Carta Aberta a favor dos moradores do Horto

Promessa é dívida. Falei que publicaria quando já estivesse em domínio público, agora tá aí.

Para quem não se lembra, um tempo atrás eu publiquei neste artigo aqui, a situação dos moradores do Horto Florestal, no Rio de Janeiro. Nele, eu dava uma breve resumida sobre a luta em que se encontravam os moradores da comunidade para regulamentar de fato o que é de direito deles. Argumentava, também, utilizando alguns casos recentes, o que parecia – e que agora está evidente – neste processo de remoção: uma limpeza social, com interesses claros em manter o Jardim Botânico (bairro) como uma “área nobre” da cidade, jogando a galera mais pobre para uma zona da cidade aonde ninguém veja.

Algumas coisas neste meio tempo aconteceram, como inclusive a divulgação de alguns vídeos e fotos neste grupo de Facebook que mostram, de fato, que aqueles que não estão nem aí para a preservação ambiental, são os mesmos que alegam que a remoção dos moradores do Horto deve ser feita em defesa da preservação ambiental! Quem entrar neste grupo de Facebook aí pode ver uma porrada de irregularidades da “área nobre” do Jardim Botânico que, todo mundo sabe o porquê, nunca entra em pauta nos debates de “preservação da área”, na medida em que os moradores do Horto são cobrados para dar mais e mais explicações, quase todos os dias.

Dentre os vídeos, há gravações mostrando o abastecimento ilegal de água (da piscina) de mansões, utilizando verdadeiras gambiarras pra drenar a água do Rio dos Macacos (o que é totalmente irregular), assim como uma obra recente da Central da Globo, que joga uma série de detritos para dentro do Rio dos Macacos sem qualquer tipo de fiscalização. Rede Globo, alias, com o seu jornal O Globo, é uma das maiores responsáveis na “cruzada” para retirada dos moradores do Horto da região, porque tem interesses claros em expandir suas sedes na região, como já faz há anos. E, dentre as fotos, há algumas imagens mostrando a construção de “novas mansões” dentro de área de preservação, assim como a casa de espetáculo Tom Jobim, que opera no meio do Parque Jardim Botânico, levando uma série de caminhões, carros, maquinário pesado de luz, climatização e etc. a constantemente estressar a vida botânica do parque. Casa de espetáculo, esta, que não teria necessidade nenhuma de utilizar o espaço de preservação do parque, podendo ficar em QUALQUER outro ponto da cidade, mas que obviamente é idealizada pelo sr. Liszt Vieira, presidente do parque e um dos maiores baluartes da campanha pela remoção dos moradores do Horto Florestal. Pois veja só, que ironia: o mesmo Liszt que encabeça a campanha de remoção dos moradores do Horto com base na justificativa de “preservação ambiental”, é aquele que idealizou e comanda uma casa de shows poluidora dentro do parque, que (não fosse o nome Tom Jobim) em nada representaria as atividades de conservação para a fauna e flora da região.

Os moradores do Horto, então, resolveram fazer uma carta aberta, explicando a situação. Como eu tinha prometido, quando a mesma carta estivesse em domínio público, colocaria aqui. Sem mais delongas, segue:

Por que isto é importante

CARTA ABERTA DA COMUNIDADE DO HORTO FLORESTAL DO RIO DE JANEIRO
Os primeiros habitantes do Horto Florestal, no bairro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, foram escravos africanos trazidos para o cultivo de cana e café, a partir de 1578. A estes se juntaram trabalhadores livres, na construção da Fábrica de Pólvora e do Jardim Botânico, iniciada por D. João VI, em 1808. Os descendentes destes escravos e trabalhadores pioneiros formaram o núcleo de nossa comunidade, que hoje conta cerca de 600 famílias. Longe da cidade, sem transportes nem serviços, a Administração do Jardim Botânico lhes oferecia terrenos, próximos ao trabalho, e a licença para neles construírem suas casas, onde eles e seus descendentes viveram em paz com suas famílias, por décadas. Presenciaram e participaram da própria História do Rio de Janeiro, e do Brasil: Getúlio Vargas visitava o Horto, no dia da Festa da Árvore, Juscelino Kubitschek inaugurou, com sua mãe Julia, a escola nomeada em homenagem a esta, para atender às crianças do bairro. Muitos trabalharam na formação da Floresta da Tijuca, e foram a força motriz a preservar o Jardim Botânico, como a verdadeira joia para nossa cidade que é até hoje.
Em praticamente qualquer país livre do mundo, a mera residência no local por tantos anos, sem tantas outras considerações históricas, sociais, morais e éticas, seria suficiente para assegurar aos moradores a plena propriedade de suas casas. Mas, com o crescimento do Rio de Janeiro, o Horto foi alcançado pela Zona Sul, a mais procurada da cidade, e a própria vizinhança do Jardim Botânico tornou-se grande fator de valorização. Na ditadura militar, começaram as tentativas de expulsão dos moradores da área, tornada objeto de desejo dos ricos, assim como da rede de comunicação dominante do País, que lá se instalou em 1965, e é hoje a maior proprietária de imóveis no bairro.Mas, felizmente para o povo brasileiro, nos últimos anos o ambiente político e jurídico-institucional mudou. Com base nos princípios democráticos da Constituição de 1988, foi há dois anos iniciado pela Secretaria do Patrimônio da União um trabalho sério, assessorado pela Faculdade de Urbanismo da UFRJ, visando à regularização fundiária da comunidade, com a conciliação de todos os fatores – ecológicos, sociais, e histórico-culturais. A partir daí, os poderosos interesses econômicos contrariados iniciaram uma feroz reação, cuja truculência chega agora ao auge. Para um império da mídia, que não reluta em deformar notícias e retorcer a verdade, é fácil convencer nossos concidadãos de que está em curso uma “invasão do Jardim Botânico”, o qual está sendo “favelizado”, e assim voltar massivamente contra nós bem-intencionados defensores da ecologia, e a opinião pública em geral. Alvo constante de ataques injuriosos, de ofensas abertas, de mentiras deslavadas, não temos recursos financeiros que nos possibilitem a defesa, e as poucas vozes honestas que, na mídia e no Congresso, se erguem em defesa da verdade, e dos nossos direitos, são imediatamente abafadas, e seus donos vilipendiados.
Recentemente, foi alegado que o tombamento pelo IPHAN do Jardim Botânico, em 1938, e do conjunto arquitetônico do Horto, em 1973, “incluiria” a sua vizinhança, já então ocupada pela comunidade. Fato inédito: uma área tombada, não para preservá-la no estado em que se encontrava, cujo interesse histórico e artístico teria que justificar tal medida, mas para modificá-la num futuro distante, de acordo com projetos inexistentes à época. Inacreditavelmente, com base neste argumento ridículo o Tribunal de Contas da União determinou à SPU interromper seus procedimentos: um Ministro do TCU, em absoluto arrepio à dignidade que deveria se associar a seu cargo, nos comparou de público a “mendigos invadindo a Praça Nossa Senhora da Paz”, com grande estardalhaço na mídia. Não há qualquer invasão ao Jardim Botânico, o qual nós seríamos os primeiros a defender. Sob este pretexto, e de uma fictícia necessidade de expansão, o que se pretende é levar a cabo uma “limpeza étnica e social” do bairro, para atender a interesses nada obscuros, porém inconfessáveis: destruir toda uma comunidade, apagá-la da história, para “melhorar” a vizinhança. Às autoridades, em todos os níveis, dos três Poderes do Estado democrático brasileiro, denunciamos este atentado covarde, insidioso e vil, à História, à verdade, à justiça, e aos direitos sociais e humanos de centenas de cidadãos brasileiros. Aos nossos concidadãos, do Rio de Janeiro, do resto do Brasil, e de todo o mundo, pedimos: não se deixem levar pela força do dinheiro! Não sejam enganados, não se transformem em massa de manobra dos inimigos do povo, para servir aos interesses deles! Se puderem, venham aqui, vejam com seus próprios olhos a verdade: que não há invasão alguma do Jardim Botânico, fora das páginas de um jornal, e da tela de sua televisão. Conheçam de perto nosso bairro, as crianças que brincam, os idosos nascidos aqui. É um belo passeio, e serão muito bem-vindos.
– Quem quiser votar em defesa dos moradores, pode acessar este link aqui. No link, inclusive, há toda a carta aberta que eu colei aqui.
– Quem quiser, pode falar com o governador Sérgio Cabral, aqui.
– Quem quiser questionar sobre as atitudes duvidosas do sr. Liszt Vieira, pode entrar no site dele e perguntar.
– Quem quiser tirar as dúvidas com a presidenta Dilma ou com a Ministra do Meio Ambiente sobre porque os moradores do Horto são tratados como bicho, pode entrar aqui e aqui e questionar.
– Quem quiser ir mais adiante, pode questionar a ONU-BR, também, para saber qual a posição deles, vendo tal absurdo acontecer sem sequer comentar.
– Quem quiser, também pode contestar algum veículo de comunicação, para tentar entender o fato deles não mostrarem o lado dos moradores do Horto Florestal. Pode entrar em contato com o G1 (Globo) aquiPodem entrar em contato com a Record aqui. Ou entrar em contato com a Band aqui.

PS: Destaquei os pontos da carta ao qual eu considero de extrema importância.

E por enquanto, é isto. Continuem me seguindo e boa noite!

Anúncios

8 pensamentos sobre “Carta Aberta a favor dos moradores do Horto

  1. Muito informativo, gostei do ponto de vista e do esclarecimento do autor sobre o assunto, mais pessoas deveriam ler textos como esses, a verdade tem que ser dita para todos! Grande Abraço!

  2. Caro Lucas, muito boas, tanto a carta aberta, quanto os seus comentários e principalmente os links que você colocou disponíveis para medidas EFETIVAS de protesto aos dirigentes e órgãos de comunicação. O processo a partir de 9/11/2012 está sendo apreciado pelo STF, devido ao Mandado de Segurança impetrado pela AMAHOR e cujo relator é o Ministro Joaquim Barbosa. Espero que ele tenha a mesma firmeza do caso do Mensalão e possa enfrentar esse CARTEL que foi formado entre a Rede Globo, Associação de Moradores do JB e a ala pseudo ambientalista do PT, formada pelos Srs. Litz Vieira e Carlos Minc . Parabéns e obrigado.

  3. Isso aí, Lucas, agora a situação está fervendo: a AMAHOR entrou com um mandato de segurança contra a tal “decisão” do TCU – que qualquer estagiario de Direito vê que é absurda – e o Piragibe já declarou ao Globo que “espera que o Ministro Gilmar Mendes (STF) julgue os invasores com o mesmo rigor dos réus do mensalão”. É mole? Além de botar no mesmo saco quem rouba do povo e o povo que está sendo roubado, ainda quer dizer ao STF o que ele “espera” que seja decidido…

  4. Lucas preciso atualizar informações, pois já faz 1 ano dessa reportagem mas continuamos na Luta, contra as remoções aqui no Horto. Estou te mandando copia da carta que enviei para a Jornalista, se é que assim posso chama-la, Selma Schmidt de O Globo, acerca de reportagens tendenciosas e difamatórias que ela vem fazendo há mais de 7 anos, sobre o Horto. Meu email é jcontursi@gmail.com se for possível me envie o seu contato, para poder enviar-lhe mais informações. Precisamos de sua ajuda. abcs jorge

    Prezada Sra. Selma Schmidt,

    Venho acompanhando há vários anos as suas ‘matérias’ sobre o caso do Horto Florestal do Rio de Janeiro. Causa-me muita indignação a forma parcial e tendenciosa como elas são elaboradas, pois geralmente 90% do espaço é dedicado aos que querem remover as famílias e somente ao final e na maioria das vezes de forma lacônica, é disponibilizado algum espaço para depoimentos de moradores. Isso quando há…

    Chamei de ‘matéria’, porque no meu entender uma verdadeira REPORTAGEM deveria apenas relatar os FATOS, tanto de um ponto de vista como de outro. Caberia melhor, então, dizer que suas ‘matérias’ são, na verdade, EDITORIAIS, onde somente são expressos os pensamentos da sua empregadora, a Rede Globo, da Amajb, da Aajb, enfim de toda a elite que quer urgentemente remover os moradores, para ali, segundo informa sua ‘matéria’, construirem o seu ‘Jardim do Éden”, composto de passarelas suspensas, teatros, lojas, estacionamentos, talvez procurando semelhança ao que vemos no Central Park e no Hide Park.

    Por que não mostrar aos seus leitores, exemplos de parques realmente públicos aqui no Rio de janeiro, e que também carecem dessa defesa ecológica, como a Quinta da Boa Vista, o Aterro do Flamengo, o Parque Lage, o Bosque da Barra, a Floresta da Tijuca, dentre outros, onde o povo tem acesso gratuito as suas dependências? Infelizmente o Parque Jardim Botânico, com a cobrança de ingresso para a entrada, torna-se na maioria das vezes inacessível, principalmente para famílias de menor poder aquisitivo, tornando com isso sua frequência bastante elitizada.

    Uma pergunta que não quer calar é por que somente a senhora faz reportagens sobre o Horto? Não há outro(a) repórter na Rede Globo, capacitado(a) a fazê-lo? Ou como dizem, é um caso pessoal onde a senhora é a porta voz da Amajb para essa questão?

    Nessa última reportagem, a senhora se superou, nem aqueles 10% a senhora concedeu a os moradores. Foi uma reportagem só para os ‘removedores’. Defendo a liberdade de imprensa como um fator primordial para haver democracia, mas abomino esse tipo de imprensa PARCIAL, TENDENCIOSA e MALDOSA, pois atinge em sua maioria pessoas idosas e indefesas, o que vem causando muita angústia e desespero entre eles.

    http://oglobo.globo.com/rio/ canteiros-passarela-no- projeto-da-presidente-do- jardim-botanico-9871704

    Por que a senhora não faz uma reportagem também mostrando as origens dessas pessoas? Como foi a chegada dos primeiros moradores, o que segundo a historiadora Laura Olivieri Carneiro de Souza, ocorreu entre 1889 e 1892?

    Por que não diz, que muitos deles obtiveram uma autorização por escrito de Diretores do Parque, para a construção de suas casas e o fizeram com recursos próprios, descaracterizando as falsas ideias de invasão e imóvel funcional?

    Por que não diz em suas reportagens que esses moradores, em sua grande maioria, são ex – funcionários do próprio JardimBotânico, ou seja , por suas mãos foram plantadas e principalmente CONSERVADAS, todas essas á rvores e plantas que hoje vemos com tanta beleza? Aproveite também e diga que sempre houve uma convivência pacífica e harmoniosa entre moradores, o parque e sua direção.

    Gostaria também de pedir que pudesse em suas reportagens, perguntar à direção do Parque Jardim Botânico, já que segundo ele existe uma necessidade de áreas para expansão e pesquisas, por que quando teve algumas áreas disponíveis, somente ‘plantou’ o Teatro Tom Jobim, acarretando muita poluição sonora e agredindo o meio ambiente, cafeterias, lojas, padaria, dentre outr o s? São esses os exemplos de pesquisas botânicas?

    Seria também muito bom que as suas reportagens pudessem informar aos seus leitores, que ao contrário do que lhes é dito , não há nada DECIDIDO PELO TCU, pois essa decisão, encontra-se sub judice, através de um mandado de Segurança no STF – MS 31707 de 11/09/2012.

    Seria bom que informasse também aos seus leitores, que em menos de dois meses já aconteceram v á rias mortes de idosos, e muit os, com certeza, tiveram o estado de saúde agravado pelas suas reportagens. Eram pessoas idosas e que sofriam muito ao serem chamadas de invasores, já que haviam nascido ali e mantinham laços viscerais com o lugar.

    Informe também aos seus leitores a existência de um projeto elaborado pela FAU/ UFRJ, por solicitação da SPU, que compatibiliza os desejos de expansão e preservação do Parque, com o direito de moradia dos moradores. Aproveitando, nos informe por que o Governo Federal, através do MMA, não o está levando em consideração?

    Aproveito também para lembrar-lhe e é importante divulgar para seus leitores, que por iniciativa dos vereadores Eliomar Coelho, Reimont e Adilson Pires, através do PL 161/209 http://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro0711.nsf/f6d54a9bf09ac233032579de006bfef6/67fbc9be5e8a3976032576a20074f5d9?OpenDocument o Horto se tornará, Área de Interesse Social (AEIS) e, portanto, suscetível a Urbanização e Regularização Fundiária.

    Informe, ainda, aos seus leitores que, segundo os instrumentos de Regularização F undiária (CUEM e CDRU) previstos em Leis, o s moradores não passarão a ser proprietários da terra. Ela continuará sendo de propriedade da UNIÃO. Apenas a terão por CONCESSÃO DE USO, se submetendo a várias regras, o direito de LEGALMENTE morarem nas casas construídas por eles, com autorização de diretores do Parque e, repito, com recursos próprios.

    Explique para os seus leitores por que o condomínio Canto e Mello não é alvo de suas reportagens, não os chama ndo também de INVASORES? só porque são r icos? Estão na mesma área e receberam tratamento completamente diferente. Foram somente condenados pela justiça a pagarem multa, o que diga-se de passagem não é problema para os ricos e também efetuarem um reflorestamento. Já para os p obres a senhora com seus editoriais panfletários, insiste que são INVASORES e precisam ser removidos imediatamente e terem suas casas e vidas destruídas.

    Esclareça aos seus leitores, que esse conceito de estar DENTRO ou FORA da área do Parque é bastante discutível. Os ‘removedores’ advogam que os tombamentos já delimitaram toda a área, destinando-a ao Parque J B , porem os moradores e seus apoiadores advogam que este tombamento era apenas paisagístico e se referia a área existente à época , ou seja , o Arboreto, no primeiro tombamento de 1938 e o Solar da Imperatriz no tombamento mais recente de 1973 (sendo que este monumento só passa a ser área do IPJB em 1995), além do que as outras áreas, ficam no entorno dessas e não faziam e nem fazem parte integrante do Parque. Como no processo do TCU ele determina que AGORA seja estabelecido um NOVO perímetro de interesse do Parque e posteriormente deva ser registrado em cartório, a lógica nos leva a crer que, realmente essa área só passará a ser legalmente de USO do Parque, quando e se houver, esse registro. Portanto eram e continuam sendo terras da União, usadas para moradias de funcionários e ex-funcionários do Parque. Deixe portanto claro aos seus leitores, que as moradias não estão e nunca estiveram, dentro do Parque, mas sim nas cercanias do Parque. Ou seja não há INVASORES.

    Mostre também aos seus leitores que uma reportagem para ser democrática, tem que dar subsídios de pesquisa para o contraditório. Portanto os informe, que através dos sites http://www.amahor.org.br ewww.museudohorto.org.br , eles poderão obter maiores informações sobre o assunto, na visão dos moradores do Horto.

    Finalizando, venho então a p ú blico e principalmente aos órgãos ligados a imprensa, como ABI, parlamentares, principalmente os ligados as propostas de fiscalização das concessões de mídias, aos órgãos de defesa do consumidor, denunciar esse tipo de jornalismo que deveria envergonhar a classe, pois foge completamente do verdadeiro objetivo da imprensa que é o BEM INFORMAR com ISENÇÃO, deixando o JULGAMENTO para ser feito pelo LEITOR.

    Atenciosamente,

    Jose Jorge Contursi
    (morador do Horto)

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s