Revista J’adore

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Frequentemente eu abro mão dos longos textos que eu escrevo e taco aqui no blog algumas paradas que eu conheço por aí, gosto, curto e incentivo. Pouco tempo atrás, divulguei o canal do Zangado e do Molusco, assim como divulguei a feijoada da Tia Elza, AVGN, blog do Flávio Gomes e do Mundo Gump. Uma galera já foi divulgada por aqui e a maioria sequer sabe disso; eu diria que 99,9% nunca soube. Ali no cantinho direito, no final da página, vocês podem ver que eu também divulgo mais um outro monte de gente: Zé Poesia, Bater uma Bola, Porradobol. Muitas e muitas fontes para quem entra no meu blog, que pode passar por aqui e sair em busca de outros ares e mais conhecimento ainda, sem se prender apenas ao material que eu posto. Mas por que eu faço isso?

Existe uma grande quantidade de pessoas que acredita que “novas ideias” estão puramente ligadas a maneira como assimilamos as informações que nos cercam. A inovação está conectada ao fato de processarmos toda informação que adquirirmos e, desta forma, reorganizarmos o material assimilado para assim criar um “novo material”, que na verdade nada mais é do que uma grande fonte de inspiração daquilo que já tínhamos aprendido anteriormente. Somos grandes imitadores, apenas. Grandes pintores observaram muitas pinturas alheias, grandes músicos escutaram muita música alheia, assim como grandes cientistas estudaram pilhas e pilhas de materiais de outros cientistas. É a ordem natural da vida: quanto mais informação jogamos pra dentro da massa cinzenta, maior a chance de fazermos algo inovador, criativo e genial. Para ficar mais fácil, o pequeno desenho abaixo ilustra melhor do que as minhas palavras:

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Quando eu posto este tipo de material aqui, é justamente para (ajudar a) iluminar a mente daqueles que aqui me seguem, que acabam lendo o blog e que, de uma forma ou de outra, eu acho digno de compartilhar alguma experiência, para poder utilizar isto no futuro em algo criativo. Se você vai ver o Zangado ou ouvir as músicas do Junior Kimbrough que eu coloquei aqui, eu não sei. Mas, se disponibilizasse algum pouco do seu tempo para isto, com certeza sairia munido de alguma novidade armazenada no seu cérebro, que certamente lhe serviria para algum bom fruto no futuro. Há aqueles – como eu – que acreditam na liberdade e troca de experiências e que, quanto mais coisas interessantes os indivíduos possam compartilhar entre si, a chance de todos sermos gênios fodelões e criativos no futuro é bem maior. Se eu descubro uma coisa legal, eu não quero guardar numa caixinha e esconder do resto do universo, assim como eu não quero que os outros façam isto quando descobrirem algo interessante também. A ideia de Free Culture, proposta por Lessig e outros (que, alias, eu falei um pouco aqui), é o caminho mais inteligente para o futuro de cooperação intelectual, além de ser obviamente muito mais divertido e barato do que proibições e taxações. Ou, como diria Raul:

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Nós não vamo paga nada

Nós não vamo paga nada

Agora é free!

Tá na hora é tudo free

Vamo embora 

Disse isto para falar sobre o nome do post em questão: Revista J’adore.

Além da expressão estrangeira (em francês, seria algo como “eu te amo/adoro“), J’adore é uma pequena revista que começa a circular no nosso querido solo tupiniquim – e com produção totalmente nacional, justamente com o intuito de compartilhar diversas formas de arte, para que o caro leitor possa de uma maneira fácil e prática adquirir uma série de informações sobre o tema, de um jeito completamente visual e intuitivo. E, claro, poder participar, colaborar e incentivar. Para eu não me prender nas minhas palavras, utilizo o que o próprio projeto diz de si mesmo, para os leitores conseguirem entender melhor o porquê de eu fazer a postagem que eu fiz:

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Pra quem se alimenta de arte

Reunindo um pouco de todas as técnicas, a J’adore surge para saciar a fome
daqueles que não vivem sem arte

Você se alimenta do que? Comida? Energia? Esporte? Há quem goste mesmo
de se alimentar de arte. E pensando neste público a diretora de arte, publicitária e agora
empreendedora, Pamela Morrison, idealizou a revista perfeita pra quem pode comer de
tudo mas só fica satisfeito mesmo ao ver uma bela fotografia, uma ilustração, ou até
mesmo um grafite nas ruas da cidade. Na quinta-feira, dia 17, às 20h, no deck da THIPPOS
by Leo Zamper, Pamela lança a J’adore, uma verdadeira galeria em papel com trabalhos
artísticos de todos os estilos. O alimento perfeito para o público contemporâneo, insaciável
pela arte.
As 70 páginas em papel couché carregam as mais variadas técnicas de criação.
Apresentando fotografia, história em quadrinhos, ilustrações, 3D, cartoon, entre outras.
Além disso, trás um adesivo e um paper toy para o leitor montar, deixando claro o objetivo
de ser uma publicação dinâmica e interativa. “A J’adore não é simplesmente uma revista
impressa de artes e sim uma plataforma de criação”, diz Pamela.
Com formato de 16,5 por 16,5cm, ela pode ser facilmente manuseada, o que
para Pamela é essencial, já que a revista impressa busca criar uma experiência visual
e palpável, além de interatividade. “Uma revista não se vê apenas com os olhos, mas
também com as mãos, tendo a sensação de pegar, cheirar, olhar quantas vezes quiser”,
afirma. Nas páginas finais, a J’adore trás uma lista completa com o nome, e-mail, site e
perfil daqueles que participaram da edição.
A revista bimestral e gratuita começa com a tiragem de cinco mil exemplares, que
serão distribuídos nas cidades de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo e Rio de
Janeiro, além da capital argentina Buenos Aires. A J’adore conta ainda com uma edição
online, onde o leitor pode acompanhar entrevistas exclusivas com os artistas que fizeram a
capa da edição, o paper toy, o adesivo e a foto da primeira página da edição.
Pamela não quer delimitar a acesso, já que a J’adore é feita por e para os
famintos por arte de todos os lugares do mundo. “A revista é pra conectar pessoas,
fazer com que elas troquem experiências e pontos de vista culturais. É para dar chance
para vários tipos de artistas, não importa de onde ele é, o que é. A revista não quer ter
fronteiras”, destaca.
O trabalho para desenvolver a J’adore foi duro, somando três anos entre
pesquisa, planejamento e elaboração. O mais difícil, de acordo com Pamela, foi tornar a
ideia real, descobrir o que fazer e como fazer. “Quando não se tem chefe e esta fazendo
algo novo e desconhecido, é complicado tomar as decisões todos os dias. Mas com a busca
por informação descobri na pratica e aprendi na marra”, diz a empreendedora, que agora
aproveita o resultado de tanto esforço. “Hoje, com a revista lançada, eu me sinto muito
feliz e realizada. É gratificante ter uma ideia, apaixonar-se por ela e conseguir colocá-la em
prática. Foi um grande desafio, mas valeu muito a pena”, comenta a publicitária. Pamela
acrescenta que várias pessoas já se identificam com o projeto, e ao ver a J’adore afirmam
que vão tirar suas ideias da gaveta. “A revista é para isso mesmo: inspirar e motivar as
pessoas”.

Para quem quiser mais, pode acessar o facebook: Revista J’adore

Boa noite e continuem me seguindo!

PS: Podem ter certeza que, se um dia eu formar um exército de gênios criativos, todos  serão leitores assíduos do meu blog e de minhas dicas!

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