As 10 melhores trilhas sonoras de games

Fala, manolos da madrugada.

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Como era de se saber, após tantos tópicos de música e alguns de games, não deve ser novidade para ninguém que eu gosto de ambos os temas. Foi por isso que, desta vez, resolvi unir meus dois gostos.

Como presto atenção nas trilhas dos jogos – e gosto mesmo disso – resolvi fazer um levantamento das minhas 10 trilhas sonoras preferidas. Repare que se referem aos jogos, não a música em si, mas sim ao conjunto da obra; outro detalhe foi priorizar criações próprias, eliminando assim o tão aclamado Rock’n’Roll Racing. Notem, também, que a maioria dos jogos é antigo; isso porque, antigamente, a trilha era um trabalho muito mais minucioso, mesmo contando apenas com os MIDIS, o pessoal se dedicava mesmo. Hoje colocam uma música genérica, um efeito qualquer e pronto, tá feito o áudio.

Sem mais delongas, segue a lista:

1 – Doom 2

Começo com um dos meus preferidos. A trilha de Doom varia muito, o que conta positivamente, indo de uns bons rocks, blues, metal, até algumas misturas de música erudita com elementos eletrônicos. São cerca de 30 composições no jogo, cada fase possuí um som diferente. É bacana perceber que estes sons também se encaixam de acordo com a história, conforme ia acontecendo o desenrolar do personagem no portal do Inferno.

Detalhe para a música do final (mas que também aparece no meio), que parece ser uma marcha militar muito bem composta, acendendo ainda mais a polêmica sobre John Romero (criador do jogo) se interessar pelo nazismo e o militarismo da Alemanha de Hitler:

2 – Zelda – Ocarina of Time

Esta é outra trilha conceituadíssima, inclusive com várias releituras feitas pelos fãs.

O bacana da trilha do Zelda é a mistura dos elementos “folk” do universo do jogo, como flautas, ocarinas e tambores, com instrumentos da atualidade, como baterias, sintetizadores e guitarras. Não só isso, como a trilha de Doom, variando muito em estilo de uma música para outra, conforme o ambiente da fase em questão. Temos música eletrônica, rock, bolero, músicas tribais, entre outras.

Outra coisa legal é que o personagem principal, Link, interage com a música em alguns momentos; esta por sua vez, deixa de ser um plano de fundo do jogo e passa a ser parte importante do mesmo:

3 – Final Fantasy VII

Quem não jogou este game, deve jogar. Mesmo quem não gosta de jogos, este deve ser uma exceção.

O jogo é como um livro, uma história, muito bem montado, com personagens, enredo, passado, cenários, desenvolvimento, vilões, inimigos, amigos, tudo bem “redondinho”. Como não poderia ficar atrás, a trilha sonora também é algo supremo. A trilha do jogo “dita” o clima das situações em si, até porque não há sons das falas dos personagens (por limitações técnicas da época), ora mostrando momentos de tensão, de suspense, de ação ou de calma.

É tão bem composta que, mesmo sem visualizar o game, é só fechar os olhos que dá para perceber que as sensações ficam expostas ao ouvir as músicas, cada uma tentando explorar determinado sentimento:

4 – Left for Dead 2

Este jogo eu só fui jogar recentemente. E, uma das primeiras coisas que me chamou a atenção, foi a trilha sonora.

Pra este item eu tenho que fazer uma breve explicação sobre o jogo. Para quem nunca jogou Left for Dead 2, o jogo trata-se de uma grande paródia. Você e outros 3 sobreviventes se encontram em um mundo abandonado, tentando sobreviver a uma horda de zumbis malditos. Só que aí que vem a graça: tudo se passa como se, supostamente, fosse a “gravação” de um filme (inclusive com créditos). Logo, a trilha sonora do jogo funciona como a de um filme, “pautando” as “cenas” conforme a situação, ou tensão, ou ação, ou suspense.

É bacana notar que fica claro isso, ao entrar uma determinada trilha no jogo, você já fica induzido a correr, ao passo que ao entrar outra trilha diferente, você já fica induzido a procurar determinado inimigo. Tudo isso, dando uma dinâmica muito bacana, obviamente, com uma música muito bem feita:

5 – American Mcgee’s Alice

Essa aí eu nem preciso falar muito. Eu já falei tão bem desta trilha, já fiz post separado, já comentei mais de duas vezes, enfim, Chris Vrenna fez uma obra de arte completa.

Se tratado de um jogo estritamente psicológico, uma trama envolvendo terror e devaneios mentais, a trilha criada se encaixa como nenhuma outra no projeto, criando intensos loops com os elementos comuns à personalidade do personagem Alice (como brinquedos infantis, carrosséis etc.), justamente reforçando aquele estado onírico/pesadelo, aonde a música torna tudo mais intenso e o personagem mais real:

6 – Resident Evil 

Ta aí um dos mais famosos survival-horror de todos os tempos.

Em uma época de gráficos limitados, espaço em disco também limitado, jogabilidade ainda em construção, grandes problemas de bugs e baixa qualidade de cores e contraste, era tarefa difícil criar um “clássico”. Um dos poucos elementos a se confiar, com uma determinada qualidade, era o áudio.

E por isso os produtores se dedicavam a criar trilhas tão boas que, justamente, se destacavam nos jogos. Novamente, como no caso do American McGee’s Alice, estamos falando de um jogo com uma temática sombria, um grande suspense e uma situação de constante tensão.

A trilha sonora tinha de se enquadrar dentro da história, da mansão abandonada, dos zumbis e do mistério…e conseguiu isso! Muitas vezes não se suava frio, durante o jogo, pelos zumbis escondidos ou portas fechadas, mas sim pela maldita música de fundo, que lhe deixava constantemente nervoso:

7 – Donkey Kong 2

Outro jogo da Nintendo, uma aventura com traços de comédia e animais falantes, mas uma trilha fantástica. Como nos casos dos primeiros itens citados, a trilha de Donkey Kong sabiamente utiliza elementos característicos do universo do jogo com instrumentos modernos. São flautas, instrumentos de sopro, gaita e percussão, com misturas de sintetizadores e efeitos sonoros de gritos, metais e outros elementos típicos dos personagens (canhões, espadas etc.).

É uma obra relaxante e ao mesmo tempo ousada, visto que a trilha não se assemelha a característica lúdica do jogo, sendo uma composição, por muitas vezes, muito mais séria que a imagem do game. O que não diminui a trilha e, alias, combina muito bem com o projeto:

8 – Actraiser 2

Eu acho que já comentei da trilha do Actraiser no tópico de SNES, mas não me recordo.

Enfim, trata-se de uma composição puramente erudita, música clássica mesmo, em todas as fases. O jogo faz referências constantes à livros bíblicos, a personagens mitológicos e afins e, talvez por isso, os produtores do jogo escolheram manter um caráter mais clássico na música, seguindo o rumo das grandes sinfonias.

Embora não pareça, ficou extremamente interessante, justamente confirmando o toque do jogo para o universo de criaturas místicas que se encontram em antigas escrituras, formando este ambientação épica do universo do game:

9 – F-Zero

Em jogos de corrida, um dos elementos constantemente ignorados é a trilha sonora. Mas, como F-Zero é um jogo de corrida surreal, obviamente, sua trilha foi lembrada e muito bem feita.

Corrida futurista, com carros voadores a velocidades exorbitantes, em pistas nada convencionais. E uma música que acompanha o clima do jogo, reforçando toda vontade do personagem de acelerar e destruir os inimigos. É interessante como as prolongadas músicas do game sempre se apegam à velocidade em si, sempre com solos virtuosos, pequenos compassos ou ritmos acelerados na percussão. Enfim, construindo o “clima” para o player se sentir, mais ainda, dentro das velocidades absurdas dos carros voadores:

10 – Witcher 2

Este é, talvez, o jogo mais moderno da lista.

É interessante notar como este jogão passou em branco em vários aspectos. Muitos comentam de outros games com muito mais louvor, na mesma categoria (ação/RPG), muito embora eu tenha achado este game muito mais completo, tanto em história, como em jogabilidade, gráficos e trilha, do que seus supostos concorrentes. E que trilha!

Como no caso de Actraiser, estamos falando de um game com elementos de mundos fantásticos, criaturas mitológicas e grandes monstros. A trilha, da mesma maneira, ousa espelhar a grandeza do ambiente. Neste caso, buscando uma contradição. O ambiente tumultuado do jogo, guerras, mortes e personagens conturbados, não são seguidos por uma trilha erudita, buscando elementos mitológicos, mas sim do próprio contexto dos personagens. Muitas das canções contém os elementos tribais das “classes” dos personagens (elfos, duendes etc.), como flautas e tambores, assim como muitas músicas contém coros e vocais femininos, como era de praxe nas músicas celtas.

É interessante notar que o próprio jogo da ênfase às antigas tradições europeias, logo, sendo seguido pela música em questão, que busca restabelecer um contato, também, com o lado folclórico da história:

Bom, galerinha. Desta vez é só. Acompanhem o blog e continuem vendo as postagens recentes!

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3 pensamentos sobre “As 10 melhores trilhas sonoras de games

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