desejar deverão ser mostrados em forma de recebido ou outro comprovante, através do canal oficial do político (blog, site, facebook, etc.)

2 – O político deve tirar uma foto dentro da instituição, fazendo a doação pessoalmente. Além disso, deve se comprometer a visitar a mesma instituição, no mínimo, mensalmente durante um ano. Claro, registrando sempre com foto.

* Nota-se que a cobrança não vale nem para propagandas convencionais, como a participação nos canais de TV. Estamos buscando o mínimo, apenas as publicidades “menores” e que sujam a rua. Nada de muito grandioso, alias.

Feito isso, automaticamente o político em questão ganhará o selo para poder ser compartilhado ao máximo de pessoas e eleitores possíveis. Além disso, claro, todos os integrantes da campanha “ajude um político a mudar” estarão incumbidos também de divulgar a bem feitoria daqueles sinceros políticos que conseguirem largar o vício da publicidade tosca de rua:

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Desta forma, todos nós sairemos ganhando. O coitado político não precisará a se submeter as publicidades horríveis e poluir a cidade com um bando de material inútil, a malvada população poderá contar com – ao menos uma vez na vida – a participação de políticos em causas realmente sociais e, claro, as instituições mais pobres da sociedade poderão receber doações de quem nunca deve ter feito isso na vida. Não é bonito e prático?

É um longo caminho, é óbvio, nem sei se conseguirei colocá-lo em prática nestas próximas eleições. Mas a ideia, antes de tudo, é funcionar como trabalho de formiguinha, aos poucos, colhendo pequenos resultados até que se possa fazer a diferença. Quando UM político efetivamente entrar na onda, realizar a doação e ver que isso pode gerar uma “alma de propaganda” muito melhor do que ficar distribuindo adesivo no sinal, o resto vem junto. É efeito bola de neve.

Agora vou atrás das pessoas certas para divulgar isto de maneira correta e ágil, de modo que chegue ao maior número possível de pessoas em menos tempo.

Todos nós podemos fazer uma eleição mais limpa, em todos os sentidos. Basta querer. Fui!

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