Coisas dos anos 90 que você teve ou fez pt.2

Resolvi fazer na bucha porque não tenho nada pra fazer. Então, vou ocupar meu tempo. Seguindo o post passado, vou continuar lembrando da saudosa época que todos fizeram o compraram muita besteira.

Seguindo:

Assistir MTV

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A MTV surgiu lá pelos anos 80 e virou um ícone nos anos 90. Muito mais que o “canal de música“, como o nome dizia, a MTV virou uma marca rentável. Quem bem se lembra, vendia até camiseta com a logomarca na Hering. Os jóvi da época abraçaram a ideia, fazendo assim a MTV viver seus áureos tempos.

Emplacado com o Disk MTV, os primeiros e melhores anos da emissora eram dedicados quase que exclusivamente a clipes musicais e programas de comédia toscos, como Piores Clipes do Mundo. O canal desencadeou uma onda de fãs e representou uma geração. Caiu no gosto popular, todo mundo via, todo mundo falava, todo mundo achava o máximo.

Assim como André Baptiste culpa a libertinagem e falta de respeito atual à MTV, eu os culpo pelas roupas excessivamente excêntricas. Ninguém me engana que a popularização da rede não teve uma “mão” na moda bizarra 90’s, com todas aquelas vinhetas e logos cheios de cores, certeza que derreteou o cérebro de muita gente e ninguém via as besteiras visuais que cometia.

Passados os anos 90 e 2000, a MTV meio que caiu num marasmo e virou um canal de fofoca, uma Contigo audiovisual. Esses tempos li que, em 2011, até mudaram as direções para “voltar as origens“. Nem sei como anda atualmente, mas que nos anos 90 todo mundo assistia, ninguém pode negar.

Ter uma porção de jogos de tabuleiro

Os anos 90 foram uma época estranha. A comercialização de alguns itens já era comum ao brasileiro médio, o que não ocorria em épocas anteriores, mas a tecnologia ainda não permitia grandes avanços. Os jogos de tabuleiro ilustram bem esta relação… e eu explico.

Até as décadas passadas, a importação de brinquedos era uma tremenda dificuldade, o que fazia com que grande parte da população se familiarizasse com brinquedos “feito em casa” ou coisas do tipo, como o saudoso Carrinho de Rolimã. Já nos anos 90, podíamos contar com uma série de itens importados a preços mais dignos, mas ainda não contávamos com tecnologia suficientemente inovadora, como um Playstation 3 da vida. O que restava às mães era encher os pimpolhos de caixas e mais caixas de jogos de tabuleiros, que grande parte do povo tinha aos montes. Mesmo adultos e adolescentes caiam na brincadeira e colecionavam os primeiros modelos de Imagem & Ação ou Detetive.

Segue uma lista dos meus preferidos daquela época, que acho que todo mundo tinha ou conhecia alguém que teve:

Combate

Combate era um clássico. Reunia o melhor conjunto de características, embora muitos discordem. Era rápido, incisivo, mas possuía um alto grau de ação e de emoção.

Fazia a mistura perfeita de todos os elementos e as peças ainda eram muito legais. Sem dúvidas, um dos melhores da categoria.

Detetive

O jogo de investigação acima de qualquer suspeita“. Eu me pergunto quem bolava essas frases de merda, que vinham estampadas em quase todas capas de jogos.

Mas, tirando este fato, era um jogão. O que me chamava a atenção era o detalhismo da coisa, cartas e peças muito bem feitas. Claro, sempre tinha um mongolão para perder as peças das “armas”, que eram muito pequenas, aí depois tinha que improvisar da maneira que tava.

Lembro que depois de um tempo você pegava a manhã e o processo de eliminação ficava muito mais rápido. Muito bom!

Jogo da Vida

O jogo é uma terapia existencial. Mesmo se dando mal e perdendo, você acaba rico, milionário, viajando e bem casado.

É impossível se quebrar no jogo, não importa a quantidade de merdas que você faça, sua vida será boa. Não era o jogo mais empolgante do mundo, dado o fator “final feliz” geral, mas consumia horas e horas dos manolos.

Scotland Yard

Este era mais difícil e só teve graça depois de velho, porque quando eu era novo só queria destruir as coisas ou correr.

Lembro-me bem da complexidade do jogo, realmente difícil e interativo, visto que o cara tinha que prestar atenção aos detalhes, a história, ao ambiente, além de apenas se movimentar e contar com a sorte dos dados. Pura dedução, fazia jus a Sherlock Holmes, inspiração para a bagaça. Até hoje vale a pena comprar a versão remake do original.

Banco Imobiliário

Outro que vem lá dos cafundós e foi recentemente revisto. Tal qual Scotland Yard, este merecia atenção na hora de ser jogado.

Além disso, é um daqueles jogos clássicos que destroe famílias e amizades, dado o ultra grau de filhadaputagem. Não fosse tão divertido joga-lo, deveria ser proibido por “alto teor de inimizades“. Todo mundo já brigou jogando isso.

War

O jogo foi exemplificado no nome. Se Banco Imobiliário tinha o poder de destruir amizades, este jogo teve o poder de destruir vidas.

Sei de fatos reais envolvendo brigas com socos por causa de partidas homéricas de War. Neguinho levava ao pé da letra a proposta e transformava a própria vida em uma batalha.

Alias, o jogo é um estudo psicológico muito bacana. É só você dividir o homem em meia dúzia de detalhes diferentes (no caso, continentes e cores) e ele se torna um animal perante seus adversários, não importa quem seja.

A galera levava a sério demais, um jogo divertido, porém com um incrível grau de periculosidade. Só os fortes sobreviviam até o final.

E com esse eu encerro minha lista de jogos prediletos. Num breve futuro farei uma postagem sobre jogos de tabuleiros subestimados.

Voltemos aos anos 90!

Ter uma galinha Maggi

Alguém sabe pra que isso servia? Eu também não, mas todo mundo tinha a sua lá, bonitona exposta na cozinha.

Era um souvenir consideravelmente estranho, mas encantou a mesa de muitas donas-de-casa por muito tempo, junto com aquela cestinha de metal de ovos.

Ficava sempre naquele enfeite de centro, junto com umas frutas velhas e uns penduricalhos perdidos, como chaves, contas velhas e afins. Você apertava e saia o ovo, nada mais que isso. Tão simples mas tão complexo.

Enfim, um item que, quem viveu, teve. Quem não viveu, jamais verá.

Colecionar Copos

Fomos atacados de todos os lados pela Disney, nos anos 90. Até em copos de requeijão. Sim, amiguinhos, colecionamos muitos copos de requeijão temáticos neste período, a maioria de desenhos animados e personagens da Disney.

Lembro que isso chegou a ser uma verdadeira febre, com um pessoal dedicado profundamente a reunir o máximo possível de unidades. Não era dos brindes mais bagaceiros, admitamos, sempre tinha uma galinha Maggi pra piorar. Mas ainda era meio sem sentido, porque criou pilhas e pilhas de copos que ninguém nunca usou. E, mesmo se usasse…era mais fácil e barato comprar copos comuns!

Era o verdadeiro item para descrever “compra por impulso“; você tava lá no mercado, não precisava de requeijão mas achava o copo legal, ia lá e comprava. Ao menos esses de vidro era mais “bem-feitinhos”, nos anos 80 foi moda aquelas coleções de Squeezes muito toscas.

Ver Tv Cultura

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Foi o auge da TV Cultura e o melhor momento da programação infantil. Tão boa que nem parecia propriamente “infantil“, porque grande parte dos programas agradava todo mundo.

Se não me falha a milha falhada memória, começava lá pelas 16h e ia até umas 18h30min, variando entre programas como o da foto aí, Beakman, assim como Castelo Ra-Tim-Bum, Glub Glub e alguns desenhos perdidos. Beakman, alias, fez uma geração de pessoas gostar de coisas chatas, como física e química. Lembro que botei em prática muita coisa que ele ensinou, como os objetos com “vidro cenográfico“, que eram feitos de caramelo. Nunca consegui rasgar a lista telefônica como ele ensinou e isso é uma grande frustração da minha vida. Fiquei sabendo esses tempos que Lester morreu, e esta é uma grande perda para a humanidade.

Acompanhar o início dos Animes

Outro que todo mundo viu e gostava, porque naquela época os desenhos japoneses não eram feitos para pessoas com gosto estranho e debilidade cognitiva.

O povo assistia em peso e “abraçou” a ideia de popularizar os animes no Brasil, espalhando tudo em uma velocidade consideravelmente rápida; tanto que, 10 anos depois, a grade de desenhos “brasileira” praticamente virou grade de desenhos “japonesa”, visto que 90% de tudo era Anime.

Foi o início da saga dos Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Original e Z, além de Yu Yu Hakusho. Na ordem, todos os melhores desenhos japoneses para televisão já feitos. Só rolava violência, morte, sangue, confronto, tudo com uma mensagem épica no final, de superação, amizade etc.

Além disso, principalmente através de Cavaleiros do Zodíaco, gerou-se uma série de bugigangas legais, como aqueles incríveis bonecos:

Existe brinquedo mais “lesgal” que este? Se eu fosse milionário, eu compraria todos novamente.

Mesmo com todos os problemas de articulação, das peças oxidarem e tudo mais, era uma coisa muito bacana e bem feita. Valia a pena o investimento de 60 reais (na época) por cada boneco. Até hoje este valor é caro…lá em 98, era surreal! 60 mangos em UM mísero bonequinho!

Guardar fichas telefônicas

No tempo em que celular era coisa de playboy e quando nem existia música nestas merdas para poluir nossos queridos ouvidos nos ônibus, a única maneira de se comunicar na rua era através dos orelhões, sem cartão…claro. Daí, então, surgia aquela necessidade atroz de guardar um monte dessas fichas pra emergências, situações de risco, ou por simples hábito.

Todo mundo carregava no bolso, catava na rua e ficava super felizão por achar uma delas. Seria o relativo atual a achar aquela moeda de 1 real dando sopa por aí.

Os bolsos de calça agradeceram quando o governo resolveu se livrar disso e implantou aqueles cartões, muito mais práticos e menos divertidos.

Colecionar palitos de Picolé

Fazendo este post eu cheguei a conclusão de que os anos 90 foram a década do colecionismo. Tudo era motivo pra começar uma coleção e entulhar as prateleiras de muambas que depois você se arrependeria eternamente. Até palito de picolé virou coleção.

Não só esses da foto, mas tinham também aqueles Frutillys com palitos encaixáveis, entre outros, só pra juntar e juntar mais coisas. Esses aí funcionavam como um game, quase como um Super Trunfo da vida, só pra jogar e amontoar mais tralha. Eu lembro que eu arrecadei uns 80 só desses aí, sem competir nenhuma vez, o que me leva a crer que eu comia MUITO picolé.

Assim como a Coca-Cola, imagino que isto tenha sido proibido hoje em dia, visando o bem-estar das crianças, porque o que o que mais se fez nos anos 90 foi incentivar o povo a comer merda para colecionar e colecionar.

Bom, galerinha.

Mais adiante volto com a parte 3!

Aguardem!

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4 pensamentos sobre “Coisas dos anos 90 que você teve ou fez pt.2

  1. Cara, adorei tua lista! Pirei com a parte dos animes, até hoje sou fã de Cavaleiros do Zodíaco, e admito, assisti muito Dragon Ball Z e Glub Glub sim! E ficava me balançando no sofá cantando “Bum bum bum Castelo Ra-Tim-Bum”! kkkkk Como nasci em 89, vivi realmente nos anos 90, porque é na infância que se vive de verdade. Acho que todo mundo que viveu a infância nos anos 90 tem muita coisa boa (e bizarra também) pra lembrar!

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