Então é Natal

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E eu não consegui postar tudo que eu queria. Faltou o post sobre o Luiz e sobre o futebol, mas é que eu tive uns trabalhos extras e tal, aí não deu tempo e eu fiquei envolvido na labuta e nos presentes do feriado. Danou-se tudo, vocês vão continuar ai esperando ansiosos.

Mas, para o Natal não passar em branco, gostaria de aproveitar esta gostosa data para postar uma história muito bizarra que eu presenciei uns anos atrás, quando eu passava férias no Rio de Janeiro. Sem mais delongas, segue:

Era véspera de Natal, ou faltava uns poucos dias para isto. O fato é que a cidade já estava naquele clima de fim de ano, as coisas coloridas, a galera gastando dinheiro, todo mundo feliz em comprar, vender, beber, comer e não fazer porra nenhuma, esperando o feriado próximo chegar.

Daí que eu estava na praia, com meu primo e meus tios e, se não me falha a memória, era ali por Ipanema, ou alguma outra praia da Zona Sul carioca, naquele calor insuportável de verão que só nós, eu e meu primo – as crianças – estávamos achando o máximo. Lá pelas tantas, alguém, ou meu tio ou minha tia, um deles resolveu ir embora. Era hora do almoço, já deveria ser umas duas da tarde e estava todo mundo fritando embaixo de uma barraca, no meio de um sol que mais parecia o inferno e sem nada no estômago. A necessidade de procurar um restaurante falou mais alto e os adultos mandaram: era hora de partir.

Voltávamos por alguma daquelas ruas diante da praia, que corta para o bairro e é cheia de botecos com o mais refinado tipo de bêbado, ainda mais em uma época de muitos feriados e poucos objetivos, aonde qualquer hora é motivo para encher a cara de chopp e passar o dia no bar, jogando conversa fora. Subimos uma rua, duas ruas, até passarmos na frente de um pé sujo extremamente chinelo, com uma mesa improvisada no meio da calçada mesmo e um monte de tiozões gordos cantando esta música, que era mais ou menos assim:

Este ano meu Natal foi fraco,

Papai Noel cagou no meu sapato.

Papai Noel, que coisa feia,

cagou no meu sapato

e limpou o cu com a meia!

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E estavam lá, cantando animadões (bêbados, claro) esta mais bela canção, bem alto para todo mundo no bairro ouvir; uma nobre peça da MPB brasileira ao qual eu e meu primo achamos algo fantástico. Rimos, entoamos a balada e, desde então, nunca mais esqueci deste belo pedaço de obra-prima que a cultura popular me proporcionou.

Então, neste Natal, época de presentear o mundo, resolvi neste espaço – o meu blog – compartilhar com todas as outras pessoas que aqui me acompanham com uma bela canção, para poder repassar para parentes, filhos, amigos, quem for, este é o espírito Natalino!

Feliz Natal

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