Coisas dos anos 90 que você teve ou fez

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Voltando, ainda em ritmo de férias/festa. Vou postar menos nesses meses de verão. Mas, o que não falta é assunto. E um dos meus preferidos, sobre os anos 90.

É enorme a proporção de merdas e coisas incrivelmente toscas que os anos 90 criaram, mas todo mundo tinha e/ou fazia. Não faltaram clipes na TV com neguinho de cabelo asa-delta e calça colorida, propagandas da Coca-Cola e filmes do Spielberg para divulgar modinhas que hoje, qualquer um que viveu na época, olha e diz: puta merda, eu fazia isso! Que vergonha!

Lembrei disso graças ao tópico anterior, citando os VHS, porque foi gigante o número de filmes bizarros lançados para esta mídia e que, infelizmente, ficaram na memória. Mas, além do próprio VHS, surgiram uma gama de coisas que, ao olhar atual, soam apenas como uma leve lembrança cômica.

Resolvi fazer uma lista, então, de coisas dos anos 90 que todo mundo teve/fez:

Ter uma TV 14 polegadas

Todo mundo teve uma dessas, ou mais de uma. Na época que qualquer equipamento eletrônico era caro, possuir uma televisão boa era artigo de luxo.

Aí os manolos tiveram a “malandragem’ de fazer uma TV com recursos dignos de um equipamento decente, mas mais “acessível”, diminuindo o espaço em tela. E virou febre. Principalmente aquelas da Philco, cinzas, com entrada TV/AV.

Geralmente o paizão tascava uma TV legal na sala e aí, nos quartos, colocava uma naba destas para distrair os filhos ou algum outro parente mala. Virou moda entre porteiros também, que colocavam na entrada do prédio para se distrair no horário do serviço.

Com o aumento e facilidade do alcance tecnológico, essas TVs migraram pra casa de campo/praia, ou simplesmente morreram no desgosto. Eu lembro que elas tinham uma vida útil muito pequena; com o tempo a imagem ia ficando esbranquiçada ou encolhia no meio da tela. Aí o cara tinha que dar uns tapas e voltava tudo a funcionar beleza na represa.

Usar macacão

Outra coisa que virou febre uma época foi o macacão. Aquele tradicional-tosco, azul e de Jeans. Ainda mais com o BOOM de alguns artistas que usavam isso o dia todo, a piazada queria imita-los trajando esta merda. É incrível como todo mundo fica infantilizado com isso, parecendo um bebê colono, mas mesmo assim o treco conseguiu forças para dominar o mundo e se popularizar.

Eu, pessoalmente, nunca usei isto, mas conheço uma legião de pessoas que adorava na época e achava a fina-flor da malandragem sair na rua desfilando um. Ainda mais depois da ascensão do RAP, que muito artista usava nos clipes.

Neste clipe do Tupac, abaixo, aparece um magrão com um amarelo, pior do que os normais azuis.

Ainda, neste famoso vídeo dos bailes da Funk Melody, com Dorré e Borró cantando, também vemos o cara usando macacão. Outra coisa que virou moda na época era usar um dos botões soltos e “livres”, não sei porque.

Colecionar brindes da Coca-Cola

Na época, a Coca-Cola lançou um monte de brindes promocionais legais. E era bacana colecionar. Desde criança, moleque, até o pessoal mais velho, todo mundo fez uma coleção que fosse das coisas da Coca. Lembro dos Geloucos, os Gelocósmicos, as bolas comemorativas, os io-ios, era tudo muito bacana. Acho que depois foi proibido, porque a distribuição dos brindes estava associada a um consumo absurdo de refrigerante, o que deve ser ilegal…ou ao menos deveria. Sei que nunca mais fizeram essas promoções. Lembro até hoje: 5 tampinhas 2 litros + X em dinheiro = brinde legal.

Aí a gurizada se lavava bebendo litros de refri e surgiu uma geração de gordos folgados com problemas de coração, mas com coleções bacanas.

Ouvir EuroDance

Todo mundo ouviu, todo mundo comprou CD, os caras iam até no Faustão. E, naquela época, ir no Faustão era legal.

Foi moda, não adianta se envergonhar. Se você viveu nos anos 90, de fato, você foi mais uma vítima do Euro-Dance. Tocava em festas, eventos, rádios, escolas, tudo que era lugar. O negócio foi tão pegajoso que o rei e mito da Euro-Dance, Scatman John, largou uma carreira consolidada no Jazz para entrar no estilo.

Criou-se uma legião de artistas “one hit“, uma legião de passinhos, dancinhas e coreografias bizarras. Foi nesta época, também, que lançavam aquelas coletâneas que apareciam anunciadas na TV, “dance-music best” ou qualquer coisa assim, geralmente anunciadas naqueles programas de meio da tarde que ninguém via ou levava a sério.

Resolvi fazer uma coletânea das mais clássicas. Tem umas aqui que tocavam em qualquer festinha, povoaram o imaginário pessoal da música desta época.

Scatman John

Aqua

Alice Deejay

Haddaway

Gala

Corona

Agora você já pode fazer a sua festinha retrô com essa playlist bagaceira. Só falta as roupas, seus amigos da época e o Guaraná Brahma para completar o clima.

Acompanhar Fórmula 1 ao vivo

Quem não acordava Domingo de manhã para ver Senna e, posteriormente, Schumacher, é um belo de um mentiroso. Este período foi o auge de popularidade da modalidade de corrida no Brasil. Era clássico acordar e ver o mala do Galvão narrando, a música vitória clichê quando um brasileiro ganhava, ou o alemão matando todo mundo a pau. Fato é que, não importa qual seja o motivo, os anos 90 nos brindou com uma legião de “fãs” de corrida, que perdiam seu doce descanso de Domingo para ver as épicas corridas, sempre muito cedo.

Depois, com a morte do Senna e a aposentadoria do Schumacher, a febre acabou. Ocorreu algo parecido com as transmissões de boxe pós-Mike Tyson. Parece que os novos protagonistas simplesmente não agradam, não tem carisma nem porra nenhuma. Isso que o Schumacher era odiado por meio mundo, mas mesmo assim prendia atenção de grande parte das pessoas, ora xingando, ora torcendo pelo alemão. Talvez o excesso de virgindade-mental dos esportistas atuais não agrade mais o pessoal que conheceu as outras eras.

Vai ver por isso é que ninguém liga muito pra essa Seleção atual, porque aturar Robinho e Neymar, entre outros mongoloides, é uma tristeza incrível.

Ver programas de exercício

Este é para a mulherada.

Isso aí foi muito moda. A mulherada via em peso e chegou a figurar em alguns canais da TV aberta, inclusive, com adaptações mais vergonhosas ainda que os originais.

Não bastasse um programa bizarro de exercícios com eficácia duvidosa, ainda tínhamos as clássicas roupas coloridas de academia, que foram moda até pra sair na rua e fazer atividades cotidianas.

Se você viveu a época, provavelmente comprou pilhas de roupas que pareciam ser feitas de LED, dado o grau de luminosidade que as cores esdrúxulas produziam. O mais bizarro destes programas é que, talvez para tentar atrair o público masculino, sempre contava com um cara-figurante ao fundo, como é o caso do vídeo. Eu não entendo que homem em perfeita condição iria querer ficar rebolando de short laranja que nem a bichona do vídeo, mas tudo bem.

Não só isso, eu não entendo nem se as próprias mulheres, público-alvo do programa, realmente tinham interesse em ficar assim:

Pra mim, é um dos maiores mistérios da humanidade como isto pôde passar por tanto tempo e atrair um considerável número de fãs.

Usar roupas excessivamente excêntricas

Eu vejo o pessoal falando atualmente, “ah, mas esses emos me aparecem com estas roupas coloridas“…e aí eu penso, “cacildis, esses aí não viveram nos anos 90“.

Parecia que rolava uma competição pessoal entre ser estranho nesta época, aonde quem usasse a roupa com mais cores e estampas escrotas alcançava um nível maior de superestimação. O pior é que, em alguns casos específicos, a moda surge através da própria população comum, que sente um estranho prazer em aparecer e cria algum costume tosco. Mas, no caso dessas roupas, a coisa surgiu na TV, se espalhou pela música, foi para as ruas, tomou conta de tudo. Foi uma relação de causa-efeito muito misteriosa. A gente pode ver o BOOM disso em muitas situações famosas do período, como:

Existiam linhas de produtos inteiras com essas misturas “agradáveis”, como os tênis de basketball, uns moletons verde-limão e umas misturas de estampas com animais muito supimpas. Certeza que os emos atuais se inspiraram nesta gente estranha dos longínquos anos 90. Nada se cria, tudo se transforma.

Assistir filmes clássicos de crianças e animais

Sim, filmes com crianças e animais sempre existiram e sempre existirão. Mas, os anos 90 foram a “era de ouro” para isso.

Talvez pela popularização do Mickey Mouse Club, ou pelo fato de grandes diretores da época (como Spielberg) gostarem do tema, tivemos verdadeiro empenho em grandes produções. Algumas com um cunho mais infantil, como Esqueceram de Mim, algumas mais adultas, como Conta Comigo. De qualquer forma, o que não faltou foram obras recorrendo ao tema. Como no caso do Eurodance, vou fazer uma pequena listinha com os meus favoritos, para o povo dar aquela lembrada no Sessão da Tarde. 5 no total.

Os Goonies

Quem não viu os Goonies, quem não tentou ser um Goonie, quem não gosta dos Goonies, não merece a vida. Esta deveria ser pergunta básica aos 20 anos de qualquer um. E quem respondesse erroneamente uma das 3 questões, iria pra forca.

O mundo do imaginário infantil se divide em Antes dos Goonies e Depois dos Goonies. Todo moleque, na época, montou o seu “clube” tentando imitar as situações do filme, quem sabe até achar algum mistério perdido, ou fazer bugigangas que nem o Japa maluco fazia.

Conta Comigo

O filme é uma lenda, não só por ser bom, mas por contar com o finado River Phoenix, que teve uma morte prematura.

O mais inacreditável é que, embora seja uma obra do Stephen King, eu ainda acho melhor que os contos de terror que ele fez. A famosa música que da nome ao título foi gravada anos antes, mas mesmo assim combina perfeitamente com o filme. Um tanto quanto triste e nostálgico ao mesmo tempo, um baita filme com um final épico.

Esqueceram de Mim 2

Pra provar que nem toda continuação é ruim e que repetir EXATAMENTE a mesma fórmula da primeira versão, as vezes é ótimo. Outro que virou clássico e marcou o ator como personagem. Acho que ninguém consegue desassociar Macaulay Culkin deste papel, ficou fadado eternamente a isto e até hoje paga o preço.

A Incrível Jornada

É remake, sim, mas esta é a melhor versão. Eu nunca gostei de filmes de animais falantes-prodígio, mas este é incrível. Acho que os cenários contribuíram pra tornar o filme muito bom, mas é uma baita obra. Depois de anos eu fui descobrir que era da Disney e aí entendi porque nenhum animal morre, como sempre.

Depois de anos² descobri que era dublado pelo Michael J. Fox e que, obviamente, o filme fica 200 vezes melhor no áudio original.

Babe – O porquinho atrapalhado

O filme é tão foda que não deveria nem entrar na categoria de “filme de animal falante“; mas, como não dá pra fugir disso, consegue provar que mesmo com um tema retardado pode-se ter uma ideia genial e original, fazendo uma obra peculiar e muito bem-feita.

O filme é tão foda² e subestimado que eu resolvi colocar mais duas cenas muito boas e que eu gosto muito, porque merece e resumem bem toda dinâmica do projeto. Reparem na fotografia, muito bem montada para uma obra do gênero, além da atuação mítica do James Cromwell.

E, assim como no caso do Esqueceram de Mim, o Babe 2 é tão bom quanto o 1. That’ll do Pig. That’ll do.

Dançar Moonwalk

Eu vejo um monte de gente intitulando ananás pelo mundo como “o rei dos passinhos“, ou qualquer coisa completamente indignante. É óbvio – e não é nem discutível – que o rei dos passinhos, tal como do Pop inteiro, sempre foi e sempre será Michael Jackson. O cara criou uma infinidade de danças que dá pra fazer uma lista só disso.

Mas, dentre todas elas, a com maior destaque com certeza foi o Moonwalk aí do vídeo. Quando chegou aos olhos do mundo, obviamente foi imitado a exaustão.

Na década de 90 era praxe TODO mundo (todo mundo mesmo, sem exagero) saber fazer um Moonwalk, nem que fosse meia-boca. Rolava na festa, em casa, no churrasco, na padaria, todo mundo tinha uma tática para encontrar a perfeição, sujando milhões e milhões de meias no mundo todo.

A história diz que ele surgiu em 1983, eu sei, mas foi na geração de 90 que o mundo conseguiu o contato para expandir a técnica aos quatro cantos. Não a toa o reinado que cultua Michael, criar uma marca dessa é só para os mitos supremos.

Bom, galerinha.

Por enquanto é só. Certeza que esta lista aumentará com o tempo, mas depois vou preenchendo com mais partes!

Sigam-me os bons e os ruins!

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2 pensamentos sobre “Coisas dos anos 90 que você teve ou fez

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